Título: Ninja Gaiden
Lançamento: Março de 1989
Produtora: Tecmo
Distribuidora: Tecmo
Gênero: Ação
 
Sinopse:
 
Na pele de Ryu Hayabusa, enfrente as coisas mais bizarras possíveis, para tentar encontrar a verdade sobre a morte de seu pai. Enredo intrigante e excepcional, jogabilidade rápida e músicas de primeira. Ninja Gaiden traz até você a luta de um Ninja que busca a paz no mundo, ao invés de seqüestrar presidentes, e por conseqüência enfrentar caras maus o bastante que vieram resgatar o presidente.


Ninja Gaiden é mais um exemplo de conversão dos Arcades, que por ironia, acabou ficando bem melhor quando portado para o Nintendo 8-bit. A versão original dos fliperamas, lançada um ano antes, em 1988, era um Beat ‘em up com ninjas que apresentava excelentes gráficos e recursos, mas com uma jogabilidade lenta e complexa. Por conseqüência, não fez muito sucesso e permanece desconhecida para várias pessoas, que ainda hoje acham que a série surgiu no Nintendo Entertainment System.

Talvez a principal marca de Ninja Gaiden, seja seu enredo muito bem elaborado e enigmático, trazendo para um jogo de videogame uma história digna dos cinemas, uma trama misteriosa e que surpreende o jogador a cada passo dado.

De início, nos é apresentada uma luta entre dois ninjas, sendo um deles o pai de Ryu Hayabusa, o protagonista do jogo, o qual aparentemente acaba sendo derrotado pelo misterioso adversário. No dia seguinte, Hayabusa encontra uma carta de seu pai deixada antes do confronto, nela ele diz que se por acaso não retornasse da batalha, Ryu deveria pegar a espada do Dragão da família Hayabusa, e ir para a América de encontro a um arqueólogo chamado Walter Smith.

O decorrer da história é composto de revelações surpreendentes, envolvimento de órgãos do governo, espíritos demoníacos, e inúmeros acontecimentos imprevisíveis. O enredo é magistralmente apresentado em cenas distintas, exatamente como em um filme. Inclusive reza a lenda, de que os jogadores da época chegaram ao cúmulo de ligar para o sistema de atendimento de dicas e truques da Nintendo, para saber o desenrolar da trama do jogo, de tão envolvente que era, uma vez que não conseguiam prosseguir pelos cenários devido a sua dificuldade.


As fases foram brilhantemente divididas em “Atos”, como se fossem “cenas”. Cada capítulo da história é seguido de uma fase contendo elementos antes apresentados no enredo em si.

Como em grande parte dos jogos de plataforma, Hayabusa pode saltar plataformas, correr, subir paredes e escadas, todos os movimentos predominantes de um ninja.

Traz consigo a lendária espada do Dragão como arma padrão, mas há várias opções de armas e magias espalhadas pelas fases. Como era de se esperar, é necessário acumular um item que limita o uso dessas armas diferentes. São mais poderosas e ágeis que a espada normal, como por exemplo a estrela, que pode atingir inimigos à distância, espada giratória, capaz de derrotar chefes em um único golpe apenas, entre outras magias como fogo, etc.


O grande diferencial de Ninja Gaiden, pode ser considerado a sua jogabilidade solta, rápida e precisa, adjetivos de um verdadeiro ninja. Não é daquelas jogos lentos em que você avança aos poucos, e às vezes precisa parar ou voltar para matar inimigos, nele o dinamismo toma conta, e de acordo com a prática que o jogador vai adquirindo, mais habilidoso o ninja se apresenta na tela. Executar golpes e acrobacias enquanto pula, inicialmente parece ser complicado, mas com o tempo todos esses procedimentos se tornam padrão e necessários para o progresso no jogo.

Apesar de todas as qualidades, Ninja Gaiden peca um pouco em relação aos gráficos. É notável que as animações ilustram perfeitamente todos os momentos da história, sempre apresentando desenhos bem trabalhados e adaptados para a resolução e quantidade de cores do NES, com grande talento. Mas certos personagens soam um pouco estranhos em conjunto a determinados cenários. Algumas vezes o jogador se pega confuso com os elementos presentes na tela, talvez pela tentativa de dar um clima mais sombrio ao jogo.

Sempre bem citada por muitas pessoas, está a trilha sonora. A músicas se aliam ao quê de mistério que ronda Ninja Gaiden. Faixas rápidas com batidas eletrônicas se misturam a outras graves, lentas e sombrias. Outro fato interessante é que elas não são adequadas apenas aos cenários, mas também com a cena que você acaba de assistir, de acordo com que a história vai sendo contada. É uma fórmula bastante original que proporciona ao jogador, acompanhando a trama, sentimentos de vingança, medo, aventura ou heroísmo. Para posteriormente aplicar essas sensações nas atitudes do jogo.

Não é à toa que a série foi, e ainda é, uma das mais cultuadas mundialmente. Com Ninja Gaiden, a Tecmo mostrou a todos que um jogo, além de tecnicamente impecável, poderia trazer uma história complexa, que no fundo realmente influiria no decorrer das fases, não pelo fato de necessitar entender os acontecimentos, e sim por influenciar psicologicamente a pessoa disposta a jogá-lo.


Fim.


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Conte-me mais...

Por um acaso do destino, só vim a conhecer a série Ninja Gaiden no terceiro capítulo. Sim, aquele horrível, em que tudo é mais lento, o boneco parece que flutua.

Fui amaldiçoado pela CENA NINTENDÍSTCA dos anos 90 que assombrou nosso país, com aquele monte de videogame pirata pra tudo quanto é lado. Então, para cada jogo que você me - generosamente - paga para revisar, há uma história nutrida de obscenidade e perversão por trás.

Não sei se você se lembra daquele gordo MALA que morava ali perto da praça do caiçara. Sim! Esse mesmo, aquele que não largava o controle de jeito nenhum, e nunca deixava ninguém jogar no videogame acho que PRO-8, alguma coisa assim, que ele tinha. O apelido dele era SUTIÃ, se não me engano.

Foi lá que joguei pela primeira vez aquela porcaria de Ninja Gaiden 3 [joguei em TERMOS, porque ele raramente cedia a MANETE para os outros indíviduos presentes no recinto]. Detalhe que a locadora que a gente pegava jogos era tão porca, que os jogos de NES não podiam ser escolhidos em prateleiras com caixinhas, pra você AO MENOS SABER DO QUE SE TRATAVA O JOGO.

Ao invés disso, eles te davam uma pilha enorme de FICHAS DE PAPEL com os NOMES dos jogos. Como eu vou saber que tipo de jogo era, se só tinha o nome? Somente a elite rica que tinha Snes e Mega tinham caixinhas. Bando de vagabundo. Cheguei até a alugar um tal de HEAVY SHREDDIN de Nes uma vez. Tem como saber do que é isso só pelo nome? Claro que não, procure e veja a bosta que é.

Esse maldito gordo ainda se apossou do meu Mario All-Stars de Snes, depois de um tempão disse que a fita sumiu, e supriu o ROUBO dele com um Mario World com a carcaça quebrada. Isso sem contar os CD's piratas de PlayStation que ele FURTOU posteriormente.

No mais, Ninja Gaiden possui uma dificuldade bem alta, mas depois que pega prática é que nem Contra, mole. Claro, tirando o fato de que o Ninja cai em buracos ininterruptamente.
TALK TO ME!



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