Olho o mundo a minha volta
E me calo
Silêncio de revolta
Saudoso nada falo
Com saudade recordo
De um tempo sem maldade
E a mim reporto
A lembrança da felicidade
Tempo sem mídia
Onde havia personalidade
E o "eu mesmo" provia
Sem indutividade
Não regia, a popularidade,
O fato de sentir-se bem
Pois da individualidade
Não se era refém
Brotam lágrimas
Dos olhos e do coração
Não posso desvendar os enigmas
Desta nova civilização
Civilização de máquinas
Manipuladas pelo dinheiro
Aglomeram-se nas ruas e nas esquinas
Rumo ao desfiladeiro
Desfiladeiro da mídia e da moda
Do exposto no rádio e na televisão
O jovem, o futuro aborda
E concorda com a própria mortificação
Sufoca-me esta realidade
Afrontado exilo-me no interior
Do meu eu e na minha personalidade
Ainda encontro o AMOR