HISTÓRIA
O México constituía na Pré-História uma grande parte da antiga Mesoamérica, onde surgiu uma sucessão de civilizações com muitos traços culturais em comum: organização sociopolítica baseada em cidades, praças e pirâmides, plataformas e templos para cerimônias, divindades similares, e o comércio com lugares distantes. Algumas destas civilizações foram: os olmecas (costa do Golfo), os maias (Yucatán), os Teotihuacán (Vale central), os Zapotecas e Mistecas (Oaxaca), os Toltecas (norte Central), as culturas ocidentais e os astecas. A conquista do Império Asteca por Cortés foi concluída em 1521 e a Nova Espanha tornou-se o primeiro vice-reinado da América espanhola, incluindo toda a antiga Mesoamérica, o norte do México, o Caribe e grande parte do sul dos EUA. Uma severa administração colonial, que utilizava a repressão e a exploração da população nativa, durou 300 anos. No começo do século 17, cerca de 90% dos nativos haviam morrido de doenças trazidas pelos europeus e posteriormente seu número continuou decrescendo lentamente. O movimento pela independência do México foi influenciado pelas idéias revolucionárias francesas e liderado por dois sacerdotes, Miguel Hidalgo y Costilla e José Maria Morelos y Pavón, ambos capturados e fuzilados pelas autoridades espanholas (1810 e 1814). Em 1821, Augustín de Iturbide criou um breve Império Independente Espanhol, que incluía a capitania-geral de Guatemala. Logo depois de seu exílio (1823), foi proclamada a primeira Constituição Mexicana (1824), baseada na Constituição norte-Americana. Dois partidos, o Federalista e o Centralista, surgiram rapidamente e, em 1833, o federalista liberal Antonio López de Santa Anna foi eleito presidente. Ele não foi capaz de evitar a Declaração da Independência do Texas (1836), nem a Guerra Mexicano-americana (1846-8), que resultou na perda de vastos territórios. Além disto, o Arizona foi adquirido por Gadsden, em 1853. Após este período de transformações, seguiu-se um período de reformas e uma nova constituição (1857) foi promulgada. Entretanto, dificuldades econômicas e sonhos imperialistas franceses resultaram na imposição de um imperador, o príncipe Habsburgo Maximiliano, pelas tropas de Napoleão III, durante o período de 1864 a 1867. Quando as tropas francesas se retiraram, Maximiliano foi derrotado e fuzilado. Seguiu-se a longa ditadura de Porfírio Díaz (1876-1910) e, logo depois, a prolongada Revolução Mexicana (1910-40). O presidente Miguel Alemán (1946-52) continuou o processo de reconciliação iniciado por seu predecessor, Avilo Camacho. Desde então, governos democráticos continuaram a seguir políticas moderadas, procurando modernizar a economia, favorecida por receitas provenientes do petróleo. A presidência de Miguel de la Madrid Hurtado (1982-8) enfrentou a queda dos preços do petróleo, uma dívida nacional imensa e uma das maiores taxas de natalidade no mundo. As eleições de 1988 foram novamente vencidas pelo PRI (Partido Revolucionário Institucional), tendo como presidente Carlos Salinas de Gortari, que desempenhou importante papel no programa de pacificação da América Central. O presidente Carlos Salinas deu continuidade ao programa de austeridade iniciado por seu predecessor e, ao mesmo tempo, entrou em conversações com o Canadá e os EUA, que levaram ao Tratado de Livre Comércio da América do Norte, o Nafta, em 1992. Apesar da enorme dívida externa, o México continuou a desfrutar as vantagens de possuir uma forte base manufatureira, auto-suficiência em petróleo e gás natural, além de fazer grandes investimentos capitalistas num moderno sistema agrícola.