HIM
Música sem emoção
Lisboa, Coliseu dos Recreios
10 de Novembro de 2001
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Os Him subiram ao palco do Coliseu dos
Recreios para um actuação insípida e pouco convicente,
não correspondendo à sua famosa postura ao vivo e desiludindo
quem os viu pela primeira vez. Ville Valo foi indiferente e quase invisível,
arrastando sem carisma os 13 temas da noite. Entre vários cigarros,
deixou derrapar a voz e as emoções. O entusiasmo do público
- que vibrou com a prestação dos alemães Oomph!
na primeira parte - esmoreceu pouco depois do início do concerto,
oscilando entre as canções como uma montanha russa. Durante
pouco mais de uma hora de espectáculo, nem as fãs enfeitiçadas
pelos olhos azuis do vocalista conseguiram equilibrar reacções,
apenas verdadeiramente efusivas na apresentação das músicas
de mais sucesso do antigo "Razorblade Romance" - antecessor
do novo "Deep Shadows & Brilliant Highlights" - e, curiosamente,
nos intervalos onde o público decerto aplaudia o nome que o grupo
já tem em Portugal e não o que estava acontecer em palco.
As músicas sucediam-se sem emoção, conduzidas por
uma banda que parecia já ter feito ou ser capaz de fazer muito
melhor, mas que inexplicavelmente e naquela noite teimava em apresentar-se
numa espécie de dormência que os impedia de brilhar. Surpreendente foi a primeira parte dos alemães Oomph!, que se definem como homens "electro-metal". Impressionados com o público cujas emoções conseguiram gerir como verdadeiros profissionais, conseguiram o que os Him estiveram longe de alcançar: cativar. No palco interpretaram dez temas, entre os quais apresentaram o seu novo álbum "EGO". Ana Apolinário |