A manhã emerge branca e pálida
Um branco-chuva que cai
E pelo dia, mansa e cálida
Baila suavemente e depois se esvai
Suavidade e graça, branca ternura
Cristal em pó que pelo ar
Dança cristalino, magia pura
Aos quatro cantos a se espalhar
Um branco sonho, já esquecido
Perdido nos destorcidos caminhos do coração
O branco atordoante da solidão
E no meu pensamento a névoa da saudade
A dor da solidão eternece
A chuva se esvai, a solidão permanece