A Decadência do Mundo Ocidental Moderno
A decadência do mundo ocidental começou há muito e isso é já bem sabido de todos. É visível o estado putrefacto das nações ocidentais, afinal tudo parece apontar para o seu rápido declínio. Se é verdade que ainda são essas mesmas nações as detentoras de maior poder bélico, cultural e político, já não é verdade que isso se poderá manter por muito tempo, e porquê? Porque se perdeu entretanto a noção da origem desse mesmo ocidente. Hoje será já ridículo englobar as Américas como fazendo parte de uma realidade Ocidental, elas há já muito tempo se afastaram da realidade Europeia,. Aliás esse afastamento começou a dar-se partir da declaração de independência dessas mesmas Américas. É ridículo considerar um só mundo ocidental, actualmente esse mundo encontra-se fragmentado. No meio dessa fragmentação, a Europa acaba por encontrar razões para se unir e o facto é que se vai unindo, nem que seja apenas de forma superficial. A velha Europa ganha força. Mas essa é ainda uma força ilusória, existem ainda as vozes do nacionalismo a ecoar dentro dela, ainda que roucas. Toda essa instabilidade coloca o mundo num impasse: Quem tomará a dianteira? Quem assumirá o Poder no futuro? Estará para breve a queda do Ocidente, ou seja da Europa e das Américas? Outro facto deverá também ser considerado com o declínio do Poder Norte-Americano, como reagirá a América Latina? É já visível que os países mais fragilizados sairão ainda mais prejudicados, mas o que acontecerá com os mais fortes? Ganharão agora uma maior importância?
O reflexo dessa decadência é pois, a perda do caminho, o desespero de encontrar uma barreira, e que barreira é essa que surge no caminho do mundo Ocidental? É a barreira do homem. O homem ocidental, iludindo-se com o progresso capitalista ou tentando combaté-lo com outras formas políticas, acabou por se esquecer. O homem ocidental esqueceu-se de si. E como se riria hoje um cidadão grego da época clássica, do estado do homem actual, como ele riria da sua insignificância. Como ele riria com o facto de se ter confundido progresso com evolução, guerra com comércio, homem com máquina. Esse riso só lhe caberia a ele, só ele compreenderia a comicidade e o ridículo da modernidade. Na época do Renascimento, quando a Europa tentou reviver o passado clássico, ainda existia essa noção, se bem que os resultados fossem infrutíferos, essa foi uma época de alguma clareza.
Para haver evolução, o Homem necessita de harmonia, mas fundamentalmente de uma força que possa aniquilar essa harmonia. Se se quer evitar a decadência do homem, há que buscar essa força destruidora, há que a cultivar, quem não o fizer acabará por se tornar vítima dela. Pois sem êxtase não há harmonia que perdure. É o Êxtase que deve ser cultivado, o Êxtase destruidor, e acima de tudo a aceitação desse mesmo Êxtase por parte de todos. É necessário acabar com a vulgaridade e com a sua irmã: a Santidade. É necessário cultivar a força destruidora do Êxtase e comungar então da Harmonia. É urgente comungar dessa força e para isso é necessária a Vontade. É necessário querer o Êxtase com toda a Força. É necessário abraçá-lo, entregar-se a ele, dançando, destruindo, destruindo-se. Não aos valores da Paz, não aos valores da Guerra, assuma-se a vontade de Êxtase, assuma-se assim o direito de Harmonia!
Joel Torres (membro do núcleo miliciano do Norte)