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Di�rio do Front
O triste fim de FHC Alexandre Gomes "Nunca mais dormir�, Macbeth assassinou o sono" (Shakespeare) Jamais me agradou comentar temas nacionais porque sei que o leitor certamente poder� obter informa��es muito mais precisas e "quentes" na grande imprensa. Comentar o que ocorre no pa�s, principalmente quando h� tanta coisa ocorrendo na regi�o, � como servir um prato requentado embrulhado no jornal de ontem quando se tem o dever de ofertar um banquete de not�cias frescas. Hoje fa�o uma exce��o � esta regra porque n�o � mais poss�vel deixar de comentar o adiantado estado de putrefa��o do governo federal, cujo odor f�tido j� chega � cidade. FHC assumiu seu primeiro mandato com a pretens�o de ser o melhor presidente do pa�s em toda a sua hist�ria, ainda tem tr�s anos e meio mas j� � ser�ssimo candidato a ser o pior. Maquiavel conta que o cad�ver de Rodrigo B�rgia, o infame papa Alexandre VI, tinha uma apar�ncia t�o grotesca e cheirava t�o mal que precisou ser enterrado antes do tempo e de forma clandestina porque se temia uma revolta popular. Medida salutar que deveria ser copiada no momento atual. Como j� disse antes, do PSDB s� restou o P porque certamente FHC e sua gang j� deixaram o Social, a Democracia e o Brasil em troca de poder e dinheiro. Como esperan�a aos brasileiros s� resta a alternativa do P que restou continuar se partindo e repartindo - como um coliforme fecal, diga-se de passagem - e que desta divis�o surja uma alternativa que nos alivie de sermos mantidos na mis�ria por per�odo t�o longo. Muitos tentam sustentar o governo apodrecdio alegando pretensas legitimidades e legalidades. Esse argumento soa como o de um m�dico que falsificasse o diagn�stico para evitar que um defunto fosse enterrado. O truque at� poderia funcionar por algumas horas, mas quando ele come�asse a cheirar mal todos descobririam o embuste. Nem se fala aqui da situa��o de pen�ria a que FHC reduziu o pa�s, do caos gerado nos setores de educa��o e sa�de, do sucateamento da economia provocado pela pol�tica econ�mica. Tampouco se questiona a inefici�ncia absoluta dos setores privatizados por FHC, nem mesmo da imensa farsa que foram estas privatiza��es que doaram o patrim�nio do pa�s a alguns amigos banqueiros. Nem mesmo se fala aqui das in�meras e evidentes provas de malversa��o de fundos cometidas at� pelo pr�prio presidente. Fala-se, isto sim, de um governo que j� perdeu qualquer condi��o de governabilidade, que apesar da grande ajuda da grande imprensa velhaca n�o consegue atingir n�veis m�nimos de credibilidade e popularidade. O governo n�o tem mais o respeito do povo e provavelmente nem de si mesmo como demonstram os intensos ataques que as diversas fac��es lan�am uma nas outras. Apesar das in�meras tentativas - geralmente bem sucedidas - de amorda�ar a imprensa e criar cortinas de fuma�a - a �ltima das quais � a reforma ministerial - o governo j� perdeu a capacidade de ser levado a s�rio. Ser� que FHC ainda dorme a noite? Ser� que o choro das crian�as que morrem de fome devido � mis�ria criada por ele o deixa dormir? Ser� que o lamento do desempregado ainda o deixa dormir? Ser� que o espoucar de champanhas dos banqueiros comemorando o presente que ganharam das gangs do Planalto n�o perturba o sono de FHC? S� resta esperar que a popula��o seja capaz de ao menos ter aprendido algo quando deu a FHC mais quatro anos para saquear o pa�s, no mais memor�vel epis�dio da vit�ria da esperan�a sobre a experi�ncia. (quadro) Carta-Testamento de FHC Circula pela Internet um impag�vel texto parafraseado da Carta-testamento de Get�lio Vargas, a Carta-Testamento de FHC, que um leitor que rpeferiu n�o se identificar teve a gentileza de me enviar por email. Agradeceria se algu�m souber a autoria do texto e puder me informar. Segue a �ntegra do texto: "1) "Desta vez os interesses do povo coordenaram-se e desencadeiam-se sobre mim. N�o mais me d�o o direito de caluniar e insultar, os vagabundos agora me combatem quando antes sequer se defendiam. N�o mais posso sufocar suas vozes e prosseguir na minha ina��o, para que continue a bajular, como sempre bajulei, as oligarquias e principalmente os financistas. O destino aceitava at� agora trilhar o caminho dos meus interesses. Depois de dec�nios de dom�nio e espolia��o, os grupos econ�micos e financeiros fizeram-me seu chefe e pensei vencer. Comprazi-me em atend�-los. Virei Governo apesar do desconfort�vel contato epis�dico com o povo." 2) "A campanha subterr�nea de grupos populares organizados aliou-se � dos desempregados revoltados. Os interesses dos grupos internacionais e nacionais cindiram-se diante da aus�ncia de lucros extraordin�rios. Contra o interesse claro do meu Congresso no arrocho salarial, desencadeou-se o ranger de dentes da fome." 3) "Alienei a liberdade nacional e de troco vendi a Eletrobr�s sem precisar sequer desesperar-me. Obstaculizei o funcionamento da Petrobras, mas uma onda de resist�ncia se avoluma." 4) "N�o me interessam os trabalhadores. Enfastiei-me com o nh�n-nh�n-nh�n dos que querem um povo independente." 5) "Lucrei com a espolia��o do Brasil. Lucrei com a espolia��o do povo. Pregui�oso para lutar, no conforto do pal�cio, esperei que os jornais e TVs dos comparsas lutassem por mim. O �dio, as inf�mias e a cal�nia, o pr�prio "pensamento �nico", n�o abateram o �nimo de meus inimigos. A ningu�m dei qualquer coisa na vida e agora se desinteressam por minha morte. Tudo receio. Apavorado, dou o primeiro passo no caminho da obscuridade e fujo da vida pelo esgoto da Hist�ria." |
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