A
luz do dia desce no horizonte
O
Sol vai embora sem acenar
Despede-se,
presenteando este poeta,
Enquanto
caminha para seu descanso
E
dá lugar a sua gêmea
Banha
tudo que vejo
Com
uma luminosidade melancólica
Tinge
as nuvens de vermelho
Um
ninar sem canção
Como
um afago de um bom pai
Que
deseja boa noite
Mas
este se estende pela imensidão
Nesta
hora, num ínfimo entre dia e noite
Esse
pobre homem, triste poeta
Vê
em um mero truque de luz
Algo
tão comum, mas neste instante
Nada
poderia ser mais belo
Pra
sempre vai ficar na memória,
Gravado,
eterno!