DO NADA



Flores a exalar o perfume

Embriagante da manhã

Que se estende até o cume

Da mais elevada montanha


Pássaros a recitar

A mais bela poesia

Que o poeta a contemplar

Jamais esqueceria


Ela então surgiu por entre as flores

Como a integrar a paisagem

Exalando perceptíveis amores


Nos olhos de fera indomada

Brilhava a beleza selvagem

Daquela princesa que se esvaiu no nada

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