A Doença Celíaca é uma intolerância que permanece por toda a vida ao glúten da farinha de trigo e outras proteínas semelhantes ao glúten presentes na aveia, cevada e centeio.

Essa doença se manifesta em crianças ou adultos, com predisposição genética. Ocorre uma grave alteração no intestino delgado que impede a absorção dos alimentos.

Pode surgir na infância, geralmente, durante o primeiro ao terceiro ano de vida, ou manifestar-se em qualquer idade, inclusive no adulto, acredita-se até que em casos de estress a doença pode se manifestar se as pessoas já forem predispostas à doença.

Os sintomas mais comuns são diarréia, emagrecimento e parada do crescimento, mas em algumas crianças podem ocorrer vômitos, anemia que não cura com tratamento, ou até mesmo "prisão de ventre", sempre associados à baixa estatura. A criança fica irritada, sem apetite, com o abdome distendido e há uma grande perda de peso, com sobras de pele, principalmente nas nádegas. O adolescente costuma ter pouco ou nenhum sintoma.

A história, o exame físico e o aspecto da criança são muito sugestivos. Além disso são feitas as provas para averiguar se o intestino está ou não absorvendo alimentos através de biópsia.

O intestino normal, quando visto ao microscópio, apresenta um pregueamento alto e afilado, chamado vilosidade. As células das vilosidades são as que tem capacidade de digerir o alimento que aí chega e absorvê-lo.

No paciente com Doença Celíaca, como seu intestino foi agredido e danificado pelo glúten, essas vilosidades não existem. Portanto, o alimento que chega ao intestino não consegue ser digerido e absorvido. Neste caso, quando olhamos ao microscópio vemos uma imagem que chamamos de mucosa "careca" pela atrofia praticamente total das vilosidades.

O único tratamento é a dieta, pelo resto da vida.
O glúten não pode ser mais consumido pelo paciente, criança ou adulto. Qualquer quantidade é prejudicial, mesmo que seja "um pedacinho" de pão.

Quando se inicia a dieta isenta de glúten a melhora é, rapidamente, notada. Em poucas semanas ou dias, aumenta o apetite da criança, pára a diarréia, ela engorda e muda o humor. A aceleração do crescimento é mais lenta e só se nota após 2 ou 3 meses. O intestino se recupera completamente.

Se o tratamento não for seguido a criança poderá apresentar graves crises de diarréia (que podem levar a morte) crescimento deficiente, anemia, atraso na puberdade, alterações dentárias e, na idade adulta , esterilidade e risco grande de desenvolver câncer no intestino.

Aparentemente, o tratamento, teoricamente, tão simples encontra, na prática, alguma dificuldade para ser executado, visto que familiares e pacientes poucas vezes se concientizam do risco que o pão, bolacha, macarrão, etc (enfim, tudo que vem do trigo, aveia, cevada e centeio) pode acarretar, oferecendo ocasionalmente tais alimentos aos pacientes, impedindo ou retardando a cura.

Além disso, dificuldades financeiras induzem à transgressão pois os alimentos proibidos são os de custo mais baixo. Em países de 1º mundo o governo fornece um auxilio alimentação ao paciente celíaco até os 21 anos de idade.

 

fonte: www.celiaco.net

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