Infância

INFÂNCIA



Quão bela é a lembrança

Do tempo da não-responsabilidade

Tempo majestoso, do ser criança

Que se esvai com a idade


O futebol na rua, de pé descalçado

Os pés sonhavam a bolav

A mente... o campinho gramado

Somente sonhos na rua que consola


As brincadeiras na bela praça Abel Ferreira

Decadente, porém não ausente

Onde a bela menina desfilava faceira

Ao admirador de olhar insistente


A primeira escola, tão querida

Só não mais que a primeira professora

Tia Marta, jamais esquecida

E também Dona Albinha, amável diretora


Ah!!! Como era bom na fazenda passear

Leite gordo ainda na madrugada

Pelos pastos verdejantes cavalgar

Até o rio Claro, onde era sublime cada pescada


Pau oco, expectativa de puro mel

Na caçada acompanhava o fiel e bravo perdigueiro

Inesquecível infância em Coromandel

Insubstituível prazer de ter nascido em chão mineiro

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