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Os matizes das �guas que invadem minha vida, s�o enormes aquarelas. Como aquelas do pintor em anonimato. E de fato essas po�as, muito mo�as, brilham mais do que as noites de um ver�o de adrenalina. A menina bronzeada. Mil carros na cal�ada. E as luzes refletindo... Repetindo o mar batendo. Refazendo a chuva forte bem mais r�pida que a sorte de um dia virar rio. Sem o frio dessa �gua descendo l� dos c�us, rasgo os v�us dessa rotina idiota de bater de porta em porta pra pedir felicidade. Nessa idade que j� tenho qualquer �gua j� me serve pra beber com os amigos. S�o Rodrigos e Renatos em retratos frente ao mar. O luar. O nadar de madrugada pelas �guas infestadas de piranhas t�o sinceras. Aquarelas, essas �guas misturadas com saber. Com o fazer do dia a dia a estranha maravilha de sorrir pra n�o chorar. De lutar pra n�o partir. De parir pra n�o matar. De mergulhar e ser siri. De ser sem ir e n�o voltar. |
Poesia&Imagem |