SILÊNCIO



O silêncio impera

Traz para perto o infinito

O pensamento degenera

No lânguido nada indefinido


E a solidão do espaço

Que desfalece o brilho das estrelas

Tenaz e constante mormaço

Nuvens e noites vermelhas


Enclausurada, embriagante vertigem

Prospecta um futuro nada virgem

Dilaceração d'alma


O vislumbrante tormento

Do lúgubre real pensamento

Agoniza. Fim da calma

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