Aprender a gerir as causas de "stress" - a crítica.

O «stress» é normal e é bom que exista na medida certa. Por isso, é preciso aprender a reduzir-lhe a intensidade. De acordo com os especialistas, «a verdadeira solução para o stress é aprender a geri-lo».

As situações causadoras de «stress» fazem parte do quotidiano de todos nós. Como evitar a ansiedade, os sentimentos de culpa e uma necessidade de defesa ou mesmo de contra-ataque gerados pela crítica?

1. O «fogging»
É a resposta certa para a crítica manipulativa, muito comum na vida profissional e em situações formais. O que é o «fogging»? É uma reacção semelhante à do nevoeiro quando se lhe atira uma pedra:

O nevoeiro

O alvo da crítica

Não oferece resistência

Não nega a crítica

Não retalia

Não se defende nem tenta explicar-se

Deixa-se atravessar pela pedra

Não contra-ataca


levando o «agressor» a desistir de tentar mudar algo que se mostra indiferente a todas as tentativas de manipulação. Deve, no entanto, dar-se atenção à verdade contida na crítica. A pessoa que a emitiu pode estar certa. Apesar disso, lembre-se de que será sempre o último juiz do seu próprio comportamento e só a si compete a decisão de mudar.

2. A afirmação negativa
Permiti reagir de forma assertiva a críticas hostis aos erros que eventualmente possa cometer. Se é verdade que todos cometem erros, aceite o facto e, quando for criticado:


por exemplo, esqueceu-se de um compromisso para um almoço e é criticado por isso. Deve responder com algo como: «Foi imperdoável não ter anotado o almoço na minha agenda. Peço desculpa pelo inconveniente e para a próxima não confiarei na minha memória.»

Mas, ao enfrentar as críticas das pessoas que são importantes na nossa vida, a situação altera-se.

Tal como nos casos anteriores, não deve usar:

É preferível, nestes casos, incentivar a crítica e, ao mesmo tempo, ir conhecendo ainda melhor as razões do interlocutor.

Desta forma, a outra pessoa será capaz de:


Por exemplo: «Você deveria ter-me consultado» ou «Você nunca me consulta».

Não se limite a concordar com a verdade da crítica, mas leve o outro a mostrar o que sente relativamente a esta situação: «Nunca tinha dado por isso, mas é capaz de ter razão. Por que motivo se sente incomodado por eu não o consultar?»

Deste modo, em vez de responder à crítica, está a incentivar uma resposta, mostrando que os sentimentos do outro são importantes para si. Terá, assim, criado as condições para que se dê uma aproximação que possibilite chegar a um acordo e ultrapassar uma situação que poderia vir a ser de conflito.

Isabel Menezes Bandeira (Membro do Conselho Consultivo da ASP)

A responsabilidade editorial e científica desta informação é da
revista ExKlusiva

http://netfeminina.sapo.pt/J31/120078.html

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