NADA



Como é bela a noite, a madrugada

Libidinagem indelével do infinito

Elucidativa do nada

Nada eloqüente que n'alma sinto


Vazio de tudo, de mim mesmo

De ignorância, de sabedoria

Sem destino sigo a esmo

No vão das horas de mais um dia


O transatlântico: requinte a flutuar

Resigna-se à pungente partida

Rumo à indecisão do nada presente no mar


E eu que sou, desolado na madrugada?

Uma estrela no espaço perdida?

Não!!! Tão somente um complemento do nada

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