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Durante séculos o cão foi particularmente estimado pela sua inteligência e bravura. Esta última característica levou também a que fosse usado como cão de combate, uma modalidade muito desenvolvida na China.
Com a revolução cultural de Mao Tse Tung, os Shar-Peis e todos os seus congéneres foram intitulados «bens supérfluos» que deviam desaparecer dos lares dos operários revolucionários chineses. Milhares de cães foram assim sacrificados.
Nos anos sessenta chegou a ser referida no Guiness (livro de recordes) como a raça mais rara do mundo. É então que os americanos, a partir de exemplares existentes em Hong-Kong, Macau e Taiwan (Formosa) estabelecem os primeiros canis de criação desta raça. Então, a sua criação estende-se a todo o mundo cinófilo conhecido, existindo inclusivamente criadores desta raça em Portugal.
A sua estranha aparência, dada a sua super abundância de pele para o tamanho, o Shar-Pei, à primeira vista, é no mínimo um exemplar exótico. Porém, por detrás deste exotismo está um cão extremamente inteligente e meigo, com excelente comportamento no seio de uma família, não só com adultos, mas também com crianças.
Muito asseado, pode facilmente adaptar-se à vida em apartamentos,necessitando apenas do exercício que a qualquer cão deve ser proporcionado.