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Di�rio do Front
Falta nos pol�ticos coragem de ter opini�o Mais preocupados em ocupar o poder do que em utiliz�-lo, lideran�as pol�ticas n�o conseguem superar mediocridade Alexandre Gomes "N�o por�amos a m�o no fogo por nossas opini�es: n�o temos tanta certeza delas" (Nietzsche, Humano, demasiado humano) Quem j� leu o Pequeno Pr�ncipe, e provavelmente nesta categoria enquandram-se quase todas as pessoas, h� de se lembrar do rei solit�rio que governava o universo de seu remoto aster�ide. Quando o pequeno pr�ncipe pede ao soberano que demonstre seu poder fazendo o sol se por o rei simplesmente pede que ele espere at� a hora do por do sol, quando ent�o dar� a ordem. H� muitos males que tornam a vida pol�tica no pa�s, e na cidade, um amontoado de muito falat�rio e escassos resultados. Certamente um dos mais significativos destes motivos � a falta de coragem da maioria dos homens p�blicos em ir contra a corrente. A todo instante os pol�ticos tentam descobrir para onde caminha a opini�o p�blica para segui-la. Poucos, realmente muito poucos, tem a coragem de ter opini�es pr�prias sobre o assunto. Quase nenhum tem a coragem de enfrentar esta opini�o p�blica com suas pr�prias id�ias e tentar convencer a comunidade de seus argumentos. Claro que �s vezes h� enfrentamentos, como as recentes vota��es da Taxa do Lixo em dezembro do ano passado e a manuten��o da �rea Azul, mas neste caso interferem interesses outros que os parlamentares tamb�m evitam contrariar com a mesma falta de coragem. Meia d�zia de pessoas no Plen�rio da C�mara j� amedronta os parlamentares e os faz ter pensar mil vezes antes de tomar uma decis�o. � evidente que toda lideran�a deve ouvir seus eleitores, levar isto em conta ao tomar uma decis�o, mas n�o agir de forma pusil�nime simplesmente deixando de lado a sua opini�o pela dos outros. Isto n�o significa de forma alguma ser autorit�rio, agir segundo a pr�pria cabe�a, deixar de ouvir aos outros, em especial � popula��o. O homem p�blico tem a obriga��o de recolher o m�ximo de informa��es poss�veis sobre o assunto sobre o qual tem de decidir, mas quem deve tomar a decis�a � ele e nesta reflex�o deve pesar o que � bom ou mal para a comunidade que dirige, nas causas dos problemas sobre os quais est� obrigado a decidir e nas consequ�ncias de sua decis�o para a comunidade, n�o para o sue mandato. O demagogo � sobretudo um homem p�blico que deixa de decidir o que pode ser feito para decidir sobre qual decis�a o tornar� mais popular e permitir� que ele mantenha-se no pdoer de forma mais f�cil. E sem d�vida nenhuma caracter�stica � mais perniciosa num l�der que a falta de personalidade Alexandre Gomes � editor do PRIMEIRA P�GINA |
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