| HIM EDITAM 'DEEP SHADOWS AND BRILLIANT HIGHLIGHTS' | |
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Simples, directo e acolhedor Num quarto de hotel em Lisboa e na companhia do baixista Mikko Henrik, conhecido como o seu melhor amigo, Valo falou ao CM sobre o novo disco e as suas motivações, a mesma coisa que dizer as motivações dos HIM. "Este disco segue a mesma linha do primeiro porque basicamente somos a mesma banda (risos). Não fazia sentido mudar a orientação ao nosso som. Tentámos fazer um disco mais acolhedor, respeitando os elementos que nos caracterizam. Musicalmente falando, no entanto, penso que este disco tem mais rock do que o anterior e mais referências às sonoridades que eram feitas nos anos 60". Substancialmente mais directo do que "Razorblade Romance", aliás como tem que ser o amor, "Deep Shadows..." é talvez um disco mais simples e mais sentido que, sem quebrar a beleza destas coisas do amor, continua a sublinhá-lo a negro. "O próprio processo de composição foi diferente. Compus quase todos os temas com uma guitarra acústica", explicou. E para quem julgava que é tudo ficção, fique sabendo que todas as canções do grupo são autobiográficas, podendo, no entanto, ter diferentes interpretações dependendo de quem as ouve. Valo explica que hoje em dia o mais importante é as pessoas tentarem encontrar a sua identidade e disso mesmo fala "Pretending", o primeiro single. "As pessoas passam a vida a fingir e não o admitem. Acreditam que são quem, na verdade, não são. E assim vai o Mundo". Mas especial atenção merecem ainda os temas "Heartache", "In Joy And Sorrow" e "Close to The Flame", a balada semi-sangrenta que em "Deep Shadows..." ocupa o lugar que "Gone With Sin" ocupava em "Razorblade Romance".
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Jim Morrison, eu? Com mais de um milhão de cópias vendidas do álbum de estreia, os HIM têm em Portugal uma considerável legião de fãs. "Sei que são muitos mas não sei quantos. Ainda não tive tempo para os contar (risos). Mas sinto, evidentemente, que somos muito bem recebidos de cada vez que cá vimos", diz Valo, contando que a banda não tem tido muito tempo para pensar no sucesso. "A nossa vida tem-se resumido a escrever, compor, gravar e tocar". E se o público português guarda, certamente, boas recordações dos espectáculos da banda finlandesa no nosso País, melhores memórias carregam os HIM. "A última vez que tocámos cá foi no Norte e lembro-me que chovia imenso. Mas foi fantástico. Recordo-me de um concerto em Lisboa, no Garage (é isso, não é?) que foi um grande espectáculo". Afirmando que em palco o grupo é exactamente igual à vida real, o vocalista não consegue esconder um sorriso quando o confrontamos com o facto de muita gente o ver como uma reencarnação do Jim Morrison ou o comparar com o David Bowie na altura de Ziggy Stardust. "Entendo que as pessoas tenham de estabelecer paralelos e comparações. Não levo isso a mal. Criam-se muitos rótulos e categorias para a música, mas é apenas para facilitar as coisas. Mas a única parecença que eu encontro com o Morrison é o cabelo comprido. Não sei que tipo de pessoa ele era. Portanto, eu próprio nunca me poderia comparar com ele". O grupo regressa a Portugal nos dias 10 e 11 de Novembro para actuar nos Coliseus do Porto e Lisboa. Valo levou as mãos à cabeça quando lhe dizemos que o local leva cerca de 3500 pessoas.
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| Texto: Miguel Azevedo Fotos: Natália Ferraz | |
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