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MAR DA ALMA
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A MU SA M A I S BELA
A VI S IT A
DA SO LI DÃO
ABRAÇO
NATALINO ALFAMETRICORRIMADO
AMOR E A P A RÊN CIA
ARCO-Í R IS
DE AMOR
AS RA Z Õ E S DO
AMOR
BUR A CO S N O
CORAÇÃO
CON S O LO
CONV E RSÃO
DEC I S ÃO
DOCE F E I TIÇO
EXO R T A ÇÃO
FLOR- D E- LIS
INÍCIO, M E IO
E FIM
MAR D E E-MAI LS
MINHA A MIGA MA RGARETH
MINH A E S P ERA
MULHER VADIA
NATUR EZA S O LI DÁRIA
NEGRO AMOR
NOS OLHO S O
ENC ONTRO
NOSSO NINH O
D E AMOR
ODE
À RIMA E À MÉTRICA
OD E À
VIDA
PEDIDO
PERDIDO NO CÉU,
PERDIDO NO MAR (máxima marinheira)
QUE ME IM P ORTA
RAIOS DE S O L NO
INVERNO
SANT O AB RIGO
SILÊNCIO
SOB A LU Z DO
AMOR
SONE T O D IDÁTICO
SONETO D O AMIGO
SONETO PROPAROXIBÊBADO
TRAVESSE I R O, COMPANHEIRO
TU EM MEU PEN SAMENTO
UM MAU SONETO A QUEM VIVE MAL
VERSINHOS
NO ODIGO
A MUSA MAIS BELA
Net 7 Mares
Prá
dizer que sinto pena,
Te
pergunto: Ó, Vinicius!
-
E a guria de Ipanema?
þ
Ah! E
o Affonso Romano,
A
desperdiçar seus versos
Co'essas musas
de engano...
þ
E
tu, Machado de Assis,
Passa
já com essas donzelas
De
teus versos infantis.
þ
Vossas
musas são piadas,
E
sois todos réus confessos
De
mentiras descaradas.
þ
A
mais bela do Universo
Não
são essas heresias
Que
quereis mostrar em versos.
þ
Ah!
Sequer, uma loirinha
Tereis
tido em poesias,
Que
se iguale à minha musinha.
þ
A
mais bela do Universo,
Que
é real, portanto, o inverso
Dessas
vossas fantasias.
@@@@
VO LT AR
ODE À RIMA E À MÉTRICA
Net 7 Mares
A
poesia que eu faço
Traz escrito no estandarte:
"Abram alas! Quero espaço
Pra levar, a todos, arte.
Rima
e metro que, em mim, vêem
São os meus procedimentos,
A levar os que me lêem
Às jóias dos sentimentos
As
armas que eu carrego
São simplórias, sim; não nego...
Mas aqueles dois agentes,
Pra
levar à emoção
Um sensível coração,
São mais que suficientes" .
@@@@
VOLTAR
(Inspirada em obra, de igual título, de
Arlete de Andrade)
¡
Vem,
Solidão... Entra e fica.
As
lágrimas já cessaram,
As
dores já se acalmaram,
Só
a saudade futrica
Coisas
passadas, comigo...
Dor e
lágrimas dormiram.
¡
Entra,
sim, mas sem alarde,
Pois
será cruel castigo,
Um
sofrimento sem fim,
Se, a esta hora, tão tarde,
Aquelas
duas despertam...
Tem piedade
de mim!
VOLTAR
Tenho ainda, na
lembrança,
Uma luz tênue e
distante
Que, piscando,
incessante,
Me acenava com a
esperança...
Insinuando, em mim,
certeza
Que o encanto e a magia
Para sempre existiria
Na distante luz acesa.
E, assim, como encantado,
Fui em tua
direção
Para ver verdade ou
não
Em teu amor tão
confessado.
Mas viver é
navegar,
E o mar de calmaria,
Pra virar de rebeldia,
Não tem hora nem
lugar.
Veio então a
tempestade,
Que já era esperada,
A testar, num tudo ou
nada,
Se o amor era verdade.
E, no teste, a tua
exigência
De amar sob
condição...
Não, querida,
não amas não;
Teu amor é conveniência.
VOLTAR
ARCOS-ÍRIS
DE AMOR
Ø
Alicerçado na areia,
De certeza desprovido...
Eis o amor que tenho
visto,
E que em pouco se baseia,
Pois se ampara em um
só sentido:
O da visão, que
falseia.
A este amor eu resisto;
Vez que pouco vai avante,
Pois o belo no presente,
Fica feio mais adiante,
Já que o tempo o
desmente...
Ø
Mas o amor à minha amada
É a certeza no invisível
Que não tem cara nem cor;
Contra ele, tudo é nada,
É eterno, invencível,
É de luz o nosso amor,
Pois da alma minha e dela
É que o nosso amor aflora,
Almas-Sóis que,
‘inda distantes,
Formam um arco de
aquarela,
A trocar luz e calor...
Ø
Eis o nosso amor de
agora:
Eu e ela, astros amantes.
VOLTAR
Y
Ah, meu pobre
coração!
Nem com isso mais
parece...
Tem lanhos de sobe e
desce,
Tem buraco em cima e em
baixo,
Que até os dedos
da mão,
Nos buracos dele,
encaixo...
Y
Mas dos buracos que
padece,
De tanto amor dado em
vão,
Há um só
que me aborrece,
E que a alma não
esquece,
Pois de amor foi feito
não...
Foi de
dissimulação.
VOLTAR
CARTA À MUSA
Net 7 Mares
Não te irrites, musa amada,
Se estanco a ti meus versos,
Ou se os mando tão dispersos,
Que te deixo acabrunhada;
Nem penses que já te esqueço,
Por parecer arredio...
Fica certa: em ti confio,
E o teu amor bem mereço .
Se, de ti, ando afastado,
É que tenho razão forte
Que envolve vida e morte,
A manter-me atarefado.
Não falo da morte à toa
Que acomete os de má sorte;
Eu falo é de outra morte:
Daquela que n'alma ecoa
Em poemas indigentes,
De poetas da indolência,
Onde, em versos sem cadência,
Rima e metro estão ausentes.
Ah! Sem esses componentes,
A alma vai sufocando
E, sem voz, vai definhando
Nas letras inconseqüentes
De gente "nariz pra cima",
Que se mete a poeta,
Mas que escreve e não completa
Nem sequer um par de rimas.
É gente que desconhece
Que'alma vive de poemas
Bem rimados nos fonemas,
Onde a emoção floresce.
Ou gente fazendo graça
Para amizades reles,
Aplaudindo, em URLs,
A poesia em desgraça.
Contra isso luto e clamo
E aqui vou pelejando,
Ainda que me afastando
Da musa que tanto amo;
Pois, com a alma assim ferida
Pela poesia torta,
Hei de ver-te, musa, morta,
E, sem ti: — Adeus, ó vida.
@@@@@
VOLTAR
Q
Perto de ti... Ah! Como
eu quisera...
Num átimo de
emoção incontida,
Abraçar-te forte e
envolver-te, querida,
E, assim, banir o que te
desespera,
Extirpando de ti essa dor
sofrida.
Q
Perto de ti... Ah! Como
eu quisera,
Olhos nos olhos, dizer
que 'inda há vida,
Que por mais dor alguma
serás perseguida,
Que por mim nunca mais
haverá espera,
E que a paz
voltará e será mantida
Q
Perto de ti... Ah! Como
eu quisera...
Dizer que, agora, daremos
partida
Para um novo caminho, a
curar tua ferida,
E, envolvida em carinho e
ternura sincera,
Encontrarás, em
mim, tua força perdida.
CONVERSÃO
É ã É
Vejo um anjo na promessa
Do teu nick reticente,
E uma imagem envolvente,
Aos meus olhos, vem, do
nada;
É ã É
Deste nada material
Que a Internet dá
à gente,
Construindo, em minha
mente,
Outro alguém a mim
igual.
É ã É
Muito, então,
conversaremos;
Animados,
eloqüentes...
O que sinto? O que
sentes?
Por aí,
começaremos...
É ã É
Devagar, ir-me-ei
despindo
Dos meus véus
interiores,
Para que vejas as cores
Do que buscas,
insistindo.
É ã É
E no avanço da
conversa,
Aos poucos, te
desnudando,
Em mulher vou
transformando
Aquel’anjo da
promessa.
DECISÃO
É
Eu devia ligar para ti...
eu devia,
Pra dizer que não
sais mais de minha cabeça,
E que é
inútil tentar a que não aconteça
De te ver ao meu lado no
meu dia-a-dia.
É
Eu devia ligar e dizer
que eu devia
Era ter engolido tuas
brigas vazias,
E as imagens ruins que de
mim tu fazias,
Vendo um monstro em mim
que não há, nem havia.
É
Eu devia ligar e dizer,
mas não ligo,
Pois - tu sabes - mentir
para ti não consigo
E, se ligo, estaria, ali,
pressentindo
É
Que, ao ouvir teu
"Alô! Como vai? Tudo bem?"
Meu orgulho não me
iria deixar ir além,
E ao dizer "Tudo
bem", eu estaria mentindo.
Þ
O que é que me
envolve em tão doce encanto,
Afastando-me, assim, da
rotina diária?
Na inicial, já
não vejo as notícias do dia,
E nem mais vou à
page que me embevecia...
Foi chegando, chegando de
forma arbitrária,
Invadindo minh'alma e me
enchendo de espanto.
Þ
O que é que
encobre, assim, como um manto,
Essa minha
existência demais solitária?
Devolveu-me aquilo que
outrora eu sentia,
Quando o amor me fazia
ver só poesia,
E, amando, eu vivia a
existência hilária,
Estampada na face alegre
de um infanto.
Þ
Há de ser da tua
voz sensual o convite?
Ou teu lânguido
gesto à cabeça volvida,
Num trejeito gracioso,
tentando ajeitar
Os cabelos revoltos na
brisa do mar?...
Que será que, em
ti, me enfeitiça, querida,
Pra eu viver, como vivo, esse
amor sem limite?
Poetas,
atenção! Pegai em armas!
Ouvi! Há um dos
nossos em perigo.
Sabeis que um apaixonado
é nosso amigo,
E a nós pertencem
todos os seus carmas,
Suas dores e todos os
seus castigos.
Munamo-nos da arma
poderosa,
Capaz de fulminar seu
inimigo.
Mas, antes, escutai o que
vos digo:
A musa dele posa de
orgulhosa,
E nele nem sequer mais
põe a vista,
Negado-lhe os louros da
conquista;
Não é, no entanto,
a musa espinhosa
O mal que o leva a tanto
pôr-se em pranto.
Ainda que se negue a
ouvir-lhe, a insana,
E diga que não
vê mais nele encanto,
Lançando em
sofrimento o amado irmão,
De sua boca, apenas,
é que emana
O mal que se instalou no
coração.
Aqui, irmão,
está nosso amuleto,
Que marca-nos perante a
Poesia;
Verás o que por ti
ele fará...
Eu falo é do poder
de um soneto;
Aplica-te a um, com
maestria,
Que a tua musa, ao ler,
se renderá.
VO L T AR
FLOR-DE-LIS
Z
Te quero comigo, como eu
sempre quis,
Para, tendo-te presa,
envolta em meus braços,
Despir teus pudores com
gestos devassos,
Decidido a busca meu
troféu Flor-de-Lis;
Z
Preencher com
volúpia os cantos e espaços
De teu corpo, a fazer-te
minha meretriz;
Ler nos teu olhos o que a
boca não diz;
Romper teus tabus,
desatar-te dos laços
Z
E, submetendo-te a
estranhos compassos,
Flagrar em tua face o
róseo matiz
De ver-se rainha em poses
servis,
Z
Por mim conquistada nos
tons violáceos
Das marcas dos beijos em
pontos esparsos...
Flor despetalada, vencida
e feliz.
I
Branca mulher, pele cor
de marfim,
Teus cabelos negros,
esvoaçantes,
Cobrem, sutis, teu rosto
bonito,
A dar-te um ar de
mistério sem fim...
Teus lábios rubros
nos levam além,
Daqueles sonhos, aos
mais fascinantes.
Nos olhos negros, um
quê de infinito...
Mas falta-te o que minha
amada tem...
II
Morena altiva, de rosto
expressivo,
Teus seios que empinam por
sob a blusa
Têm, para o pecado,
eficaz parceiro:
O bumbum que tens,
tão bem esculpido.
Tu és dos poetas a
grande musa,
Que, quando te vêem,
se curvam em "amém"
E encanta a todos teu
jeito faceiro...
Mas, tem, minha amada,
bem mais e além.
III
Loura que brilha, qual
raio de luz,
Tens olhos azuis que
magnetizam
À queles que ousam
fitá-los de frente;
Na voz, encanto que a
todos seduz,
Todas as roupas te caem
tão bem...
Poucos, aqueles que
não ruborizam
Se alvos são do
teu olhar eloqüente...
Ora! Mi’amada bem
mais que isso tem.
IV
Podeis perguntar-me,
até com razão:
"Que tem tua amada
eleita, afinal,
Que justifique este teu
contestar?
Serão as demais
somente ilusão?
Contr’elas,
declamas com destemor,
Mas, das tuas
razões, nenhum sinal"...
Pois digo a vós e
a quem mais perguntar:
Quem ama não sabe
as razões do amor.
è
Não sei mais o que
é verdade...
É o que eu digo, e
digo tudo...
Terei errado, de novo,
Produzindo tempestade,
Neste amor tão
absurdo?
è
Recolhido, feito um
pinto,
Encarcerado num ovo,
Não me mexo e fico
mudo,
P'ra não falar do
que sinto,
Já que, em falar,
não resolvo.
è
Minha cabeça
dói... Por quê?
Dói, de tanto
bicar casca,
- Casca dura como um
escudo -
Descansa, agora, em
mãos juntas...
Abrir a casca p'ra
quê?
è
P'ra enfrentar fria
nevasca
Na branca casca e em
tudo?
Fiquem em branco as
perguntas,
No "p'ra
quê" e no "por quê",
No branco da covardia...
è
Ficarei –
não mais me iludo -
Dentro do ovo, sim,
E deixarei a apatia,
Ir se apossando de mim,
Até pôr-me
mudo e mouco,
è
E que importam as
respostas
Às perguntas que
eu fazia?
Já não
importam nem um pouco,
Pois sou grato, de
mãos postas,
Liberto do
precipício,
è
ÀquELE em quem
tanto creio,
Por não me
importar mais, enfim,
Se o amor nasceu no
início,
Foi minguando pelo meio,
E, agora, chega ao fim.
J
Milhões de e-mails
vejo
no meu mar,
Delícia no
horizonte a se perder...
Meu Deus! É
impossível todas ler!
Pois deste a mim, de
olhos, só um par.
J
Já sei o que fazer
na emergência:
Lerei, primeiro, aquelas
de urgência,
Que vêm da musa que
é minha paixão;
Depois, vou separando as
poesias,
J
P'ra mais adiante ler
co'o coração,
Ainda que, a isso, eu
leve dias.
E às outras musas
vou pedir perdão
J
Por, sem querer, fazer
descortesias,
Ferindo-as com a maior
das heresias:
De ser chamado e
não dar atenção.
VOLTAR
å
Continuo, só, na
espera...
É mais um dia
vazio,
Mais um inverno sem frio,
Um sem flor na primavera
å
Vazio sem agonia
Na espera resignada;
Um tudo cheio de nada,
Sem dor e sem alegria.
å
Mas nem toda espera
é vã,
E, por mais que seja o
afã,
Sem espera não
há bom vinho,
å
E por ela é que
caminho,
Na busca pelo sabor
Da embriaguez de um novo
amor.
VOLTAR
Û
Cai a chuva... Cai
lá fora
E estilhaça em
minha vidraça...
Chuva que só piora
A solidão que me
abraça.
Û
O silvado que entoa
Um intrometido vento
Traz um canto de lamento
Que em minha alma ecoa...
Û
E as gotas derramando,
Na janela
embaçada,
São a cópia
consumada
Dos meus olhos,
marejando.
Û
Vou, assim, mal
suportando
Essa dor de uma amor
sofrido...
Nunca me dou por vencido,
Contra a dor vou
pelejando,
Û
E, na luta contra o
horror
D'em teu amor, não
ver certeza,
Vou vendo na Natureza
As lágrimas da
minha dor.
VOLTAR
NOS OLHOS
O ENCONTRO
N
Olhos nos
olhos... Nos encontramos...
Não como das vezes
do cotidiano,
Mas qual paralela e
meridiano,
Que podem encontrar-se na
curva ou na reta,
Em milhões de
pontos comuns de um plano.
E num desses pontos,
assim, nos olhamos:
Um olhar de busca e
sofreguidão,
Que, embora tão
pleno, não se completa..
E, no incompleto, nos rebuscamos,
Na busca por mais e mais emoção...
N
Mãos que se
buscam, se entrelaçam,
Nossos corpos se
abraçam,
Minha boca te busca sem
direção...
Eis que, olhos nos olhos,
de novo;
Agora, o olhar é
de puro tesão...
Minhas mãos te
alisam,
Teu corpo eu movo
Por sobre meu corpo em
suave torção;
E, assim, te tenho em meu
peito a cabeça,
Teus seios premidos de
encontro ao meu plexo...
E o bumbum empinado,
submetido
À minha mão
que o percorre, calma e macia,
Cujos dedos, num amasso
carinhoso e medido,
Orientam o encontro do
teu com o meu sexo,
À mistura de carnes,
paixão e magia.
N
Tua face, agora, bem
próxima à minha,
Se volta, em busca do
encontro maior:
Dos olhos nos olhos, na
expectativa
De, agora, ser tudo:
ativa e passiva,
De ser possuidora e
possuída,
N
Chegamos, então,
à carnal conjunção:
Meu sexo rijo em teu ser
avança,
Explorando teus templos
intumescidos
Ocupando espaços,
tal e qual uma lança,
Que te inunda de amor,
mel e emoção,
Em meio a sussurros,
"nãos" e gemidos;
Lábios molhados,
beijos mordidos...
N
Cerrados, enfim,
perdidos,
Em mil sonhos envolvidos,
Olhos nos olhos...
Não mais...
Compõem, agora,
somente um corpo,
Dos dois de amor
consumidos...
E... Os olhos?
Agora, não
olham... Sonham em paz.
VOLTAR
J H
A Pousada onde estivemos,
Na Ilha, não
há mais bela!
Nome: Porto Girassol...
Que pintura de aquarela!
Nosso ninho, onde vivemos
Emoções
nunca sentidas;
Ali, fomos Lua e Sol
Num eclipse de vidas.
J H
Ah! Se alguém
disser: "duvido
Desse presumido
encanto",
À Pousada eu o convido;
E, ao chegar, lá,
no recanto,
Vai prostrar-se em
louvor,
Quando ver que ainda
resta,
No ar, o clima de festa
Das nossas noites de
amor.
(Em memória de Elizabeth,
ex-esposa)
Z
É preciso viver, apesar de
tudo...
Apesar de saber que
só há certeza
Do encontro com a dor,
agonia e tristeza,
À espera de todos
num fim absurdo.
Z
Viver, sim, é
preciso, apesar de tudo...
Vivendo a ilusão
de se achar protegido,
De sentir-se, entre todos,
o mais ungido
Na trágica
graça de um falso escudo.
Z
Viver uma vida que
não se concebe
Ser trilha de lutas, que
leva ao nada
De uma despedida, e
ninguém percebe
Z
Que a morte é
porta para novas vidas,
Circuito infinito de
vindas e idas,
Mistério sem marcas de início ou chegada.
VOLTAR
PEDIDO
-
Preciso
já duma graça,
—
Dai-me, Deus, por merecer —
Pois preciso arrefecer
Prá
suportar a desgraça
De,
por mais força que eu faça,
Não
conseguir te esquecer...
-
Confessa-me
um passo errado,
Um
mal feito abominável,
Alguma
coisa execrável
Que
tu tenhas praticado,
E
que torne vulnerável
Esse
amor tão desbragado.
-
Se,
atendido, me levanto
Dessa minha penitência;
Mas, seu eu não tiver clemência,
Hei de recolher-me a um canto,
A morrer por tua ausência,
Para em ti viver no entanto.
@@@@@@@
VOLTAR
C
Que me importa o
silêncio sombrio da
Noite,
Que me envolve em seu
manto sem luz e
Sem cor?
Que importância
há de ter eu estar só
Comigo,
Sem poder partilhar o meu
vinho com um
Amigo,
Ou de ter com alguma uma
noite de
Amor?
Que me importa, enfim,
esses lanhos do
Açoite
Que fustigam minh'alma
esse tanto
Ferida?
Se os raios de luz
trazem, ao meu
Monitor,
Pequeninas
porções de minha musa
Querida.
C
VOLTAR
×
Vejo
sombrios matizes
Neste amor tão dolorido,
Que mais dor tem recolhido
Do que momentos felizes...
×
Nas
promessas de mudanças
Quero crer, mas não consigo,
E de estar, enfim, contigo,
Disso só tenho lembranças.
×
Nem mais
tenho a expectativa
De ver e-mails de amor,
Transmudando em calor,
De coisa real e viva...
×
De
não sentir mais o frio
Da tua presença ausente...
Ver teu amor mais eloqüente...
Qual? Nem nisso mais confio.
×
Neste amor
de sofrimentos,
Vejo, enfim, poucos momentos
De felicidade plena...
– Raios de sol no inverno –
×
Que nem sei se vale a pena
Tanto fel, tão pouco mel:
Amargar meses de inferno
Por uns momentos de céu.
VOLTAR
SANTO
ABRIGO
(Em
homenagem à cidade de Santa Maria-RS)
Tantas águas
naveguei,
Tantos portos percorridos...
E às mulheres que
encontrei
Nas cidades onde eu
andava,
Postei olhos e ouvidos...
Tudo em vão... Não
te encontrava.
Mas, um dia, algo
acontece,
Quando numa igreja
entrei:
Ao pedir por ti, em
prece,
A uma Santa no altar,
E em Seus olhos encontrei
Palavras a me confortar:
"Deixa estar, filho
querido;
Mas não é
chegada a hora
De atender ao teu
pedido...
Ela há de estar
contigo,
Tanto quanto está,
agora,
Protegida em Meu
abrigo".
Que abrigo que eu
não via?...
Cheguei a pensar comigo
Que a Santa prá
mim mentia...
Mas tanto disse a
verdade,
Que até nome tem o
abrigo:
O nome da tua cidade.
VOLTAR
Poeta, avia! Desperta
E põe mais de tua
atenção,
Quando leres a
lição
Da poesia mais certa.
Se é que existe
inspiração
Descendo em tua mente,
Dize, em versos, o que
sentes,
Mas, dize-o co'o
coração.
Evitar o passo manco,
Rimar embaixo e em cima,
Já é boa
melhoria,
Mas preciso, a ti, ser
franco:
Não basta
só metro e rima,
Num texto, pra ser
poesia.
VOLTAR
d
Amigo é o que
está sempre contigo
Nas horas de sorriso ou
de dor;
É o abrigo que, no
frio, dá calor;
O escudo que te livra do
perigo.
d
Na luta contra o mal que
em ti reside,
É o teu
pedaço bom dentro do peito,
A quem, na luta, ofendes
num mal -feito,
Mas sabes que, dali,
não vem revide.
d
O amigo não tem
sexo ou origem,
Idade, raça ou
endereço certo,
E pode ser, até,
um "joão ninguém",
d
Mas, se precisas, ele
está por perto;
É a
solução das dores que te afligem,
Pedaço de
tu’alma em outro alguém.
VOLTAR
ã
Perguntas-me
se te amo...
Seria fácil responder
Sobre o amor que a ti proclamo?
Fácil, sim, seria mesmo,
Mas não quero responder
Como tantos dizem a esmo.
ã
Quero, sim,
dizer "te amo",
Mas não sei como dizer,
Pois, quando por ti eu clamo,
Quem me escuta é o travesseiro
Que, sem mais poder fazer,
Tenta ser mais companheiro:
ã
Em noites
tão mal dormidas,
Para minorar-me as dores
De um coração que não agüenta
Mais ausências tão sofridas,
O meu velho travesseiro
Quer me consolar com flores,
ã
E de lágrimas se alimenta,
Para virar-se em canteiro.
VOLTAR
UM
MAU SONETO A QUEM VIVE MAL
m
Quem
vive esta vida que estamos vivendo,
Correndo pra cima, pra baixo e pros lados,
A ver se é possível ganhar uns trocados,
Verá que, em vida, viveu foi morrendo,
m
Morrendo
no sonho não completado,
Nas coisas perdidas, nos seus desalentos,
Nos longos suspiros soprados aos ventos,
Nas lágrimas vindas de um amor acabado.
m
Verá
que viveu, em vida, perdido,
Pois não preencheu a sua vida vazia
Nem com o dinheiro mal ou bem ganhado;
m
Igual
a um poeta mal inspirado,
Que escreve um soneto, este, mal construído,
De rimas pueris e mal metrificado.
VOLTAR
TU EM MEU
PENSAMENTO
®
Com meu
pensamento por ti tomado,
Em vez de creme, pasta
dental,
Esfreguei na face,
tão distraído.
Ao banho, espuma no olho
fechado...
Mas, 'inda assim, vi-te
sob o portal,
E o meu sabonete acabou
perdido.
®
Em vez da toalha, usei a
camisa,
A ver se enxugava a
cabeça molhada.
A cueca, eu ia vestindo
do avesso...
Por sorte, o
anjo-da-guarda me avisa:
- Se tu recolocas
peça usada,
Terás que, ao
banho, voltar do começo.
®
Já na cozinha, o
café preparando,
Te encontrei, graciosa,
toda sorriso...
Olha o que deu, como
resultado:
Odor de sabão no
queijo fritando,
Ovo queimado, e mais
prejuízo
No café
intragável de tão salgado...
®
E p'ra completar a
desdita minha,
Ao pedir ajuda à
vizinha do lado
- Veja a que ponto estou
apaixonado -
Berrei por teu nome ao
chamar a vizinha.
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+
Veja que luz sobre
nós, querida!!
Luz que, de intensa,
paralisa, seduz
E nos deixa, assim,
tão espantados
E, ao mesmo tempo,
extasiados...
Luz de origem
desconhecida...
Por que tudo pára
no avanço da luz?
Seremos, por ela, juntos,
sugados?
E para onde haveremos de
ser levados?
Fiquemos, então,
bem abraçados,
Pois, se luz é o
que vem, não é morte, é vida,
— O escuro é
a morte, almas vencidas —
E assim,
abraçados, corpos comungados
A luz arrebata dois
corpos somados
Que, enquanto se elevam
em lenta subida,
Se amoldam um noutro, a
poder do calor,
A fazer, de dois corpos,
um só transformados,
Almas reunidas na luz do
amor.
+
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MINHA
AMIGA MARGARETH
No caminhar pela vida,
Muitas coisas vão
ficando
Pelo caminho, perdidas...
Coisas sem grande
importância
Que a gente vai
descartando:
Aqui, deixei a
intolerância;
Ali, mágoas
recolhidas,
Embrulhadas na
arrogância.
Manter tais coisas
às costas,
Com o corpo, assim,
vergando,
Só às
pedras e ervas daninhas
Do chão a
visão converte.
Não se vê o
sol raiando,
Nenhuma maravilha, das
sete...
Nem luzes que brilham,
sozinhas,
Como a amiga Margareth.
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SONETO PROPAROX IBÊBEDO
A
bela madeirense, em seu sorriso esplêndido,
Deixou-me
entusiasmado, eu, poeta mísero
Que,
crente neste amor tão longe, oceânico,
Vislumbro
u'a Madeira próxima e íntima.
E,
amando-a, não arredo os olhos do Atlântico,
Pois,
quando o sol se põe em rubros raios fúlgidos,
Desenha-me,
no céu, em cor e em linhas nítidas,
Imagens
que alimentam o sonho em meu espírito.
O
astro rei aquece o meu sonhar onírico,
Trazendo-me
a musa envolta em raios cálidos,
Que,
em beijos, me embriaga e lança-me em êxtases;
E,
ao fim, num panorama plácido e lânguido,
Na
areia, jaz, inerme, um poetaço bêbado,
Enquanto,
no horizonte, o sol se esconde, cínico
.
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MULHER VADIA
Nunca mais serei bom
moço
— Vida de
glória vazia —
Eu quero o amor sem
esforço;
Eu quero a mulher vadia.
Agora, só quero o
esboço
Do amor que, antes,
queria...
Marcar a bunda e o
pescoço,
Eu quero, da minha vadia
Cansei de esperar em
vão
Por aquele amor completo
Que só existe em
poesia;
Se sou luz e ela é
inseto;
Sejamos, mas,
solidão,
Não viverei com a
vadia.
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PERDIDO NO CÉU, PERDIDO NO MAR
(máxima marinheira)
Em resposta à homenagem do amigo e poeta Nathan de
Castro.
Dizer que uma honraria
enobrece
A quem concede e a quem
receberá,
E que jamais
alguém o feito esquece,
É o mesmo que
jogar água no mar.
Mas, se é em
letras a exaltação,
Elaborada, toda, em
poesia,
Lembrando o mar e a mim
em louvação,
Ungindo-me com a luz da
astronomia,
Palavras se embaralham em
minha mente
E, por não ver, em
mim, merecimento,
A minha alma cala na
emoção.
Me perco em céu e
mar, completamente,
E emudeço no
agradecimento,
Porque boca não
há no coração.
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Negro Amor
(Najah ÐL® e Net 7 Mares)
Enquanto divido meu homem
com ela,
eu canto o samba do
"Eu gosto. Me engana".
Sei bem que ele anda
atrás da cadela,
Mas passo por boba a ela
e ao sacana,
Pois, quando ele abre as
pernas da bisca,
Fecho as janelas do meu
coração,
Mas deixo-lhe, à
vista, sempre a mesma isca
que, em mim, reconhece:
latente tesão.
Assim, vou levando-o na
marra e na raça,
Pois sei que, um dia, eu
ganho essa luta.
Não diz, mas
quando me beija e me abraça,
Eu sinto que ela
é, apenas, sua puta.
Um dia, hei de
tê-lo somente pra mim
— Momento que tanto
espero e espreito —
E, juntos, veremos, da
peça, enfim,
no palco, os atores que
eu tinha no peito
E que interpretaram,
tão bem, minha sina
na ópera-bufa de
enganos e tombos,
onde o garanhão, na
história, termina
com lanhos na alma, em vez
de no lombo.
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SILÊNCIO
Net 7
Mares
Há o
silêncio do medo
E, também, da
ignorância
De quem não sabe a
distância
Que há entre o
triste e o ledo.
Há o
silêncio que fala
Em olhos embevecidos.
E o silêncio dos
vencidos,
Que não têm
direito à gala?
Há o
silêncio da morte,
Da dor, da
desesperança...
Há o
silêncio da criança
Que não tem, na
vida, um Norte.
No político
solerte,
O silêncio
está ausente,
Mas, quando se faz
presente,
O silêncio
compromete.
@@@@@
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ABRAÇO NATALINO ALFA-MÉTRICO-RIMADO
Net 7 Mares
A primeira no alfabeto do Ateneu é a Arlete,
T endo quinze outros nomes, a Celinha é a seguinte;
E m terceiro, eu, Capita, que, a viver pintando o sete,
N a cabeça, tem orelhas que a Cris trata com
"requinte",
E a Elane, sua afilhada, que não vê nisso um mal,
U sa o coração e a mente pra pensar só no
Faiçal
F ica Fátima na estrofe que tem “F” de feliz
E , embaixo dela, o Ferro, que é fera no cordel
L uta com o Mestre Cula: versos do mais doce fel...
I mpedidos de brigarem — Quero paz! — Kika lhes
diz.
Z ombarias, nem em versos — soneteia aos dois, Nathan
N o prosar que admiro, vem a Olga. Sou seu fã.
A tenta à métrica, a Sandra alerta que faltam
três;
T , no acróstico, é de Teca, e, antes que me
falte espaço,
A diciono a Watfa ao fim e, antecedida por Valdez,
L igo todos nos meus versos pra caberem em meu abraço.
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VERSINHOS NO ODIGO
A TROCA
Sei que vou correr
perigo,
Mas ainda encontro um
jeito...
Ao clicar no link
"ACEITO",
Pra no Odigo estar
contigo,
Tiro o
coração do peito
Mandar a ti pra ver,
co'efeito,
Tu, a mim, vindo n'Odigo.
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BEIJOS FLORIDOS
Se eu estivesse mais
pertinho
De você com esse
carinho
Que acompanha o meu amor,
Mais florido o teu
caminho
Poderia eu compor,
Transformando meus
beijinhos,
Cada qual em uma flor.
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GOTINHAS
Navegando no meu barco,
Na Internet, li, um dia,
Que essa tal felicidade
São gotinhas de
alegria...
E, hoje, delas me
encharco
-Que felicidade a minha!-
Pois, embora bem
distante,
Vejo que isso é
bem verdade,
Quando vejo, exultante,
Minha musa na telinha.
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EM PERIGO
Breve me verei ferrado;
Não estarei mais
navegando...
Norton desatualizado,
Todo o tempo me avisando
Que estou sempre em
perigo
Com anexo nocivo...
É que quando o micro eu
ligo,
Não há
outro objetivo:
Carregar só o
Odigo,
Prá estar sempre
contigo.
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COMPENSAÇÃO
Ah! Eu sofreria, sim...
Muito mais do que eu
penso,
E, talvez, não
suportasse,
Quando o micro eu
ligasse,
Para ter-te junto a mim,
Não tivesse tua
presença
Pois é nela que
compenso
Minha solidão sem
fim...
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FRUSTRAÇÃO
No peito sinto a
pressão:
Lamentos do
coração...
Além disso, o desalento
E
a sensação de castigo,
Por não
alcançar meu intento...
Acontece isso comigo,
Diante da
frustração
De não te ver
no Odigo.
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MANHA FELINA
Embora
me maltratando
E, como
rebelde menina,
Fazendo
pirraça comigo,
Minha
musa nem imagina
Que,
mesmo se rebelando,
Com
tanta manha felina,
Vai
por mim se apaixonando,
Lendo
meus versos no Odigo.
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ODIGO E O SUCO
Odigo,
meu velho amigo,
Companheiro
de jornada...
Te
encontrar foi grande sorte...
Tantas
coisas tu me deste!!
Navegando,
então, contigo,
Me
deste minha musa amada,
Amigos
do leste ao oeste,
Desde
o Sul até ao Norte.
Preciso
de ti, me escuta:
Minha
amada está sedenta,
Tão
fraca, que não se agüenta...
Leva
prá ela e converte
Meu
arquivo "Suco_fruta".
DEPOIS...
Odigo,
cabra safado,
Que
fizeste com o arquivo?
O
arquivo "Suco-Fruta"
Que
mandei, esperançado...
Arquivei
com tanta luta
E
você, filho da puta,
Com
cara de prestativo,
Pega o
meu arquivo e some.
Minha
musa, tão tristonha,
Se
acabando em sede e fome;
E tu,
com o ato lesivo,
Me
matando de vergonha.
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PRESENTE DIFERENTE
Enquanto,
esquecido da vida,
Pela
musa vou esperando,
Aos
botões, vou perguntando:
Como
deixá-la contente?
"Não
complique, seja prático",
Diz o
botão mais simpático,
"Olhando-a
nos olhos, de frente,
Diga:
Eis, minha musa querida,
Meu
coração de presente".
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A ESPERA QUE MATA
Cada
minuto de espera
Por
você na minha tela
É
uma lágrima escorrida
Que,
qual cera derretida,
Se
alonga em mim, vela,
Consumindo-me
a vida.
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