AS CHAMAS DO DRAGÃO



Muralhas impetuosas

Soldados de bravura tal

Com suas armas tenebrosas

Defendendo do perigo iminente e real

O intocável de vitórias honrosas

Sempre contra o mal

Obra prima dos escravos e da natureza

O esplendoroso castelo da princesa


Guerras se fazem infindáveis

Aos que querem estar por cima

Destruições intermináveis

Que levam reinos à ruína

Ferimentos e mortes incontáveis

Assim será também o duelo que se aproxima

Dias e dias de cruel batalha

Próxima à grande muralha


Segue a guerra incessante

Próxima ao grande portão

E eis que um cavaleiro andante

Viu no olhar da princesa, a paixão

Sentiu o fim de seu andar errante

No sorriso daquela que conquistou seu coração

Porém a guerra os jovens separava

E ela, protegida, o castelo não deixava


Vencido sim pelo amor

O cavaleiro de negra armadura

Pôs-se a enfrentar ódio e rancor

Em dias a fio, pela noite escura

Pra sentir não mais que o sabor

Do amor que perdura

Que não se abate, não se enfraquece

Nem tão pouco desfalece


Aos guerreiros da princesa se fez aliado

E de armas empunhadas sobre seu alazão

Do adversário, sua espada era o triste fado

A negra armadura reluzia ao sol um dragão

A lança afiada, em que cada morte era passado

Era a chama que o dragão lançava sem perdão

O escudo intransponível reluzente

Era o peito do dragão nunca ausente


Cai a chuva, a natureza exala um frescor

De paz. Da guerra o fim iminente

Traz aos guerreiros vitoriosos o sabor

Da mais honrosa vitória que teve à frente

O cavaleiro errante, agora dono do amor

Da jovem bela princesa. Amor eloqüente

Que agora brilha no castelo sem proporção

E que começou a brilhar na armadura do dragão

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