Porta principal da igreja matriz, cujas cantarias foram montadas em 1540

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A mesquita

Havia a tradi��o, apenas confirmada nas obras de restauro deste s�culo, que a igreja matriz tinha sido mesquita. Outras haver� certamente no actual territ�rio portugu�s, por�m a mesquita de M�rtola � a �nica ainda reconhec�vel na sua volumetria e elementos decorativos.

Era um edif�cio de 5 naves cobertas cada uma por um telhado a duas �guas cujo madeiramento assentava em fiadas de 6 colunas.

Da antiga mesquita chegaram at� n�s quatro portas de arco ultrapassado, com o seu alfis, o mirhab e o compartimento do minbar. O mirhab, ostenta ainda uma decora��o esculpida em gesso de arcos cegos e pequenas volutas cuja policromia j� desapareceu. O compartimento do minbar ladeia o mirhab e guardava o p�lpito m�vel necess�rio � liturgia mu�ulmana.

A constru��o ou profunda repara��o da mesquita deve datar de finais do s�culo XII, durante a dinastia almohade.

A igreja matriz

Depois da conquista crist�, a mesquita � sagrada igreja de Santa Maria e o altar-mor � deslocado para a parede norte. Em finais do s�culo XV, uma das naves est� sem telhado, mas s� algumas dezenas de anos mais tarde haver� obras de repara��o. O altar-mor torna a ser implantado "onde estava o Alcoram" (...), que era "pera onde nace o sol , omde per dereito deve d�star" (A.N.T.T.,Inst.Rel. S.Tiago, L.228, Visita��o de M�rtola, 1482).

Em meados do s�culo XVI, � conclu�da a abobadagem nervurada que ainda hoje se mant�m e encastrado o portal sul.

O minarete, ainda vis�vel nas gravuras de Duarte D�Armas, certamente abalado pelo terramoto de 1532, � apeado nesta campanha de obras. O esp�rito mud�jar, dominante em todo o Alentejo desta �poca, imp�s-se nos merl�es e pin�culos c�nicos que conferem a este monumento um car�cter inconfund�vel.

In �M�rtola Vila Museu�, edi��o do Campo Arqueol�gico de M�rtola

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