Slayer - Discografia

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Show No Mercy
A aparição do seu álbum de estreia "Show No Mercy"(1983), fez com que a banda sofresse um grande ataque de grande parte das revistas metálicas de todo o mundo. "A imprensa dizia que nós era-mos uma merda, mas simplesmente seguimos em frente". Cria-mos no que fazíamos e não nos íamos comprometer por nada de nada", comentou Tom perante a reacção do mundo metálico a "Show No Mercy". É certo que este álbum teve muitas influências, como por ex. Iron Maiden, mas Jeff e King estavam na idade dos 18 ou 19 e era o inicio das suas carreiras.
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Haunting The Chapel
Nos finais de 1984 saiu o EP "Haunting The Chappel" em que os Slayer evoluíram musicalmente, criando um som mais pesado e personalizado. Desse EP sairam Clásicos Como "Chemical Warfare" e "Captor Of Sin". Com Este EP, os Slayer começaram a definir o seu próprio som.
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Hell Awaits
Agora (1985) tinha chegado o momento do ataque supersónico, com o álbum "Hell Awaits", um clássico do thrash, cimentando umas estruturas quase impossíveis de copiar devido à sua complexidade e à sua incrível agressividade. Neste álbum houve uma conversão do som em algo muito mais terrifico, algo que o mundo não tinha ouvido antes.
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Reign In Blood
Um
ano depois, os Slayer ultrapassam os limites da realidade. Era a chegada de
"Reign in Blood". A música nunca tinha estado em contacto com algo
parecido anteriormente. "Reign in Blood" foi uma das mais originais e
intocáveis obras materializadas em vinil. Nessa altura a banda tinha-se juntado
a Rick Rubin e o seu selo Def Jam. Os Slayer foram a primeira banda extrema a
assinar pela Def Jam. Lamentavelmente, quando a CBS se deu conta da extrema
velocidade e da voluptuosidade das letras de "Reign in Blood" recuou e
negou-se a ficar ao cargo do disco. Tom nem sequer tem a certeza do porquê da
recusa da CBS. "Pode ter sido por causa das letras, tenho uma ligeira ideia
que foi devido ao tema "Angel Of Death". Deve ser a resposta para esse
enigma. Tinham-nos baptizado de nazis devido a este tema, o que não éramos de
maneira nenhuma! O que somos é uma banda que sente que pode escrever sobre
qualquer coisa, quer seja positiva ou negativa. O que estávamos a fazer era
escrever sobre coisas que se tinham sucedido, e isto foi quando Hitler estava a
conquistar toda a Europa. Para nós, "Angel Of Death" não é mais que
uma música mas há pessoas que vêm coisas diferentes. Obviamente o pessoal da
CBS pensaram o mesmo,, por isso nos expulsaram ".
O calor que rodeou a saída deste tema em particular foi quase tão abrasivo
como a própria música em si. Os Slayer não são parvos e quando escreveram
"Angel Of Death", sabiam que estavam expostos a este problema. "Reign
in Blood" durava quase 30 minutos e converteu-se no melhor álbum de thrash
de todos os tempos. Beneficiando deste êxito, a banda montou a sua mais
ambiciosa digressão começando a expandir a sua fama mais rapidamente que o
fogo.
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Live Undead
Lamentavelmente mas sem surpresa, em 1987, o antigo selo da banda, Metal Blade, lançou um novo disco inédito da banda. Assim víamos a saída de um previamente mencionado disco ao vivo, "Live Undead". O material que o compunha tinha uns dois anos e, francamente, não era nada do outro mundo. Na realidade, nem estava gravado ao vivo mas sim num estúdio com uns 50 fãs gritando para dar um ambiente de grande estádio ao vivo. Foi lançado num ponto das suas carreiras quando faziam os melhores concertos. Foi, então, que os Slayer iniciaram a sua reputação de bela e terrifica banda ao vivo. Lamentavelmente, isso significava que outras bandas mais famosas, não os poderiam levar como suporte com medo de serem aniquilados ao vivo.
Problemas - Parte 1
Mas as coisas complicaram-se quando a banda teve de ceder perante a insistência maluca de Dave em levar a sua mulher chata em digressão. As coisas complicaram-se meias até ao ponto de Dave sair da banda. Parece que Theresa (sua mulher) inclusivamente replicou perante as ameaças: "Dave não tocará mais com voçês, porque sou eu que o digo". Dave foi então substituido por o baterista dos Whiplash, T. J. Scaglione, quando decidiu seguir o seu caminho matrimonial. Mas a banda deu logo conta que Scaglione não tinha qualificação adequada para ocupar o posto de, seguramente, o melhor baterista de Thrash. No inicio de 1987, Scaglione saiu a banda e Dave retornou à banda a tempo de iniciar a digressão com os W.A.S.P..
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South Of Heaven
Em 1988, Seria gravado o seu álbum de transição, "South Of Heaven", Novamente com Rick Rubin (a quem a banda nesses tempos se referia como o seu quinto membro) nas tarefas de produção. Foi um álbum experimental de Slayer, mostrando uns ritmos mais lentos, uma maior profundidade, para além de uma nova técnica vocal de Tom, o que lhes assegurava uma maior audiência. Esta redução de velocidade não resultou numa perda de potência, mas pelo contrário, num som potente e mais trabalhado. O álbum foi um sucesso, apesar de lançar boatos de que os Slayer não tinham seguido a linha do "Reign In Blood" para se tornarem mais comerciais. Como de costume, houve controvérsia com uma música. Desta vez foi "Mandatory Suicide" que provocou ataques de diversas fracções da ala direita americana, por promover ideias negativas. Apesar disso, este permanece como uns dos temas ao vivo, preferidos pelo público.
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Seasons In The Abyss
Em 1990 chegou "Seasons In The Abyss". Este foi o álbum que compilava todo o som explorado pelos Slayer nos últimos dois álbuns. Tinha temas rápidos como o alucinante "War Ensemble" que parecia tocado a 200 quilómetros por hora. Também havia temas mais lentos e melódicos como "Dead Skin Mask". Desta vez, a personalidade focada foi Ed Gein, o famoso assassino em série, que ficava imortalizado em vinil. Rompendo com a tradição, os Slayer viajaram até ao Egipto para filmar o vídeo "Seasons In The Abyss" que teve a sorte de aparecer de vez em quando na MTV. Foi um álbum em que todos os membros se superaram a si mesmos.
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Decade Of Aggression
A banda superou tudo ao liderar a digressão "Clash Of The Titans" por toda a Europa ao lado dos Megadeth, Testament e Suicidal Tendencies. Apesar de no início da digressão haver três cabeças de cartaz, não há dúvida de que acabaram por ter de fechar todos os concertos. Embora os Slayer não vendessem tantos discos como os seus companheiros de digressão, vendiam muito mais T-Shirts e outras mercadorias. Os Slayer tomaram isso como um sinal que haviam ganho a competição de popularidade com todas as bandas que negavam a sua existência. Nesta digressão foi gravado o álbum ao vivo "Decade Of Aggression"(1991), lançado para comemorar os seus dez anos diabólicos. "Deacade" é um dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos. Nem sequer incluíram dobragens ou truques de estúdio. É puro Slayer em todo o seu potencial. É uma tempestade de facas a atravessarem-nos o corpo a 300 quilómetros por hora!
Problemas - Parte 2
Em 1992, Dave saiu definitivamente da banda, sendo substituído desta vez por Paul Bostaph, ex baterista dos Forbidden. Pensou-se o pior. Poderia Paul sentar-se no lugar de Dave, um dos melhores bateristas do mundo do Thrash? Sucedería-se o mesmo que se sucedeu com Scaglione? Desta vez não! Paul chegou para ficar. Paul na verdade superou todas as expectativas. "Da primeira vez que tocámos, tive a imediata sensação de que ele já pertencia à banda" afirma Tom, "foi muito agradável. Assim pensei que se assim era bom, só podia melhorar". Quando Paul tocou em Doninghton, todos pensavam que era Dave Lombardo. Parece que desta vez não haveria retorno para Dave.
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Divine Intervention
Em 1994 saia o álbum que pôs os Slayer na história, Divine Intervention chegou ao n.º 8 da Bilboard Pop Charts. Neste álbum, o assassino em série focado foi Jeffrey Dahmer, no clássico "213". De entre os outros temas, destaca-se também "Divine intervention" que fala de extra-terrestres, "Killing Fields" e o brutal "Dittohead" (que faz lembrar o "Necrophobic" de "Reign In Blood").
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Undisputed Attitude
Em 1996, Mais um feito inédito. Os Slayer decidiram mostrar ao mundo o que era realmente a verdadeira música Punk. Foi assim que apareceu o "Undisputed Attitude". Neste álbum foram retractados bandas como DRI, T.S.O.L., Verbal Abuse, Minor Threat, etc. Todo o álbum parece tocado a 300 por hora. Depois de o ouvir-mos só podemos olhar para bandas como Green Day e Offspring como bandas Pop, nada mais.
Problemas - parte 3
Mais uma vez, os bateristas dão problemas aos Slayer. Desta vez, Paul Bostaph decide abandonar os Slayer para se dedicar ao seu projecto a solo "The Truth About Seafood". Desta vez, Os Slayer ficaram a questionar-se o porquê da saída de Paul, visto as coisas estarem a correr tão bem para a banda. Para o seu lugar, foi John Dette, ex baterista dos Testament. Mas parece que as coisas não correram assim tão bem e quando os Slayer decidiram contratar outro baterista, Paul (e ao que parece também Dave), candidataram-se ao cargo. A escolha foi óbvia. Paul retornou à sua família em Janeiro de 1998, mesmo a tempo de entrar no estúdio para gravar o, até agora, último álbum da banda: "Diabolus In Musica"
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Diabolus In Music
Em 1998, o tão esperado álbum de estúdio chegou. Dabolus In Musica explodiu como uma super nova. Neste álbum os Slayer reduziram a velocidade, tal como tinham feito 10 anos atrás com "South Of Heaven", mas desta vez, para tornar o som mais obscuro e pesado, desceram as guitarras para tons que não estavam habituados a tocar. Os Slayer Tocavam 1/2 tom a baixo (Ré #), mas desta vez chegaram a tocar 2 tons abaixo (Dó). O resultado foi um álbum super pesado e profundo. Uma alteração do seu som original, mas que eles souberam trabalhá-lo da melhor maneira (Como só os Slayer sabem) e daí resultando, na minha opinião, um dos melhores álbuns da sua carreira.
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