Gostaria de refletir com vocês um ponto
importantíssimo no ministério de música, sobre os
relacionamentos com os irmãos de ministério,
principalmente porque este tempo de conversão e de
reconciliação reveste-se de um caráter muito
particular, porque decorre no Grande Jubileu do Ano 2000.
Passamos horas junto com os irmãos de ministério
ensaiando, rezando, planejando, e não o conhecemos
suficientemente. Grandes conflitos vividos por nossos
ministérios de música se dão simplesmente porque
não conhecemos nossos irmãos de ministério. Por
muitas vezes encontramos limitações, defeitos e agimos
com indiferença, distância, desconfiança, medo,
recusa, ressentimento, acusação, agressão, entre
outras coisas que o inimigo de Deus tem semeado entre os homens desde o
começo (Gn 3,12 / Gn 4,9 / Gn 37,23-24). Somos escravos
de nossas vontades, fazemos as coisas de nosso modo e, agindo desta
forma não ouvimos e nem deixamos ele crescer. Reclamamos que o
ministério de música não é bom o suficiente
e que fulano e sicrano não é ungido e continuamos falando
e não agindo, ao invés só falamos mal do
irmão.
Se em Cristo somos filhos de Deus somos também
irmãos uns dos outros. E quando nos opomos uns aos outros,
renegamos nosso Pai comum e nosso novo nascimento para a vida eterna.
Do mesmo modo, quando nos afastamos do Pai, desaprendemos o amor que
nos une uns aos outros.
São Paulo nos diz em Colossenses 3,12-14 "Portanto,
como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada
misericórdia, de bondade, humildade, doçura,
paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente,
toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou,
perdoai também vós. Mas, acima de tudo, revesti-vos da
caridade, que é o vínculo da perfeição."
Dê o primeiro passo, faça este exercício de
reconciliação. Existem muitas formas de voltarmos
atrás no não dado ao irmão. Consultemos o
coração de Deus e ouçamos Dele qual a sabedoria
para que se realize isto. Clamemos ao Espírito Santo que venha
selar este novo modo de viver, que esperamos a partir de hoje se
instale em nossa vida. Não podemos perder a graça deste
tempo jubilar em nossa vida. O povo de Deus precisa de
ministérios de música que sejam realmente ponta de
lança e instrumentos de reconciliação.