Olho ao meu redor o mundo
Insensível e solitário de cada um
De solidăo e ódio profundo
Vai se constituindo a humanidade
Sem esperança, muito além do fundo
Do poço. Esquecida foi a verdade
Assim como o amor pelo próximo
E o mundo "humano" se perde em maldade.
Olhando nos olhos de um transeunte,
Pergunto-me o que foi feito da poesia?
Onde foi parar o amor
Onde está o sol da amizade que irradia
Nos coraçőes? Porque tanto rancor?
As nuvens gotejam nostalgia
Metralhadoras disparam ódio
Por toda parte. Pássaros cantam tristezas
E é triste a vida em cada episódio
Desta guerra sem razăo, sem certeza
Se é realmente necessária.
Onde estăo poetas? Onde estăo?
Porque abandonam o mundo agora
Se antes nunca o fizeram, mesmo com razăo.
Onde estăo poetas? Eis que se aproxima a aurora
E com ela todas as musas inspiradoras
Elas (as musas) trazem nos lábios a poesia
E como se fossem elas as autoras
Recitam cada verso com alegria
A escuridăo da noite, opressora
Já se esvai, chega o dia.
Tudo é certeza năo há dilema
O mundo se perde no egoísmo
Tentam destruir o belo, o poema
Com golpes baixos, com cinismo
Que cada caneta muda
Empunhada pelas măos de dons repletas
Ofereçam o clamor da humanidade, ajuda
Evidenciem suas poesias amigos poetas.