Através das obras realizadas, o
artista fala e comunica com os outros. Por isso, a história das
artes não é apenas uma história de obras, mas
também de homens.
A sociedade tem necessidade de artistas. No
vasto panorama cultural de cada nação, os artistas tem o
seu lugar específico. Precisamente enquanto obedecem seu
gênio artístico na realização de obras
verdadeiramente válidas e belas, não só enriquecem
o patrimônio cultural da nação e da humanidade
inteira, mas prestam também um serviço social qualificado
ao bem comum.
conhecimento da fé pode tirar
proveito da intuição artística e levar o homem ao
conhecimento de Deus que se faz por um encontro pessoal com Deus em
Jesus Cristo.
Toda forma autêntica de arte
é, a seu modo, um caminho de acesso à realidade mais
profunda do homem e do mundo. E, como tal, constitui um meio muito
válido de aproximação ao horizonte da fé,
onde a existência humana encontra a sua plena
interpretação.
A arte de inspiração
cristã começou na surdina, ditada pela necessidade que os
crentes tinham de elaborar sinais para exprimirem com base da
Escritura, os mistérios da fé e simultaneamente de
arranjar um código simbólico para se reconhecerem e
identificarem, principalmente nos tempos difíceis das
perseguições (peixe, pão, pastor etc).
Não faltaram momentos
difíceis neste caminho. Ex: luta Iconoclasta – as imagens
sagradas, já então difusas na devoção do
povo de Deus, foram objeto de violenta contestação. O
Concílio de Nicéia, estabeleceu a legitimidade das
imagens e do seu culto. O argumento decisivo a que recorreram os bispos
para debelar a controvérsia, foi o mistério da
encarnação. Se o filho de Deus entrou no mundo das
realidades visíveis, lançando pela sua realidade, uma
ponte entre o visível e o invisível, é
possível pensar que analogamente uma representação
do mistério pode ser usada, pela dinâmica própria
do sinal, como evocação sensível do
mistério. O ícone é venerado por si mesmo, mas
reenvia ao sujeito que representa.
A arte, mesmo fora das suas
expressões mais tipicamente religiosas, mantém uma
afinidade íntima com o mundo da fé, de modo que,
até mesmo nas condições de separação
entre a cultura e a Igreja, é precisamente a arte que continua a
constituir uma espécie de ponte que leva à
experiência religiosa. Enquanto busca do belo junto de uma
imaginação que voa mais acima do dia-a-dia a arte
é por sua natureza, uma espécie de apelo ao
mistério.
"O mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero.
A beleza como a verdade, é a que traz alegria ao coração dos homens,
é este fruto precioso que resiste ao passar do tempo, que une as gerações,