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MEU AMOR INFINITO |
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Guardo para ti carinho de madrugadas de todos os crepúsculos todo o tempo que te procurei
no horizonte por detrás do nevoeiro que cobria o mar inteiro Guardo para ti tudo que senti em noites de
horas mortas relógios cristalizados por
minhas lágrimas nosso amor de antes e a pureza de nossos corações acabados de desabrochar Não deixo de te amar Guardo para ti tudo que sinto momentos intérminos junto de
ti e o silêncio de meus gritos
em letras pensamentos entregues ao mar
de areias finas em longas praias desertas
Estávamos os dois
tu eras o mar
cálido transparente e sem mais ondas
Ficavas ali quieto acariciavas-me
os pés meigamente Em
redor de mim nem
o vento Só
te sentia Pedaços
de ti eram
as vozes e o saltitar na praia dos
filhos que eram meus Se
se atiravam em alegria nas águas mansas o
mar borbulhava eram
palavras de ti Guardo para ti tantas noites d'África
penetradas de batuques dias sem mais remédio no
meio da selva tempos de guerra e os batalhões em que te
procurava Todas as fardas eram verdes como a esperança de
encontrar-te Guardo para ti noites brancas à procura de
ti no deserto Encontrava a Welwichia
Mirabilis
Sabes que me abraçava As gazelas corriam diante de
meus olhos eu seguia-as e às miragens A melodia da chuva nos
telhados acordava-me em noites quentes noites d'água derramadas em
sonhos sonhos cristalinos derramados
suavemente na almofada chave de meus segredos Sentia um certo medo Não sei se de encontrar-te se de perder-te Meus pensamentos eram um
paradoxo meus sentimentos uma certeza a chave de meus sonhos sempre
igual e a certeza da porta que
queria abrir Descansava-me em viagens
silenciosas sempre encostada no teu ombro por entre palmares de
avenidas verdes ou no silêncio dos cafeeiros
em flor cujo perfume me penetrava como o amor de ti Guardo para ti horas e horas de indecisão meu receio de procurar-te a imensidão de dias
carregados de dúvidas meu tormento de não saber
que fazer Rios derramados de enxurradas chama antiga de meu amor
calado a sede de entusiasmos na ânsia de esquecer-te meu pranto desesperado de
horror O sangue ardia-me nas veias da alma escorria-me saudade e
ânsia Quantos soluços Quantos desesperos
Acho-me melhor assim
olhando o longe
os prados
as gaivotas poisadas no calhau
os barcos que partem
os gestos da paisagem
os gritos das ondas na amurada
Vou indo
minha agonia em brasa
o mar orvalhado de noite
minha vontade de ficar com ele
carpindo nossas mágoas de distância
no doce silêncio de tudo te dar Guardo para ti todas as letras sem resposta o doce sentir de quando me
chamas as palavras que não digo mas que tu sentes
Guardo para ti longas tardes de solidão deliberadamente passadas
junto de ti sem saber onde tu estás Tudo guardo para ti Nosso silêncio cruzado de
pensamentos nossas mãos derrubadas de
ausência cada momento que nos demos o carinho que nos damos Guardo para ti MEU AMOR INFINITO
1988/03/13
Cremilde Vieira da Cruz
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EMBRULHO |
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Embrulhei-me num
embrulho fiquei assim
embrulhada quis desfazer o
embrulho e fiquei mais
embrulhada Pus o embrulho
num canto perdi o canto do
embrulho fiz de tudo uma
embrulhada perdi até o meu
canto ficou dentro do
embrulho Ando assim
desesperada à procura do
embrulho de campainha na
mão subo escada desço
escada chamo chamo pelo
embrulho espreito pelo
corrimão vejo só uma
embrulhada
1987/02/03
Cremilde
Vieira da Cruz
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| NO CAMINHO | |
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Falo
com o caminho, Com
as pedras... Os
eucaliptos sobrepõem-se, Falam
alto, E
há um buzinar de carros, Que
me fere os tímpanos. A
poluição dos escapes Provoca-me
arrepios, Assim
como o silêncio das luzes Que
se apagaram ao amanhecer. Há
vozes nos escaparates do muros, Mas
não falam comigo, Falam
com as silhuetas esguias dos coqueiros Que
se elevam ao céu. Deixei
apodrecer os frutos Daquele
Setembro de marés verdes E
caminhei sem nexo Pelos
pensamentos grávidos de heresias. Sinto,
todas as manhãs, O
sopro da esperança, Porém,
o crepúsculo desce sem voz E
sem corpo duma palavra. Quando
imagino as onze horas, De
braços dependurados no vazio, Olhos
nas chaminés de tijolos fendidos E
viajo para norte a sós comigo, Guardo
na gaveta as flores de primaveras azuis, Nego
a existência do sol no corpo da verdade, Esmoreço, Sinto
fome, Sinto
sede. Olho
o pão, Olho
a água, Olho
aquela maçã azul... Não. Não
é essa fome que sinto. Não
é essa sede que sinto. Sinto
fome, E
sinto sede, Das
chuvas daquele Setembro que inventei, Aquele
Setembro de marés verdes.
1989/09/21
Cremilde Vieira da Cruz JURAMENTO
Pintavas
mitos No
barro da onda. No
espaço compreendido Entre
um mito E
outro mito Existia
a verdade, Enigma
de tuas horas de Setembro. Cheirava
a flores murchas De
outonos anunciados há séculos, Mas
não querias acreditar nas águas E
continuavas, continuavas... Pintavas
mitos no barro da onda. A
tarde era um nome negro E
tuas mãos cansadas Estendiam-se
na senda de cabelos verdes Repousados, Mas
sem uma palavra clara. Era
a hora prolongada De
fogo extinto Sem
que te desse nada Senão
o frio a roer o tempo No
caminho sem paisagem. Acendeste
então um grito Em
teu coração devastado E
juraste que, Havias
de vencer a hora.
1989/06/25 Cremilde Vieira da Cruz
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| O TEMPO URGE | |
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O
tempo urge e
nesta manhã sem horas quase
me assusto porque
cada hora quase sem minutos desaparece
sem me dar conta Eu
sei que tenho um séqüito de inimigos que
pretendem cortar-me o tempo mas
o meu magnetismo afasta-os É
isso que eu quero e
quero amar cada vez mais os amigos correr
de mãos dadas com eles contra
tudo contra
o tempo A
hora é curta mas é grande porque
eu quero assim e
hei-de vencer vencer
o tempo vencer
os inimigos amar cada vez mais os amigos Cremilde
Vieira da Cruz
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UMA AMIGA (O) |
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Esteja onde estiver, em qualquer lugar, nada nem ninguém me é perfeito. Fico triste, porque não sei amar. Sinto enorme angústia no meu peito. Não sei que nome me darei! Escorrem-me páginas e páginas, Quero saber tudo que não sei, Mas desespero e verto lágrimas. O vento adormece na colina, O sol transparece lá no alto, Esqueço que deixei de ser menina Neste dia que meus sonhos exalto. E tu, ó flor que tanto exalas? Se hoje em teu peito há ansiedade, Apega-te a vera esperança; não te cales! A esperança é, em parte, felicidade. 1988/07/09 Cremilde Vieira da Cruz
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FERNANDO
PESSOA
Partiste
deixando-nos
obra imensa
imensa
em tudo
valor
que se não avalia
valor
sem preço
valor
em letras
Partiste
como
quem parte ignorado
mas
deixando profundo rasto
Assim
te não perdemos
e
um século passado
falas
para nós
falamos
de ti
Falas
para nós
como
quem fala claro
e
bem se entende
Falamos
de ti
como
quem fala de alguém
que
se venera
O
tempo não tem limite
nem
tua memória
Teu
saber não tem fronteira
nem
quanto nos deixaste
Tua
poesia
Só
dum Pessoa
1988/06

..........
Então
um
orgulho enorme
invadiu
minha existência
uma
sensação de claridade
escorreu
de meus pensamentos
Ó
sol do meio dia
feito
de raios cor de fogo
deita-te
nos campos
e
faz crescer os trigueirais
Abraça-me
de luz
e
faz com que meus olhos vejam com clareza
Quanto
observo e se me apresenta nublado
porque
o sentir me branqueia as forças
e
faz-me perder a razão
Ó
sol de qualquer hora
acode-me
nestes sonhos que tenho
para
que não caia nos braços da rudeza
do vento
e vá
com ele semear tempestade
1988/06
O céu
chove desbotado
Basta
olhá-lo de longe
e
num momento
tinge
meus olhos de solidão
e
melancolia
A
brisa faz-me lembrar o anoitecer
a
dimensão da penumbra
que
invade meu coração
e
me faz entristecer
Há
uma aragem que me fascina
quando
desce pela colina
e
num afago quase terno
me
faz olvidar este inferno
1986/06

QUE
SERES SERÃO?
Magoa-me
a rudeza de certos seres.
Que
seres serão?
Afronta-me
sua insensibilidade
e a
falta de respeito pelo próximo.
Sinto-me
traída,
porque
antes os julgava seres
e
reparo que o não são.
Entristece-me
sua limitação,
porque
são limitados,
são
complexados,
e
tentam reduzir o próximo
àquilo
que eles são.
Julgam
o próximo por si próprios,
por
aquilo que são capazes de ser.
São
vaidosos
sem
que para isso haja razão.
Magoa-me
a rudeza destes seres
que
às vezes não sei se são.
Que
seres serão?
1988/06

O
VENTO
E
pronto.
O
vento...
Foi
tudo:
O
vento descomandado,
a
força da neblina da tarde,
quaisquer
advertências...
Cá
vou
na
trepidação deste caminho de pedras,
na
inquietação de não saber qual o destino
do
destino que tenho.
Cá
vou
por
este vale de nuvens brancas
a
saudade em cada olhar,
na
memória o que passou.
Foi
breve
como
tudo que é breve.
Foi
pouco
como
tudo que é pouco.
Foi
bom
como
tudo que me fascina.
Cá
vou....
Mas
o vento...
Talvez
o vento...
Eu
sei que o vento...
O
vento...
O
vento, o vento, o vento,
sempre
o vento.
Será
o vento?
1988/06/04
Cremilde
Vieira
da Cruz

TOMBA
A PRIMAVERA
Pingam-me
pingos na face
Chove
É
a Primavera a despedir-se
As
acácias pingam a estrada
de
flores amarelas
Árvores
desfloradas
no
caminho por onde passo
Tomba
a Primavera
Junho
quase tomba
Pensamentos
amarelos
passeio
meus passos no passeio
Apetece-me
correr atrás da chuva
esta
chuva em bátegas
que
me pinga na face
e
acena de cristal à Primavera
Quem
me dera
viajar
no colo da Primavera
e
dizer até para o ano
sem
uma lágrima no coração
1988/06
Cremilde
Vieira da Cruz

FORA
DE HORAS
Balouço-me
nas ondas do Atlântico
e
vou...
Vou
até onde meus sonhos me levam,
parto
como quem quer repousar,
meu
sentir romântico
Vou...
Vou
como quem parte sem querer
navegada
de aspirações,
mas
sempre fora de horas.
1988/06/06
Cremilde
Vieira
da Cruz

LOUCURA
Loucura,
loucura, loucura...
Não
é senão amargura
duma
louca desventura
amargurada
de agrura.
Chamam-me
louca.
E
porque não?
É
loucura e não pouca
que
sente meu coração.
Sou
louca, é bem verdade.
Serei
outras coisas mais,
se
julgarem com maldade
a
tristeza de meus ais.
Há
muitas histórias sem fim,
mas
a minha, cá para mim,
se
algo resta de mim,
é
mesmo uma história sem fim.
1988/06/07
Cremilde
Vieira
da Cruz

Tudo
é verdadeiro
translúcido
e
paradoxalmente
nubloso
como
a criança
quando
peca
porque
quer
mas
não se faz
Olha
a medo
Se
ninguém observa
cautelosamente
avança
de
repente
alguém
olha
Ela
estremece
sua
vontade
contrariada.
1988/06/07
Cremilde
Vieira
da Cruz

MENINA
DA ILHA
Menina
rabina
menina
mulher
mulher
ou menina
menina
ou mulher
menina
do mar
princesa
da ilha
és
mãe para amar
mulher
maravilha
Não
chores menina
afagos
do mar
princesa
ladina
dá
sorte cantar
mulher
bela flor
orquídea
tão clara
mulher
feita amor
a jóia
mais rara
1988/06/07
Cremilde
Vieira
da Cruz

Lá
de tão alto
gloriosamente
acordado
sentir-te-ás
orgulhoso de ti
de
tudo que deixaste.
Lá
de tão alto
contemplas
teus versos
falas
para nós
observas
as rosas
os
cactos
a
varanda de tua amada
tudo
em que te inspiravas.
A
mesa do café
é
sempre tua.
Se
chega alguém:
- Está reservada.
- É do Pessoa!
Decénios
volvidos
ainda
assim é
no
"Martinho da Arcádia".
Também
nas montras dos livreiros
e
nas estantes dos leitores
há
sempre um lugar para ti
1988/06/09
Cremilde
Vieira
da Cruz

Tarde
que me chega sepulcral
pingada
de orvalho turvo
ignorando
o bem e o mal
pensamento
arrepiado fulvo
Nem
mais nem menos
mas
igual a tantas
precedida
de outras somenos
futuro
previsível sem encantos
Tarde
de horas mortas
quantas
vezes de espanto
sem
música nem canto
cerradas
as portas
1988/06/09
Cremilde
Vieira
da Cruz
SINTO
Sinto-te cansado
às vezes sem forças
para enfrentares a realidade
que pretendes disfarçar
Há um não sei quê de sol
poente
em certos gestos de tuas mãos
inquietas
no teu olhar triste profundo
quando silenciosamente me
falas
ou me tocas ao de leve
Que queres de mim então
senão amar-me?
Se cerras os olhos
o tremor de tuas pálpebras
deixa-me ler o que tu sentes
Lentamente
mesmo sem tu quereres
abre-se teu coração
1988/06/09
Cremilde Vieira da Cruz

"Não. Não quero nada. Já te disse que não quero nada. Não me venham com conclusões. A única conclusão é morrer.
1923 - Álvaro de Campos
Para ser grande, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no domínio do que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.
14-02-1933 - Ricardo Reis
Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios Não é bastante não ser cego para ver as árvores e flores
20-04-1919 - Alberto Caeiro
Dormir só dorme o frio cadáver que não sente a alma voa e se abriga aos pés do onipotente
Alexandre Herculano"
Então... Depois disto... Minha alma calou-se e minha inspiração
A única conclusão é calar-me tão distante que estou da lua sem janela para abrir sem campos e rio para ver as flores tão distantes de mim
Resta-me dormir!...
1988/06/21
Se brincares ao S. João não brinques em demasia não armes em folião que amanhã é outro dia
Se me mandares um recado por alguém no S. João não te esqueças que é pecado brincar com um coração
Não tenho jeito nenhum para quadras populares o meu amor é só um e daí os meus azares
Se escorregares no caminho chama logo S. João erguer-te-á de mansinho sua mão na tua mão
Dizem que é casamenteiro o popular S. João não te fies nalgum brejeiro que te fale ao coração
Um dia destes caíste quando saltaste a fogueira pecado que contraíste por te armares em casamenteira
Se fores à festa menina na noite de S. João não vás armar-te em fina
Funchal/88
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FUNCHAL - Capital da Ilha da Madeira - Portugal |
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OPÇÃO
Amanhã quando quiseres falar comigo não estarei cá Partirei com a destemperança de qualquer dia invernoso e uma dor na alma idêntica à que senti quando te perdi
Não desassossegues quando souberes que parti Parti por vontade própria como quando partiste
Foi uma opção Não deixei de meditar horas sem tempo no silêncio de paredes vazias e até consultei o mar
Quando ele me respondeu não o entendi muito bem seu vaivém de espuma branca a alumiar-me o espaço baralhando-me as ideias
Mas um dia Foi na quietude da noite quando me sentei à beira dele e lhe pedi que falasse devagarinho Ele veio de mansinho
Ainda me recordo de seu olhar quase transparente de luar o brilho do céu estrelado o luar dependurado
- Olha vai disse-me o mar Então entendi o mar Foi por isso que parti
1988/06/25
CONFLITO
Meu grito sufocado perde-se no mar
Passeio pelo cais e do ventre do mar brotam iates de mastros pr'o céu brancos como marés rendadas
À volta da ilha o silêncio escurece precipitado no abismo negro
Sinto uma vertigem de agonia
Tudo acontece enquanto meus pensamentos flutuam à deriva nas ondas rasas
Não há horas nem verdade que valha a pena
Grito meu grito sufocado invento um lugar azul parto a sós com o meu conflito
1988/06/28
DECISÃO
Se alguém me chamar não estou
Saí
Digam apenas que saí Não sabem onde fui com quem fui nem o que fui fazer
Saí todas as portas fechadas atrás de mim
Saí talvez acompanhada de minha loucura podem dizer
Saí liberta de qualquer amarra nada me prendeu nem a hora
Corri desesperadamente para um lugar diferente
Fui ver os barcos os olhos da paisagem e um sol que inventei
Se não voltar é porque gostei
Se não voltar é porque o mar me deu a mão me apertou ao coração
e o aroma das ondas ou o canto das gaivotas me abriu as portas
Se não voltar é porque se iluminou o meu caminho é porque me vesti de esperança e
Saí sem nada na lembrança
1988/06/30
HÁ MAIS POESIAS DE CREMILDE CRUZ EM:
http://geocities.yahoo.com.br/rosasepoesias
