Quando os olhos eu abri
Vi a multidão a me circundar
Senti o sangue n garganta com vontade de sorrir
Mesmo com a dor a atormentar
No preâmbulo da morte
Anjos e fadas
Diziam que a má sorte
Fora o gume das espadas
Então veio a bruma...
Enquanto se escurecia a visão
Eu era envolto numa branca espuma
Que cobria todo o chão
Ao longe singela sinfonia
Fazia-me uma homenagem
(ao menos eu imaginava e sorria)
Já coberto por aconchegante plumagem
Lindas borboletas a voar
Confundem-se por entre as pétalas
Que pairam pelo ar
Como que a completá-las
Esvaíram-se, então, os maus sentimentos
Não diferente se foi a solidão
Liberto fui dos tormentos
Que afligiam meu coração
O silêncio de repente impera
Acompanhado de estonteante luz
Envolto no aroma da primavera
Que só a leve brisa conduz
A leve brisa que bate em meu rosto
Trazendo a paz, eliminando a dor
Da vida novamente sinto o gosto
Pois que ressuscito para o amor