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(vinheta) Di�rio do Front
(t�tulo) Pavonice da CPI atrasou fim da �rea Azul
(subt�tulo) Vereadores juntaram coisas diferentes para se manter em evid�ncia

(legenda) Bragatto: pav�o-mor presidiu CPI

Alexandre Gomes

Por detr�s de todo o arrogante pavoneio dos integrantes da CPI (Comiss�o Parlamentar de Inqu�rito) h� um dos mais lament�veis epis�dios de demagogia da hist�ria recente da cidade. Uma pilha de equ�vocos se oculta por detr�s dos longos e auto-laudat�rios discursos dos membros da Comiss�o na tarde de ontem, quando a C�mara votou o relat�rio da CPI.
A primeira coisa que precisa ser dita - ou melhor repetida porque o PRIMEIRA P�GINA j� alertou diversas vezes para este fato - � que n�o existe nenhuma rela��o entre o projeto do vereador Antonio Carlos Catharino (PPB) que extingue a �rea Azul e o pedido de abertura de uma CPI feito pelo vereador Walcenyr Bragatto.
O embasamento de Catharino para apresentar o projeto n�o foi qualquer irregularidade que poderia existir na exist�ncia da �rea Azul, mas sim o clamor popular contra este sistema parasit�rio e in�til. Aonde o presidente da C�mara, sens�vel ao apelo da popula��o, viu uma obriga��o sua como representante do povo outros - com mentalidade mais estreita e mesquinha - viram a oportunidade de aparecer.

Batedores de carteira
Ir na rabeira do trabalho de um colega � procedimento usual no Legislativo, aponto de ter sido criada uma g�ria espec�fica para designar o procedimento: "bate carteira". Sentindo a imensa repercuss�o e apoio popular ao projeto de Catharino o mais habilidoso dos "batedores de carteira" da C�mara, Walcenyr Bragatto, tentou ficar � sombra dos holofotes e prop�s a CPI.
Normalmente o "bate carteira" na C�mara n�o traz maiores problemas al�m de um ou outro bate-boca de corredores entre batido e batedor. Mas n�o � este o caso em rela��o a �rea Azul.
Ao tentar "bater a carteira" de Catharino, Bragatto acabou por franquear os bolsos de todos os motoristas da cidade � gana parasit�ria da Emtel por pelo menos seis meses. Ningu�m tem d�vida que quando o projeto de Catharino fosse levado a vota��o teria sido aprovado, mas esta vota��o n�o aconteceu devido ao pedido de Bragatto.
Neste ponto Bragatto encontrou c�mplices na vaidade ou ingenuidade de outros parlamentares. Misturando alhos com bugalhos os vereadores resolveram que o projeto de Catharino s� podia ser votado depois do relat�rio da CPI, postura insustent�vel pelos fatos.
Os vereadores que integram a CPI, por sua vez, deliciaram-se com a evid�ncia que lan�ou luz sobre seus mandatos - a despeito de uma s�rie de choques de vaidades entre os integrantes da Comiss�o. N�o importava muito que enquanto o tempo corria a Emtel continuava enfiando as m�os nos bolsos dos mun�cipes.
O per�odo no qual as multas foram suspensas - o que tirou a efic�cia da �rea Azul - tirou os �ltimos argumentos que restavam aos escassos defensores da �rea Azul. Como j� foi dito antes, a cidade sentiu tanta falta da �rea Azul quanto um doente sente de um tumor ap�s a opera��o.
O ped�gio para carros parados que � a �rea Azul ter� sua senten�a definitiva na pr�xima ter�a-feira. Ser� uma excelente oportunidade para que se saiba qual � a real opini�o dos parlamentares a respeito dos ped�gios, que tantos dizem ser contr�rios - talvez porque a opinI�a dele sobre os ped�gios N�o tenha import�ncia. Por uma quest�o de coer�ncia at�, estes parlamentares tem de exterminar de vez a �rea azul.



Alexandre Gomes � editor do PRIMEIRA P�GINA


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