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ENTREVISTA REALIZADA COM VANDERLEI SERENO LIMA COREÓGRAFO DA BANDA E FANFARRA MARCIAL DO COLÉGIO SALOTTI SÃO PAULO/SP

1a. Quando e como conheceu o meio de bandas? e quando iniciou fazia o que?
Conheci o meio de Bandas em 1976 quando tinha 6 anos de idade, pois meus irmão entraram na fanfarra da escola do bairro, como eu não tinha idade ainda para participar não perdia um ensaio até completar 7 anos. Iniciei na Fanfarra da Escola Estadual Marinha do Brasil e lá aprendi a tocar a maioria dos instrumentos de percussão que eram usados na época – menos o bumbo porque era muito grande e eu sempre fui magrinho.
2a. Após tocar na banda o que te chamou a atenção para passar de musico a componente de linha de frente? ?
Sempre gostei de coreografia – assistia as paradas de 7 de setembro só para ver as evoluções das escolas (que eram muito comum) e da Banda da Marinha. Porém, passei do corpo musical para linha de frente apenas por uma eventualidade, pois gostava muito de tocar (na época tocava pratos).
Resumindo: Com a entrada do Maestro Eduardo (frigideira) no Paralelo veio uma boa parte da fanfarra do Frei Galvão – como eles já tinham um maior conhecimento dos instrumentos de percussão (acessórios) ficaram com a maior parte dos mesmos, como fiquei enciumado resolvi passar para a linha de frente em 07/1986.
3a. Conte um pouco da Sua história até chegar a coreografia?
Desde de muito cedo aprendi a me virar no meio de bandas, pois a fanfarra que iniciei era bastante humilde e tinham que conseguir boa parte dos recursos para tudo; além disso os componentes também em sua maioria como eu eram filhos de pais pobres, e apesar da pouca idade participava ativamente nas atividades para conseguir recursos ( bailes no salão da igreja, rifas etc.) e até confeccionar os uniformes.
Conheci o Colégio Paralelo em uma viagem de trem que fizemos a Sta Cruz do Rio Pardo – na época estava com 13 anos de idade e aí vi uma corporação que para nós que estávamos em uma corporação com no máximo 50 alunos era fantástico. Após uma briga entre os alunos e o regente da fanfarra alguns saíram e foram para o Paralelo aí fui junto já que meu irmão ia também. Era um verdadeiro sonho: aproximadamente 150 componentes, ônibus de graça, uniforme por conta da escola, organização, disciplina, luxo etc. – apesar de eu morar em Artur Alvim (zona Leste) e o Paralelo ficar em Sto Amaro (zona sul) e olha que na época o metrô só chegava até o Tatuapé. Com modéstia logo me destaquei no prato e após duas semanas de ensaio já estava desfilando, com um uniforme que dava para entrar dois do meu tamanho e com os pratos de outra pessoa. O Paralelo tinha 10 pares de pratos e todos os 10 estavam ocupados.
Na época o regente era o Linchon e o maestro arranjador o Sr. Domingos Sacco. .
4 a. Quando iniciou como coreógrafo e Mor de linha de frente e como foi?
Iniciei como coreógrafo e Mor entre 1992 e 1993 não lembro bem a data, más foi logo após a entrada da Maestro Marcus Antonio (Marquinhos) no Paralelo. Quando o Gilson Kindermann se afastou por motivos de doença (que vim a descobrir apenas no ano de 2003) ele me indicou para o dono do colégio para ocupar o seu cargo.
Na realidade acho que estava tudo nos planos de Deus, pois eu também passava por uma fase muito difícil naquele período só que ninguém sabia e era um sonho meu ser Mor e ser coreógrafo, já que eu era super fã do Gilson e não imaginava que era tão complicado.
5a. Como sabemos, vc após a saída do Gilson Assumiu a linha de frente da banda do colégio Paralelo, conte como foi esta mudança para vc e seus colégas de linha? Conte um pouco sobre estes trabalhos ?
A saída do Gilson foi muito dolorida para todos nós já que ele era um ídolo para todos . Foi muito duro para mim, primeiro tinha de romper minhas próprias barreiras, segundo tinha de competir com o Sérgio (que era coreógrafo do Noé e queria entrar no Paralelo) e depois a rejeição por parte dos alunos era muito grande, inclusive dos meus próprios amigos ( não os critico já que se fosse outra pessoa indicada, no mesmo nível que o meu, eu teria a mesma reação).
Foi bastante difícil ter de enfrentar e conviver com as comparações de trabalho já que o Gilson era e é bastante criativo e o Paralelo já tinha um nível e histórico muito bom e eu não podia deixar cair. Na realidade o que me ajudou a permanecer no caminho foi a própria rejeição, pois fui buscar forças em Deus para provar para aos outros e para mim que eu podia. Para falar a verdade, dentro do próprio Paralelo eu só fui perceber que havia conseguido em nossa apresentação de despedida da Banda, na entrega do transitório em Caieiras 11/1995, ali sim percebi que havia me tornado um Líder. Aliás a idéia de juntar todos partiu de mim.
Não posso deixar de citar que passado alguns meses o Gilson retornou, foi quando ele desenhou todo o visual da Linha de Frente, e após o concurso de Caieiras se afastou novamente. As coreografias que fiz no Paralelo foi o Rock, que depois da volta do Gilson teve algumas modificações, o Guerra nas estrelas e o Copacabana que ganhamos a Estadual.
6a. Quais eram seus principais concorrentes na época?
Na época de Banda os principais concorrentes eram a Banda de Itaqua – Prof. Eliseu e João XXIII- Valéria. O nosso maior problema eram os regulamentos que naquele período começaram a ser mudados. (Número de componentes, estilo de coreografia, limitação de acessórios etc.)
7a. O colégio Paralelo foi a primeira escola na sua carreira de coreógrafo? existiram outras? pode Cita-las
Sim, o Paralelo foi minha primeira experiência. Com o término da Banda em 27/05/95 fui convidado em agosto de 1995 a entrar na fanfarra do Águias Negras onde permaneci de 09/1995 até 01/05/1998 quando tive de pedir afastamento pelo motivo de estar cursando minha segunda graduação e não estar conseguindo me dedicar ao trabalho como gostaria. Quando estava terminando a faculdade fui convidado a assumir a linha de frente do Salotti o que fiz em 10/1999.
Gostaria de ressaltar que desenvolvi um trabalho bastante reconhecido no Águias Negras e que fui extremamente bem recebido, aliás lembrarei daquela casa sempre com muito carinho.
8a. Qual a técnica utilizada por vc na montagem de suas coreografias e desenhos de uniformes ?
Na realidade uso meus 27 anos no meio de Fanfaras e Bandas para montar as coeografias. Sabe Márcia vejo muita gente dizer criei isso ou aquilo e na realidade são apenas releitura do apresentado no passado. Hoje mesmo eu olhava uma foto da linha de frente do Paralelo no tempo em que a Valéria era coreógrafa e via Bandeiras giratórias – aí a uns 3 anos atrás apareceu uma febre de girar bandeiras e algumas pessoas queriam a autoria (se duvidar até registrar patente). Tenho outros exemplos: movimentos de espadas de Cubatão, carroceis – trote – corrida durante a coreografia, cachorro na avenida – já vimos no Paralelo a mais de 10 anos atrás, movimentos de braços e lanças e pernas – Itaquá e Jardim São Paulo, patins , um naipe só com bandeiras de São Paulo – Bilac etc.
Não que eu seja contra o uso, más acho que muita gente fala demais principalmente porque muitas dessas referências não foram registradas em fita e fotos no passado. Voltando aos métodos: Recebo a música do maestro, pergunto se existe alguma história da música – se existe desenvolvo o trabalho em cima do tema se não enredo próprio. Ouço a música diversas vezes para identificar quadros e passagens, desenho os quadros e por último coloco os movimentos. Tento também sempre absorver as dificuldades do grupo para fazer o trabalho afinal o papel aceita tudo já a execução é um pouco mais complicada. Os desenhos de uniforme comecei me espelhando no Gilson e acima de tudo utilizando minha mãe como parâmetro já que ela é costureira a mais de 45 anos. .
9a. Que tipo de aprendizado vc teve para fazer estes trabalhos ?
Meu maior aprendizado como já disse é a vida. Sempre fui muito precoce na vida profissional e nas responsabilidades, por exemplo aos 18 anos já era Encarregado de Recursos Humanos aos 25 era procurador do dono da empresa por isso resolvi optar por outra carreira pois sou formado em Administração e Ciências Contábeis e exerço atualmente o cargo de gerente financeiro em uma empresa privada aí não sobra muito tempo para me especializar em coreografias e desenho de moda.
Fiz alguns cursos rápidos como: iniciação a dança – pelo SESC Vila Nova e alguns módulos de desenho de moda – pela SIGBOL. Más na realidade utilizo-me muito do teatro, cinema, televisão e Shows para minhas coreografias e lógico “minhas memórias” afinal tenho belos parâmetros Paralelo, Itaquá, Cosipa, visual do Arqui, visual do Bilac e lógico Cubatão com a Professora Silvia não podendo de deixar de citar o trabalho que o Polini fez na fanfarra do Monteiro Lobato. E também sigo os Planos de desenvolvimento das corporações a que pertenço, sempre em conjunto com o maestro e dirigentes).
Exemplo: Uma vez assistindo ao Show da Madonna vi um movimento maravilhoso de braços o qual adaptei para o Salotti. Já uniformes vem algumas idéias assistindo a desfiles de roupas pela televisão, filmes ou assistindo programas diários – tipo Adriane Galisteu e outros. Lógico que mais uma vez conto com a paciência de minha mãe para confeccionar os modelos. Gostaria de ressaltar que utilizo muito da minha vivência profissional na Linha de frente tipo a base da administração: Organizar, controlar, dirigir, coordenar; além do básico muita disciplina e respeito ao recurso humano. E tem mais, quando fico com dúvida em alguma coisa no meu trabalho ou algum termo que venha na planilha, não tenho vergonha alguma de perguntar/ ou pesquisar. Gostaria de citar um amigo que tive prazer de conhecer que é o Angelo Barbosa – atual coreógrafo do Marques de Monte Alegre – sempre que necessito tiro dúvidas com ele.
10a. Quais os principais titulos que conquistou com suas linhas de frente e Mor, e qual(is) na sua opinião foram os mais emocionantes e deram maior prazer?
Como Mor não tive oportunidade de concorrer nenhuma vez já que passamos um bom período sem avaliação; porém logo após as mudanças de regulamentos que não permitiam aos mesmos participar do corpo coreográfico vi que não era minha praia. Banda do Colégio Paralelo: Alguns em conjunto com o Gilson. Porém do período que trabalhamos junto considero-me apenas como seu auxiliar já que ele que fazia as coreografias e visual.
- Campeão Estadual - 3.º lugar no Nacional entre outros Fanfarra Águias Negras - Bi campeão Estadual; - E quase todos os títulos dos campeonatos que participamos ( não lembro nenhum abaixo da 2.ª colocação). Fanfarra Alberto Salotti - Bi Campeão estadual; - Vice Campeão Paulista 2003; - Campeão Nacional 2003 e - Tri campeão em Francisco Morato em 2004 entre outros. (Ficamos 2 anos e 9 meses invictos nos concursos que participamos)
Banda Alberto Salotti - Campeão em 2003 - Campeão Barra do Piraí 2003; - Vice Campeão em Franco da Rocha 2003 e - 3.º colocado em Santa Isabel 2004.
O que me deu maior prazer foi o Nacional de 2003, pois havia um período que estamos ganhando sem interrupção, aí ficamos em 2.º lugar no concurso em Barra do Piraí e também no Paulista, aí tivemos que rever tudo e correr atrás do prejuízo, além do que nossos concorrentes estavam muito bem e não conhecíamos os trabalhos que viriam de outros estados. Já o mais emocionante foi o título estadual que foi julgado pela Zilda, ela colocou uma frase na planilha que jamais esquecerei – “Grupo muito bom e tem expressão de nobreza” – não precisava nem ter ganho após esta frase.
11a. Como você vê os componentes e coreografos de hoje? vc acredita que os coreógrafos e alunos possam se profissionalizar?, como você acredita que deva ser o contato coreógrafo - aluno? ?
A Olha conheço muita gente boa e lutadora como eu que muitas vezes se dispõe a não receber nada além do prazer e inclusive colabora monetariamente para que chegue ao público um trabalho bem apresentado. Só para vc ter uma idéia gasto aproximadamente 4 horas só de locomoção de minha casa ao Salotti. Porém conheço muita gente que se demonstra prepotente, tipo “Eu SOU” , “Eu faço”.
Já os componentes ou a Linha de Frente , como ouvi em uma reunião outro dia normalmente carregam as características de seus coreógrafos. Por isso acho que como educadores que somos temos que ser bastante responsáveis.
Com relação a profissionalização, acho que aluno deve se aperfeiçoar já os coreógrafos sim se profissionalizarem afinal como percebemos existe um movimento para remuneração dessas pessoas no meio de bandas. Acho de tremenda importância os cursos que vem surgindo atualmente. Aliás tiro o chapéu para a federação de São Paulo pelo II ano do Curso Técnico, pois apesar de não ter tido oportunidade de participar enviei algumas pessoas do meu grupo que acharam o conteúdo programático e palestrantes/ professores muito bons.
Já o contato coreógrafo/ aluno deve ser bem pensado, pois como já disse anteriormente somos muitas vezes responsável pela ajuda na formação de caráter de pessoas por isso o respeito é fundamental, além do que acho que o educador deve sempre estar atento as mudanças de características sociais. Hoje como acontece nas empresas acho que devemos acima de tudo escutar os anseios do grupo. No meu caso gosto muito de interagir e sempre me preocupo com o conforto/ segurança do aluno ao executar um movimento.
12a. Atualmente como coreógrafo, o que espera? quais são seus anseios perante seus alunos e seus particulares?
Como coreógrafo espero que realmente as pessoas voltem a se respeitar e que comecem a respeitar os novos trabalhos. Meus alunos ou meu grupo como gosto de chamar espero que eles possam aprender algo comigo, principalmente a respeitar o trabalho dos outros e que eles possam se dedicar com AMOR como eu faço e que não deixem morrer o movimento de Bandas e fanfarras.
Particulares – sempre respeito – podemos não gostar da característica de um trabalho, porém todo trabalho teve o esforço de alguém ou alguns.
13a. Como acha que estão as bandas e fanfarras atuais?
Acho que a cada dia estão se aperfeiçoando mais. Hoje temos algumas fanfarras que se comparadas a bandas não deixam nada a desejar e isso vai em escala. Além do que as bandas também estão começando a se preocupar com o aspecto apresentação que chama bastante a atenção do público leigo no assunto.
14a. O que acha deste novo movimento da WAMSB no Brasil? a Internacionalização das bandas?
Acho muito bom pois temos muito a aprender e acima de tudo temos algumas características de nossas bandas a passar ao mundo.
15a. Na sua Opinião, quais são os seus maiores concorrentes atualmente?
Existem muitos trabalhos bons cada um com suas características fortes, porém, acho que ainda os maiores concorrentes não são trabalhos más NOMES FORTES. Hoje participamos de alguns concursos onde as planilhas são divididas em vários itens, porém quando é feito o julgamento apenas a característica mais forte dos grupos, além do nome da corporação ou do coreógrafo são analisados, chegasse ao absurdo de um grupo tirar 10 de marcha só porque o desenho coreográfico é muito bom porém não existe uniformidade na mesma. Ex.: Um grupo pode ser muito bom em postura, marcha más tem coreografia um pouco fraca, outros podem ter bastante dificuldade e precisão más para executar os movimentos perdem toda postura, além de visual e acessórios .
No Nacional de 2003 tive a surpresa com algumas corporações de outros estados que nunca tinha tido a oportunidade de ver como é o exemplo do trabalho do Vander - fanfarra no Rio de Janeiro ( ele que julgou o concurso de Santa Isabel), um trabalho muito bom, com dificuldade, muito bom desenho, postura etc. foi o que ganhou na categoria.
Um trabalho novo que admiro muito e que sempre apostei é o de POÁ, apesar de algumas críticas que ouço acho que o conjunto é muito bom , consegue reunir postura, marcha ,execução e principalmente a forma diferente que a coreógrafa achou para explorar o acessório, além do desenho que tenho dificuldade de ver em alguns GRANDES TRABALHOS.
16a. Que estilo pretende seguir ou colocar em avenida, já que faz um trabalho juntamente com outro coreógrafo ? e como esta sendo o seu trabalho com o Ele, e qual a proposta?
Olha, hoje não vejo muita diferença de estilo e sim de características, já que a maioria segue a linha dos regulamentos com o estilo marcial; acho que o Polini no Prigule consegue fugir um pouco dessa regra – e por falar nisso é um trabalho que admiro muito, além de admirar o coreógrafo e o grupo. Você como eu vivemos épocas em que verdadeiros grupos de teatro e dança se apresentavam na avenida. Hoje vejo muita gente dizendo criei isso ou aquilo, acho sim que o Sérgio – Jdim São Paulo, a Silvia – Cubatão o Gilson – no Paralelo entre outros, esses sim, tinham estilo definido.
Espero apenas que nós possamos colocar coisas novas na avenida, pois sei bem a capacidade de criação do Gilson e eu sou bastante exigente com a execução e limpeza da coreografia . O que combinamos é agir sempre com muita responsabilidade, pensando na segurança do grupo e do público. O que posso lhe dizer é que temos bastante liberdade já que o Colégio Paralelo de onde eu e o Gilson viemos fez e apresentou quase tudo em avenida então temos a certeza que ninguém poderá dizer que estamos copiando outros trabalhos que dizem ser inéditos.
Em relação ao trabalho está sendo bom, lógico que temos algumas dificuldades já que cada um tem seu método de trabalho e gosto, além de eu ter me habituado a trabalhar sozinho e ser extremamente pé no chão. Más a proposta é um trabalho diferente e competitivo.
Quero deixar em aberto também que logo estarei me aposentando do lugar de coreógrafo, tentando me especializar para avaliar concursos e ajudando nos bastidores
17a. O que espera do meio de bandas e fanfarras do Brasil?
Que receba algum incentivo para que volte ao fôlego que já teve no passado, pois sabemos que muitas corporações estão acabamento por falta de investimento e verba. Espero também que as pessoas além de brigas fora da avenida se juntem para o bem comum e que as características de Banda e Fanfarra Marcial não sejam engolidas pela modernidade; também , que todos se respeitem pois já estive dos dois lados da moeda – o do muito bom, “Somos os melhores” e o daqueles que querem apresentar um trabalho e conseguir um lugar ao Sol. E Graças a Deus que estive nos dois lados pois foi assim que aprendi a respeitar e valorizar o trabalho das outras corporações, mesmo aqueles que não me agradam.
Espero também que tenhamos mais avaliadores sérios, comprometidos com a verdade e com o meio e que sejam treinados para esse fim. Só para exemplificar quase cheguei a desistir por algumas barbaridades que li em planilha que comprometem a pessoa do coreógrafo e não o grupo coreografado e a coreografia.
18a. Enfim, sabemos que as dificuldades que as bandas passam atualmente é muito grande, como vc vê tudo isto?, e o que acredita que deveria ser feito para mudar esta situação dentro do mundo globalizado em que vivemos, e a atual situação do Brasil?
A primeira coisa é atrair o público para as Bandas, pois sabemos que onde há “pão e circo” o governo quer estar presente para garantir os votos do futuro e infelizmente nosso “CIRCO” ainda atrai pequeno número de público leigo.
Meu sonho é ver em cada lugar uma avenida com a estrutura igual a de Taubaté e que cada criança tenha a oportunidade como eu tive de ter em sua escola, seja ele pública ou privada, uma Banda/Fanfarra para poder fazer amizade, conhecer novos lugares, aprender a viver em grupo com objetivos comuns e ter disciplina. Aliás acho que isso contribuiria muito com o desenvolvimento de nosso país.
Um abraço, e oro a Deus por todas as pessoas que torcem pelo meu sucesso e pelas que não também.
VANDERLEI SERENO LIMA