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O Gênio do Videogame. O GÊNIO! A infância é realmente uma coisa engraçada. Quando seus pais diziam que aqueles desenhos animados que você religiosamente assistia todos os dias, eram horríveis e mal feitos, eles provavelmente estavam certos. Mas, quem se importava com a qualidade técnica daquilo? Será que alguma criança era crítica o suficiente para reclamar dos pouquíssimos quadros por segundo, ou personagens pifiamente desenhados? Talvez o máximo que elas faziam era reclamar quando a programação acabava sendo temporariamente cancelada por motivos ditos, "mais importantes". Mas, será que existia algo tão mais importante assim que os desenhos, e que levasse as emissoras à sumariamente deixar de exibí-los? Eu até hoje tenho dúvidas disso. Outra
coisa que deve ser lembrada, ou questionada, é o fato das
crianças não enjoarem nunca dos episódios que eram
exaustivamente repetidos, sendo massacrados até o último
dia do vencimento contratual com a empresa detentora dos direitos
autorais. Bem, mas havia toda uma magia – ou mandinga – envolvida nisso, pois, pergunte a alguma pessoa que foi criança naquele tempo, quantos episódios tem Caverna do Dragão. O que ela responderá? Exatamente, que os episódios são INFINITOS, mesmo a série tendo apenas 27 capítulos. Até eu me surpreendi ao descobrir que eram apenas esses. Tudo bem, desenhos animados não tem a necessidade de serem complexos, uma vez que são estritamente voltados para o público infantil. Mas, e os filmes? Os filmes, com atores reais, são para todas as idades, creio eu. Logicamente muitos abordam assuntos que não são adequados para todos. Ou simplesmente, não são direcionados a todos. O Gênio do Videogame é um bom exemplo disso. Críticos conceituados do cinema mundial ficariam perplexos, e provavelmente teriam como solução mais sensata o suicídio, após assistir esta obra de arte única que a película cinematográfica pôde nos proporcionar. Mas,
novamente, quem se importa? Você acha que todos aqueles meninos e
meninas que encheram a paciência de seus pais para que os
levassem aos cinemas na estréia do citado filme, saíram
de lá reclamando que a fotografia não foi boa? A trilha
sonora era inadequada? Existiam inúmeros erros de
edição no decorrer da história? Sim, acredite,
muita gente foi assistir a este filme nos cinemas. Eu, particularmente,
me recuso a admitir tal feito.A história contada, não era a base deste longa-metragem, e sim algo que servia de plano de fundo para esta propaganda comercial sobre NES de apenas 100 minutos. A sinopse seria basicamente o seguinte: um menino foge de casa e leva seu irmão de 8 anos que possui sérios problemas psicológicos, com destino à Califórnia. Durante sua empreitada eles conhecem uma menina que se torna uma fiel amiga, e descobrem que o garoto de apenas 8 anos é um GÊNIO dos videogames, levando-o então a um campeonato que ocorrerá para que consigam o prêmio em dinheiro. ![]()
Não,
espera! O QUE VEM A SER ISSO?! Céus! Holy Shit!
Será que SUNGA FIO DENTAL estava em moda naquela época?!
Então, no fim das contas, quem iria assistir esta bomba? Oras, as crianças é claro. Provavelmente todos que estavam presentes naquela belíssima noite de estréia, saíram de lá enchendo o saco de seus respectivos pais. Mas dessa vez para comprar nada menos que uma cópia do então inédito título para o público ocidental, Super Mario Bros. 3. E
tudo isso, somado ao quase que monopólio da Nintendo nesse
tempo, ajudou a colocar esta terceira versão de Super Mario
Bros. como sendo o jogo mais vendo da história em todo o planeta.E as coisas trabalharam como se fossem uma série de engrenagens juntas, para resultar no sucesso e eternidade deste filme. Foi uma época em que os videogames estavam no auge, tudo relacionado à Nintendo e seus jogos era praticamente sucesso instantâneo. Só de poder assistir algo onde a todo o momento eram mostrados jogos famosos, pessoas disputando, com o NES sendo o centro das atenções, parecia uma coisa fora da realidade. Infelizmente, o time de pessoas que podem apreciar esta produção é relativamente restrito. Somente quem, na época, jogava NES todos os dias e vivenciou aquele tempo. Alguns diriam que é um clássico, mas, clássicos creio que sejam filmes que se mantém interessantes para qualquer pessoa disposta a assistí-los, e o mais importante, em qualquer época. O Gênio do Videogame não é um deles, O Gênio do Videogame não é um clássico, O Gênio do Videogame não é exatamente um filme. O Gênio do Videogame é uma boa recordação dos tempos em que éramos inocentes, nosso único objetivo era se divertir, onde não tínhamos preocupações com a vida e com o mundo que nos cerca. Ou seja, uma recordação do tempo em que éramos realmente felizes. ![]() Como colocaram isso no filme? Um menino jogando uma MÁQUINA DE PINBALL? Ele não deveria estar jogando NES ao invés disso? Conte-me mais... O
famoso e excêntrico - para não dizer, genial - cineasta,
diretor e roteirista alemão Lichtermanneisler Pfannenschmidt
Albrecht, ficaria deveras orgulhoso se ainda estivesse vivo para
presenciar o lançamento deste filme magnífico.Não tenho muito a dizer, pois estou de certa forma comovido com as lembranças e os argumentos aqui levantados sobre este, que é um dos maiores caça-níqueis que a Nintendo ousou colocar no mercado para MANIPULAR as pobres crianças. Este longa tem o seu valor. Por exemplo, faz parte de sua trilha sonora uma faixa digna dos maiores mestres da música popular moderna, como Davis, Coltrane, Gainsbourg ou Presley. Nada menos que SEND ME AN ANGEL do REAL LIFE. Versão original, e não a reeditada de 1989. Sublime, é a palavra que a definiria. Decorei todas as falas deste filme. Tenho uma FITA em VHS original e a assisto obrigatoriamente uma vez por semana, um ritual que se segue desde quando foi adquirida em seu lançamento. Pausando a cada 10 minutos para fazer reverência diante da TV. Voltar para página inicial |
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