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Comunidade
Paroquial
de S. Pedro
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Covilhã
Boletim Paroquial
Julho 2008 - Nº 49
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2007-08: Ano da Graça do Senhor…
Recentemente a 'rede' de camiões que circulam
nas nossas estradas e abastecem o nosso país parou, e com a sua paragem ia
parando também o país inteiro. Isto devia-nos fazer pensar, muito mais, do que
o susto de se ficar, de um momento para o outro, sem combustível no automóvel.
Estamos habituados a ver, de vez em quando, uns "monstros" nas
estradas, que frequentemente nos incomodam pela sua dimensão e estorvo, pelos
inconvenientes de não nos deixarem ultrapassar e circular com “liberdade” na
estrada. Porém, o 'iogurte' que aparece no supermercado, o play station que
compramos na loja da nossa preferência, a 'hortaliça' fresca que encontramos no
mercado são o resultado de uma cadeia de movimentos que nunca param, dia e
noite, madrugada e pôr-do-sol. Se parassem, tudo pararia, como estivemos quase
na iminência de ver. De facto, só quando a cadeia de funcionamento pára, é que
começamos a ver um pouco mais para além do consumo imediato, do preço a pagar,
no trato humano, na palavra de agradecimento, nas atitudes e relação humana.
O recente acontecimento, à escala
nacional, poder-se-ia aplicar a tantas outras situações: desde a escola, local
de trabalho, às instituições públicas ou sociais, inclusivamente, a uma
comunidade cristã, paroquial. Numa comunidade paroquial, há um conjunto de
forças, movimentos em cadeia que não param, nem podem parar, sob pena de tudo
ficar mesmo 'congestionado'. De facto, se algum dia o conjunto das pedras vivas
que compõem uma comunidade deixassem de circular, deixaria automaticamente de
haver em bandeja, 'pronto a consumir', imensas vivências, encontros,
celebrações, actividades. Nada cai do céu que não germine da terra, do esforço
e trabalho humano; até a graça de Deus necessita de terreno para gerar frutos.
Isto significa que em comunidade 'consumir' pressupõe previamente deixar-se
‘consumir’ pelo amor de Deus. Na medida em que nos deixamos 'consumir '
recebemos a nutrição de que se necessita para ser com os outros e para os
outros; E NA MEDIDA EM QUE SE É, FAZ-SE! É nesta reciprocidade e comunhão que
se alicerça a comunidade.
Assim, na fase final deste ano pastoral,
vivido sob o mote: "a bondade é firme, o amor é exigente", é
importante reconhecermo-nos, com simplicidade e humildade, amigos de Jesus;
conscientes de que na bondade que implica firmeza; e no amor exigente que nos
fez deixar de viver girando à volta de
nós mesmos, encontrámos Jesus nos outros e, com os outros, fomos mais e mais.
Por isso, queremos dizer a Jesus: obrigado pelo muito que vivemos através
de cada uma das pedras vivas da nossa comunidade paroquial a quem chamas e confirmas ao Teu serviço.
Fizemos comunidade e como comunidade vivemos muitos acontecimentos. Olhando
para a calendarização do nosso plano pastoral, para as mil e tal fotos expostas
em ambiente de partilha e comunhão e alusivas às principais actividades do ano,
muitos foram os corações e memória que ficaram on e em acção de graças
pelo ano da graça do Senhor: desde o magusto, à exposição de Dezembro, (grupo
dos Lavores) desde a ceia de Natalà Missa da Meia-Noite; desde as inúmeras
actividades dos nossos catequizandos, até às visitas domiciliares da Legião de
Maria; desde a visita do Ir. David de Taizé, às equipas do Banco
Alimentar na porta dos supermercados; desde a Academia Sénior, aos Movimentos
da Esperança; desde o 'já crismados' que nos visitam, às Famílias Anónimas que
“dão sempre a cara” para saudar; desde as 40 crianças que fizeram a Primeira
Comunhão, aos 39 que fizeram a Profissão de Fé, e que, antes, tiveram a
sabedoria de trocar a sala do ensaio, (e muito bem) pela da TV, e deliraram com
o jogo Portugal-Républica Checa; desde a acção das conferências de S. Vicente
de Paulo, às missas da catequese que tiveram tanto de criativo como de vivência e encontro com o Senhor Jesus; desde
dos grupos de CVX que se reúnem para partilharem a fé, aos grupos de Bíblia que
O procuram conhecer; desde o centenário de Santa Paula Frassinette, aos
momentos de oração em que 'foi bom ter estado com Ele’; desde a inserção dos
noviços, ao grupo que se aglomerou à volta deles para a vivência da fé; desde
as caminhadas nocturnas, a tantas outras caminhadas, que são tão nocturnas que
nem os próprios se apercebem do quanto cresceram para Deus; desde o apostolado
da família, às famílias dos casais de Nossa Senhora que se reúnem para melhor
se reconhecerem às luz da família de Nazaré; desde os coros que animam as
nossas celebrações, aos que cantam no seu interior, para louvar a Deus;
fundamentalmente, agradeçamos a Jesus o trabalho de tantos 'bastidores' que
ninguém vê, mas são autênticos 'camiões', motores de arranque, de alegria,
motivação e acontecimentos. Agradeçamos a Jesus o atendimento diário por algum
dos jesuítas da comunidade religiosa, assim como muitos outros atendimentos por
parte de quem está: no apoio, na escuta, no serviço, no gesto, na atenção. Não
podemos deixar de agradecer a Deus; agradecer é uma das maneiras mais sublimes
de pedir. Não é provável que se negue algo de bom, a quem agradecido reconhece
o já recebido. No passado dia 22 de Junho, na peregrinação a Fátima, entregamos
a Nossa Senhora o ano que vivemos, e pedimos a Maria, Mãe de Jesus e Nossa Mãe,
que Ele abençoe a nossa comunidade, o nosso trabalho, as nossas famílias e
vidas. Pedimos a Deus a graça, simplicidade e humildade para não ‘estragar’ o
bem que Ele tem feito e quer ainda fazer nas nossas vidas: porque como ramos da
videira que é Ele, podemos no futuro desejar mais e fazer muito melhor.
As férias avizinham-se. Desejo a todos,
boas e merecidas férias. Para os que partem de férias, ou ficam, não esqueçamos
que para viver, em Deus, não há paragem, uma vez que, mesmo para fazer boas
férias, precisamos de Deus.
Padre Francisco Rodrigues, s.j.
Encontro
CVX
Sábado,
dia 28 de Junho
Éramos cerca de vinte pessoas, de diferentes grupos
da CVX da Beira Interior, acompanhadas pelo nosso assistente regional,
P.e Francisco Rodrigues e pelo P.e José Augusto Sousa, assistente de um dos grupos. Reuníamo-nos
para o encerramento anual das actividades CVX
No sábado de manhã, saímos em direcção à Casa das
Mimosas, na Serra da Estrela.
O ar da serra, perfumado a eucalipto, as simpáticas
instalações da Casa, o (muito bom) almoço partilhado e, principalmente,
a alegria de estarmos juntos fizeram deste dia um dia inesquecível.
A amizade entre todos progride de Encontro para
Encontro, porque também é reflexo de um Amor maior que lhe subjaz e foi
igualmente vivido por nós: pelas cinco horas, tivemos Eucaristia, celebrada
pelo P.e Sousa que, da parte da tarde, substtituiu o P.e Francisco, ocupado na Covilhã com
tarefas inadiáveis. Outras tarefas inadiáveis tinham ocupado o P.e Sousa da parte da manhã. A
seara é grande...
Regressámos ao fim do dia, felizes e em paz, cheios
de projectos para o próximo ano CVX.
Sílvia
Ferreira
PASSEIO
DA COMUNIDADE PAROQUIAL
POEMA
Saímos da Covilhã ainda cedo
Um autocarro moderno
Que mais
parecia um paquete…
Guiados p'lo nosso Pastor
Lá
chegamos ao destino
Apesar do
sol ardente
Corria um
vento fresquinho.
Eucaristia Sagrada
Numa linda capela celebrada
O coro cantou como pombas
em revoada.
Visitamos o museu,
Obra
grande…mãos de fada
E todos
cheios de apetite
O farnel
saborearam,
Os
fotógrafos sempre atentos
Um bom
trabalho prestaram.
O regresso foi animado
Chegamos
todos sem mazelas
Para o
ano queremos mais
Nem que
nos doa as canelas.
Conceição Torrão
Peregrinação a Fátima
No domingo, dia 22 de Junho, 60 pessoas da nossa comunidade e
cidade fizeram uma peregrinação a Fátima. O calor dos corações, associado ao
calor climático, sentiu-se logo pela manhã e 'acompanhou' o grupo ao longo do
dia. O nosso pároco sugeriu que se parasse em "Áveiras", para café,
mas o grupo pediu, implorou, exortou para que a paragem não se efectuasse em
"Áveiras" mas em "Há-brantes". E assim foi. Seguida a
viagem, o motorista, Sr. Filipe, estava preocupado, pediu que todos os
passageiros colocassem o cinto, pois a polícia à paisana seguia o autocarro
desde a origem do destino, Covilhã. E eis que descobriu que os polícias em
carros disfarçados pertenciam a membros da nossa comunidade paroquial, que, não
podendo viajar no autocarro, seguiram este, obedientemente. Tudo serviu para
dispor bem, e até a segurança de quem viaja saiu reforçada. E, em ambiente de
festa e oração do terço, chegámos a Fátima.
Após a chegada, e depois de
saudar Nosso Senhora, dirigimo-nos à Capela da Casa das Irmãs Reparadoras, onde
participámos na Eucaristia celebrada pelo nosso Pároco, P. Francisco Rodrigues,
s.j. Depois desta, e porque a hora já convidava, procurámos um lugar fresco e
acolhedor para, em ambiente de partilha, almoçarmos. O local era tão bom,
que até deu direito a sesta. Durante o período da tarde, entre momentos
'livres' e propostas para o grupo, visitámos o Museu da Vida de Cristo, de que
gostámos e recomendamos. Por fim, depois da foto de família, iniciámos a viagem
de regresso, no decorrer da qual fizemos nova paragem na área
"Áveiras" desculpem, "Há-brantes". O tempo do lanche
permitiu repouso, bom ambiente, e até uma pequena quermesse fizemos, em
proveito da nossa Igreja, tão necessitada de todos nós.
José António Fazenda

Grupo do 1º Ano
Um ano
de catequese
O coração da nossa comunidade pulsou
intensamente com as crianças, jovens, pais, catequistas, pároco e colaboradores
mais próximos. Na catequese, em grande grupo, foram partilhadas e vividas
experiências humanas e de fé, novas aprendizagens, desafios e desenvolvidas
muitas actividades.
Mesmo com as exigências e dificuldades
típicas da existência de grupos de catequizandos muito extensos e da exiguidade
de espaços, a inspiração e a união do Espírito Santo fortaleceu-nos e, assim,
conseguimos vencer as barreiras, chegar à meta com a alegria e serenidade de
quem afirma: 'missão cumprida!'
Mas como o fim do caminho não se avista,
observamos já no horizonte o novo ano que nos trará desafios e ambições para
que todos juntos o possamos percorrer na mesma direcção: 'crescermos, vivermos
e testemunharmos a fé em Jesus Cristo'. Acreditamos que alguns obstáculos se
irão desvanecer com o empenho de todos os intervenientes deste processo
catequético, tanto na melhoria dos espaços físicos e funcionais, como na
relação mais próxima entre todos, vivendo em comunidade e 'unidos numa só alma
e num só coração'.
Nuno Miguel
Encontro de "Agentes Pastorais" Sábado dia
21 de Junho
Saímos pela manhã em direcção à
"Casa das Mimosas", situado em S. Romão, no interior da montanha,
Serra da Estrela.
Éramos 17 pessoas com o nosso pároco, P.
Francisco Rodrigues. Este grupo aceitou o convite para, em banquete festivo, quer
à volta da mesa, refeição, quer eucarístico, agradecer o Deus o fim do ano
pastoral que já espreita.
A maior parte das pessoas não conhecia o
local e, por isso, era grande a expectativa no fim de cada curva, contra curva,
numa estrada estreita ladeada de árvores e de matizes verdes e amarelos,
convidativos ao encontro com o "Senhor de todas as coisas".
E, já ao longe, casa à vista, portas
abertas, géneros na cozinha, água a jorrar pelas torneiras, grelhador com as
brasas em lume, janelas a abrirem-se para entrar o sol e o ar… sim! De facto
Alguém estava à nossa espera: «Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e
descansai um pouco» (Jo 21,19).
Assim, mais do que avaliar o ano
pastoral, vivemos a alegria e a partilha da nossa missão cumprida; por vezes em
diferentes tarefas, mas tão comum naquilo que é essencial, como seja: na
Verdade e na Pessoa que nos chama e nos congrega.
Ao fim da tarde, celebrámos Eucaristia,
a qual nos voltou a lançar para a vida. Houve oferta, entrega e acção de
graças, frutos naturais da vivência daquele dia de ENCONTRO.
Alice Matos

O Nosso Pároco
O nosso
Pároco, Padre Francisco Rodrigues, s.j. partiu para a Califórnia, na passada
quinta-feira, por 4 semanas. Partiu em missão, como ele próprio definiu.
Desejamos que o empenho e dedicação, com que ele tem vivido a sua missão
connosco, continuem na outra parte dos mares; e que em Agosto, quando
regressar; o P. Francisco saiba, saibamos todos, que podemos contar uns com os
outros.
(redacção e secretariado do MG)
Mar da Galileia
Durante os meses de Agosto e Setembro suspendemos, por motivo de
férias, a publicação do nosso Boletim Paroquial.
Decorreu um
ano Pastoral cheio de vivências e desafios que procurámos ir noticiando ao
longo dos nossos artigos. Congratulamo-nos com tudo o que foi ansiado,
conseguido e vivido.
Contamos
voltar no inicio do mês de Outubro e agradecemos toda a colaboração e
acolhimento que nos foi dado, fazendo votos de BOAS FÉRIAS.
Igreja do
Sagrado Coração de Jesus Rua de S.
Tiago, Nº. 26 6200 - 214 -
Covilhã E-mail:
[email protected] Tel.275330598/0 - FAX. 275330599