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ENTREVISTA REALIZADA COM ANTONIO BONVENUTO NETO (ALEMÃO). COREÓGRAFO E DIRETOR DO COLÉGIO PROGRESSO CENTRO – GUARULHOS/SP

1ª)
Quando começou no meio de bandas e fanfarras no Brasil?
Comecei em 1979, neto de fabricante de instrumentos musicais e filho de Maestro, iniciei tocando corneta até os meus 10 anos no Colégio Walter Scheppis – Guarujá/SP. Com 11 anos fui participar da linha de Frente do Colégio Ângelo Bortolo Capital/SP, nesse mesmo período atuei junto com o Coreógrafo Sérgio Herrera na Banda Marcial do Colégio Jd. São Paulo (minha referência inicial).
2ª)
Quando iniciou seus trabalhos como coreógrafo? E o que estudou?
Aos 13 anos já havia iniciado meu trabalho como Coreógrafo no Colégio Guilhermem de Almeida em São Paulo; com 15 anos fundei juntamente com meu irmão o Maestro Marcelo Bonvenuto a Banda Marcial do Colégio Progresso – Guarulhos/SP, onde exerço a função de coreógrafo e Diretor do Colégio até os dias atuais.
Minha formação acadêmica foi coreógrafo pela WRC (Wilson Roberto Coreografia) São Paulo, professor de Artes pelas Faculdades Integradas de Guarulhos, Pós-Graduado em Educação pela UNG (Universidade de Guarulhos). Especialização em Bandas de Marcha pela Madison Scouts em Winsconsin/EUA e vários cursos de Especialização na área de Educação.
3ª)
Você acredita que o coreógrafo se
forma no dia-a-dia, ou em cursos?
Acredito que em qualquer que seja a profissão se aprende com o dia-a-dia, porém a formação acadêmica é de extrema importância juntamente com a fundamentação do trabalho realizado. Hoje por exemplo os coreógrafos de Bandas e Fanfarras encontram um leque de referências que quando iniciei não existiam, tornando mais simples o ingresso nessa arte.
4ª)
Como você vê todas as outras corporações concorrentes?
Vejo todas as outras corporações com muito respeito, pois acredito que a qualidade se conquista quando se existe a concorrência.
Posso citar em minha entrevista meus grandes concorrentes que marcaram estilos fortes como o meu, são eles: Elizeu de Miranda Correa (Coreógrafo da Banda Lira de Mauá), Alexandre Poline (Coreógrafo do Colégio Prigule), Gilson Kindermann (Coreógrafo do Colégio Alberto Salotti) e outros que não marcaram estilo, porém apresentam trabalhos de qualidade.
5ª) Como você vê seu trabalho atual?
Vejo meu trabalho em constante evolução e crescimento, pois me sinto feliz e realizado com o trabalho do Progresso porque consegui formar um ótimo grupo onde percebo uma grande confiança para o sucesso.
6ª)
O que você pretende para o futuro no meio de bandas?
Difundir ainda mais o meio e fazer com que os colegas coreógrafos sejam reconhecidos e valorizados como profissional da área. Como objetivo maior pretendo continuar prestando essa missão social que é elevar a auto-estima de cada indivíduo através dessa arte chamada Bandas e Fanfarras.
7ª)
Você acredita que o movimento de bandas está crescendo ou diminuindo?
Hoje em dia o custo para se manter uma corporação é muito alto, tornando assim cada vez mais dificuldade para a entidade manter esse trabalho. O meio foi se profissionalizando, sendo enriquecido com instrumental importado, grandes instrumentos de valor elevado e as corporações que não se comprometerem em adquiri-los, ficarão ultrapassadas deixando assim, o custo ainda maior. Atribuo também a forte crise que o próprio país se encontra.
8ª) Você acha importante um bom relacionamento entre coreógrafo e maestro?
Acho fundamental para um trabalho de qualidade, somente com essa integração é possível dialogar referente repertório, visual, proposta de trabalho, divisão de responsabilidades e acima de tudo o verdadeiro respeito entre dois educadores.
9ª) Você tem surpresas para este ano?
Minha surpresa para este ano está sendo coreografar a Linha de Frente juntamente com a Banda para o Campeonato Sul-Americano (trabalho conjunto com o Mto. Marcelo)
10ª) O último concurso de bandas de Sta. Isabel foi uma surpresa para todos em muitos aspectos. Você acredita que daqui pra frente no caso das bandas sênior, o aspecto linha de frente será mais concorrido que antes?
Quero acreditar que o coreógrafo desconhecido que me deu nota em Sta Isabel, seja antes de tudo alguém que tenha colocado algum trabalho de qualidade na avenida, seja em São Paulo, Rio ou qualquer outro Estado, porque para avaliar confronto de coreógrafos como: Alemão, Elizeu, Gilson e Poline tem que ter no mínimo um excelente trabalho realizado pelo mesmo (qualificação comprovada).
11ª) Em todos estes anos de vida no meio de bandas, como diretor de escola, com suas amizades no meio, qual a mensagem que acredita que possa passar as pessoas do meio, o que acha que aprendeu com todas as histórias de muitas e suas em particular?
A
mensagem que gostaria de registrar nessa entrevista é que a arte que
executamos nas avenidas desse País maravilhoso se torne cada dia mais difundida
através da imprensa, e que cada profissional envolvido nessa arte se preocupe
com a formação acadêmica, porque sorte é a soma da oportunidade com o
preparo. Um grande abraço do eterno amante de Bandas e Fanfarras
Alemão
