O poder protector da fibra
Nos anos 40 um cirurgião britânico, um Doutor Denis Burkitt verificou que os casos de doenças artérias, cancros do cólon, obesidade e ataques cardíacos eram raros em certas tribos rurais da África Oriental. Contudo, quando as tribos migravam para as grandes cidades rapidamente desenvolviam toda uma espécie de doenças próprias da civilização ocidental. Daí, entrou o bom senso britânico e surgiu a hipótese que a origem do problema residia na mudança de alimentação que acompanhava a mudança geográfica. Deixavam de comer pão com farelo, bem como outras fibras contidas nos cereais e frutos.
Já lá vão alguns aninhos, mas os estudos científicos continuam a comprovar esta teoria: uma alimentação rica em fibra pode reduzir os riscos de hipertensão e outras doenças, nomeadamente, aquelas associadas às artérias e aos intestinos.
Tipos de fibra
Existem dois tipos de fibras: solúveis e insolúveis. As fibras solúveis dissolvem-se em água e são benéficas para reduzir a quantidade total de gordura que circula no sangue, diminuindo o ‘mau’ colesterol. Previnem os riscos de hipertensão, arteriosclerose e acidentes vasculares cerebrais. Fontes naturais incluem: maçã; pêssego; cenoura; couve; aipo; nabo; farelo de aveia; feijão; ervilhas e o grão-de-bico.
Por sua vez, as fibras insolúveis que não se dissolvem na água, são capazes de atravessar o aparelho digestivo e mantêm a mesma consistência com que são ingeridas. Ajudam a manter um intestino saudável, devido à sua capacidade de absorver água durante a digestão. Isto ajuda à actividade dos intestinos assegurando que as fezes sejam moles mas bem formadas. Assim passam facilmente mas são suficientemente grossas para estimular as contracções necessárias do intestino. Fontes naturais de fibras insolúveis incluem: banana; couve-flor; espinafres; milho; lentilhas; gérmen de trigo; batata; massa e pão de trigo integral.
Regras de Alimentação
Doenças que evitam