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"R.O.B. é um brinquedo de alta precisão.
Ele não gosta de lugares muito quentes ou frios. Nunca bata nele ou deixe-o cair. Não o desmonte!" - Foi o que nos disse o manual de instruções. Robotic Operating Buddy Em sua primeira tentativa de dominar o mundo, a Nintendo desembarcou nos EUA trazendo aparatos eletrônicos de última geração, coisas inimagináveis, as quais os reles mortais habitantes dos Estados Unidos da América só puderam presenciar em filmes de ficção científica de Hollywood, ou nos livros do conceituado escritor Jahrhundert Kühner Herrscher. E para fazer uso de todas essas novidades nunca antes vistas em território ocidental, o consumidor era obrigado a também adquirir um aparelho com uma tecnologia não tão sofisticada assim, popularmente conhecido como NES. A Nintendo ao lançar o NES no concorrido mercado da América Anglo-Saxônica, mais precisamente nos EUA, ofereceu aos possíveis compradores um pacote em que estava incluso, além do citado NES, uma espécie de robô de plástico que funcionava a pilhas. E decidiu chamá-lo de Robotic Operating Buddy, abreviando, R.O.B.O R.O.B. prometia trazer uma nova experiência em termos de diversão eletrônica, visto que o próprio NES fora divulgado não como um simples brinquedo ou videogame, mas sim um Sistema de Entretenimento para toda a família. Sendo assim, o R.O.B. viria a ser o seu MELHOR amigo. Pois os amigos sempre ficam no controle 2, e foi exatamente para isso que ele foi projetado. Mas infelizmente, ao chegar em casa com um pacote que custava cem dólares mais caro, as pobres crianças acabaram descobrindo que a coisa não era tão simples como antes haviam pensado. Elas tentavam de tudo, mas R.O.B. parecia não mostrar sinal de vida, ele não queria jogar. Elas liam e reliam o manual de instruções, mas nada parecia dar certo, todas as ações do pequeno robô eram lentas e confusas. No fim das contas, ninguém conseguiu entender exatamente de qual forma aquilo trabalhava, para que pudesse ter alguma relação com os jogos do NES. Mas não os culpo, uma vez que NEM OS PRÓPRIOS DESENVOLVEDORES SABIAM AO CERTO COMO FUNCIONAVA. ![]() Felizmente, a Nintendo agiu de maneira inteligente e mais do que depressa parou de produzir títulos compatíveis com o R.O.B. Mas não antes de COMETER dois jogos, sendo um deles, incluso no famoso pacote de cem dólares mais caro. Era o Gyromite, um jogo de plataformas onde você fugia de inimigos estranhos e manipulava dinamites acesas. Mas para isso era preciso controlar portas que abriam e fechavam, e quem controlava tais portas? O controle 2. E quem controlava o controle 2? Sim, o infame R.O.B. O outro título era vendido separadamente, já que os jogadores que possuíam um R.O.B., ficaram tão excitados com a jogabilidade incrível, inovadora e dinâmica do robozinho, que não viam a hora de adquirir novos jogos e desfrutar do seu amigo de jogatinas. O jogo em questão se chamava Stack-Up, um puzzle onde se deve pisar em cetas e pular bloquinhos. O uso do R.O.B. era o ponto alto da diversão neste aborto aqui também. Um fato interessante é que esses jogos traziam consigo algumas peças plásticas coloridas, produzidas especialmente para cada jogo. Elas deveriam ser encaixadas pelo corpo de R.O.B., para que ele pudesse ficar mudando-as de lugar o tempo todo. A utilidade disso permanece um mistério para muitos. ![]() Dr. Wily estrelou estas duas maravilhas da tecnologia moderna. ![]() Com tantas qualidades em seu currículo, R.O.B. parecia bom demais para ser verdade. Foi então que os jogadores começaram a descobrir defeitos no brinquedo de alta precisão. Ele utilizava 4 pilhas para que pudesse funcionar, e como era de se esperar, a autonomia desses pequenos objetos armazenadores de energia elétrica diminuía substancialmente, quando você decidia brincar com seu amigo sem pernas. Por quais motivos a Nintendo não fez com que o R.O.B. consumisse energia do próprio NES? Vai saber, provavelmente ela devia ser sócia da Rayovac ou Duracell. Outro detalhe era a lentidão absurda até que ele executasse os comandos na tela. Foi quando os jogadores perceberam que o jogo fluiria bem mais rápido se eles mesmos apertassem os botões. Passaram então a ignorar as recomendações do manual e bater no robô ou jogá-lo longe. O fim desta triste história todos já sabem, R.O.B. acabou sendo abandonado pelos seus amigos e familiares, vagou sem rumo pelo mundo, e ao término de tudo, achou que a melhor coisa a se fazer era indubitavelmente deixar de existir. ![]() O fim foi algo inevitável para R.O.B., a vida não fazia muito sentido após a decepção, traição, e abandono. ![]() "How can they look into my eyes And still they don't believe me?" _______________________________________________________________________________________ Conte-me mais... Coisas
assim me fazem perguntar se eles não testam os produtos antes de
vender. O mesmo vale para jogos, já viu a quantidade de jogo
LIXO que tem por aí?Aliás, nenhuma dessas invenções bisonhas da Nintendo prestaram. A Power Glove simplesmente não funcionava, só aquele controle que vem colado em cima dela que é útil. O Power Pad poderia até ter sido interessante, se tivessem feito algum jogo decente pra ele, o que não aconteceu. U-Force é a mesma porcaria da Power Glove, se você levantar demais a mão, sai do campo de captura e adeus. Talvez o NES Four Score pra jogar com 4 pessoas, esse era BOM MESMO. Já o "concorrente" NES Satellite não servia pra nada, pois tinha que encher daquela pilha gigante que custa 10 conto cada. "Eu não jogo com R.O.B's, eu os mato." Voltar para página inicial |
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