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Algumas das esp�cies mais abundantes desta regi�o:

PERDIZ. Ave galin�cea, da fam�lia tetra�nidas, com o corpo denso, o pesco�o curto, a cabe�a pequena, o bico e os p�s encarnados e a plumagem de um tom cinzento e avermelhado, mais vivaz na cabe�a e no pesco�o, e branco com um colar preto na garganta, azul com manchas pretas no peito. Abunda na Pen�nsula Ib�rica. Anda mais do que voa, mant�m-se de sementes silvestres e a sua carne � substancial, saud�vel e agrad�vel.

LEBRE. Mam�fero roedor da fam�lia dos lepor�deos de orelhas t�o compridas como a cabe�a; olhos grandes e o focinho, que � estreito, muito m�vel; patas anteriores bastante mais curtas do que as posteriores; cor geralmente cinzenta, com manchas pardas na parte superior do corpo e brancas na parte inferior. Atinge um comprimento de 65 cm, inclu�da a cauda, que � muito curta. � um animal muito t�mido, solit�rio e de veloz corrida, que abunda na Pen�nsula Ib�rica. Vive preferentemente nas plan�cies sem fazer tocas e descansa em camas que muda com frequ�ncia. A sua carne � comest�vel apreciada e a sua pele mais apreciada do que a do coelho.

COELHO. Mam�fero roedor da fam�lia das lep�ridas que pode ser dom�stico ou bravo; Este diferencia-se do dom�stico pelo seu menor tamanho e por ter a cauda e as orelhas mais curtas. As patas posteriores s�o mais compridas do que as anteriores e as orelhas s�o t�o compridas como a cabe�a. O Coelho bravo, que � de uma cor cinzenta escura com o ventre branco, vive em madrigueiras que escava na terra. A cria do Coelho dom�stico constitui uma ind�stria lucrativa tanto pelo consumo da respectiva carne (muito saborosa) como para beneficiar da sua pele, muito usada na ind�stria e cuja colora��o varia dependendo das numerosas ra�as e variedades existentes.

CODORNIZ. Ave migrat�ria da fam�lia das galin�ceas que mede cerca de 20 cm de comprimento. Tem uma cabe�a pequena, bico fr�gil, corpo grosso e arredondado, asas grandes e pontiagudas e cauda muito curta. O seu tom � pardo terroso com riscas escuras. Vive na Europa e na �frica e possui uma carne muito apreciada.

PATO. Ave palm�pede, com o bico mais largo na ponta que na base e na base mais largo do que alto; o seu pesco�o � curto e tamb�m os tarsos, pelo que anda com dificuldade. Tem uma mancha de um tom verde met�lico em cada uma das asas; a cabe�a do macho � tamb�m verde e o resto da plumagem � branca e cinzenta; a f�mea � de um tom avermelhado. Encontra-se abundantemente em estado selvagem e se domestica com facilidade; a sua carne � menos apreciada do que a da galinha.

ABETARDA. Ave pernalta, bastante comum em Espanha e na Europa meridional. Vive nas estepes e nos campos de cereais. O seu voo � curto e pesado, mas corre com grande rapidez; � muito t�mida e desconfiada. A sua carne � muito saborosa. 2.- - Maior. Tem cerca de um metro de altura; plumagem vermelho amarelado. 3.- - Menor. Mede aproximadamente 40 cm; plumagem amarela clara. Caracteriza-se por um colar de penas negro vivo que pode alargar se esta quiser.

JAVALI. Mam�fero artiod�ctilo, da fam�lia dos su�nos, bastante comum nos montes de Espanha. � considerado como um porco selvagem, mas diferencia-se do seu cong�nere dom�stico por ter o seu corpo, que mede cerca de dois metros de comprimento, menos obeso, a cabe�a mais prolongada, as presas mais desenvolvidas e a pelagem espessa e comprida, geralmente negro ou de cor escuro. 2.- - Aluado. Aquele cujas presas cresceram de tal forma que chegam a formar meia lua, pelo que n�o pode ferir com elas.

�GUIA. Ave da subfam�lia aquilinos, fam�lia falcon�deos, ordem rapaces. � a mais forte de todas as aves conhecidas; a sua vis�o � muito perspicaz e voo rapid�ssimo; tem o bico e as unhas curvas e resistentes; as asas s�o muito longas e cobrem quase por completo a cauda. S�o conhecidas diferentes esp�cies de �guias, sendo as principais: �guia leonada, real, dourada, canadiana, imperial, espanhola, das estepes, marinha, audaz, a�or ou belicosa e a de penacho. Todas elas s�o muito grandes e geralmente escuras. Encontram-se em todo o mundo. //

FALC�O. Ave de rapina diurna, da fam�lia das falc�nidas, cujas caracter�sticas s�o: bico grande, robusto e muito curvo, unhas fortes e agudas; cor vari�vel segundo a idade, dado que a plumagem de colora��o parda com manchas avermelhadas que tem na sua juventude, se torna na cor do chumbo � medida o animal envelhece; mede 40 cm de comprimento e 90 de envergadura, e o seu voo � muito forte e sustentado. Habita em quase todo o mundo e alimenta-se das aves e pequenos vertebrados que ca�a. Existem numerosas variedades. Domestic�vel com relativa facilidade, antigamente foi usado na ca�a de cetraria, arte de ca�ar com falc�es. 2.- - Alcaravaneiro. Aquele que est� acostumado a perseguir os alcarav�es. 3.- - Campestre. Aquele que � o mais nobre, que, quando domesticado, se criava no campo, solto em companhia das galinhas e outras aves dom�sticas.

ZORRA. Mam�fero carn�voro, da fam�lia dos can�deos, que mede cerca de 60 cm. de comprimento, desde o focinho at� ao in�cio da causa, a qual mede 30 cm e se apresenta recta e espessa; dotado de cabe�a larga, focinho agudo, orelhas erectas, corpo alongado e p�lo longo e abundante, em geral de cor parda avermelhada, com a parte anterior das patas e extremidade das orelhas negras, e com o peito e ventro cinzentos. Possui um cheiro f�tido, abunda na Europa, vive em tocas, persegue com ast�cia todo o tipo de ca�a, ataca as aves de capoeira e sai de noite dando latidos semelhantes aos do c�o. 2.- F�mea desta esp�cie.

CORUJA. Ave de rapina e nocturna, da fam�lia dos estrig�deos, de cabe�a redonda, bico curto e muito curvado na ponta; olhos grandes, redondos e de iris amarelo; cara circular, plumagem muito macia amarela, pintada de branco, cinzento e negro. Mede cerca de 35 cm. de comprimento. � frequente na Pen�nsula Ib�rica, assobia fortemente quando est� parada e pia estridente e lugubremente quando voa.

GAR�A. Ave pernalta, da fam�lia ardeidas, de tamanho grande, bico comprido e pontiagudo, patas largas e delgadas, plumagem que varia segundo as esp�cies e com topete amplo. Habita nas orlas dos rios e locais pantanosos, alimentando-se de peixes, batr�quios e moluscos. 2.- - Real. Ave pernalta, variedade da anterior, de cabe�a pequena, com topete amplo, negro e brilhante, de dorso azulado, e ventre e pelo brancos. Em alguns pa�ses � uma esp�cie protegida, estando proibida a sua ca�a.

CEGONHA. Ave pernalta de um metro de altura, corpo robusto, cabe�a grande e redonda, bico comprido, recto e c�nico, e patas muito compridas nuas. A sua plumagem � branca, exceptuando as r�miges e as guias grandes das asas, que s�o negras; o bico e as patas s�o de cor vermelha mais ou menos viva. Encontra-se na Europa, N. da �frica e �sia, sendo em toda a parte ave de passagem, � procura sempre das localidades temperadas ou quentes. Alimenta-se de r�pteis, batr�quios e insectos. Constr�i os seus ninhos, que se assemelham a enormes cestos, no alto das torres sineiras.

POUPA. Ave insect�voro, do tamanho da rola. Tem um bico longo e muito agudo e penas er�cteis na cabe�a. � da cor da terra e na parte superior tem uma risca negra. Ainda que seja bonito, tem um odor f�tido e tem um canto mon�tono. Habita na Europa, �sia e �frica.

SOBREIRO. �rvore perene da fam�lia das fag�ceas (Quercus suber), de aproximadamente 10 a 15 m de altura, com a copa larga e o tronco e os ramos cobertos de uma grossa camada de s�berica (corcho). As folhas t�m uma forma vari�vel, inteiras ou dentadas, de cor verde escura na face e esbranqui�adas na face contr�ria. As flores masculinas formam amentos delgados e p�ndulos; as femininas est�o isoladas ou em grupos de dois ou tr�s. O fruto � uma bolota com a c�pula ligeiramente c�nica e de escamas desiguales.

AZINHEIRA. �rvore das cupul�feras com tronco grosso e copa recolhida, folhas grandes, dentadas e verdes na cara superior, esverdeadas e algo pilosas no env�s; flores muito pequenas e frutos chamados bolotas semelhantes �s do carvalho. � planta comum na Pen�nsula e apreciada pela sua bolota.

OLIVEIRA. �rvore da fam�lia das ole�ceas, com tronco corto, grosso e torcido; copa larga e e com muitos ramos que se eleva at� quatro ou cinco metros; folhas persistentes cori�ceas, opostas, el�pticas, inteiras, estreitas, pontiagudas, verdes e lustrosas na face e esbranqui�adas na parte de baixo; flores brancas, pequenas, em ramos axilares cujo fruto � a azeitona, que � una drupa ov�ide de duas a quatro cent�metros de eixo maior, segundo as castas, de sabor algo amargo, cor verde amarelada, morado em algumas variedades e com um caro�o grande e muito duro que encerra a semente. Origin�rio de Oriente, � muito cultivado em Espanha para extrair do fruto o azeite comum. 2.- Madeira desta �rvore.

FIGUEIRA. �rvore da fam�lia das mor�ceas, de seiva l�ctea, amarga e adstringente; folhas grandes, verdes e brilhantes na parte superior, cinzentas e �speras pelo avesso; ramas fr�geis. com muita medula. Atinge um tamanho bastante grande e � pr�pria da regi�o mediterr�nea. O seu fruto � o figo.

AMENDOEIRA. �rvore caduc�fera da fam�lia das ros�ceas (Prunus amygdalus) com 4-10 m de altura, com a casca gretada e a copa pouco densa; folhas el�pticolanceoladas, denticuladas; flores rosadas ou brancas, bastante grandes, que saem antes das folhas e fruto em drupa (am�ndoa). 2.- �rvore da fam�lia das t�ceas (Laplacea curtyana), de flores brancas, arom�ticas e madeira dura e resistente que se utiliza na carpintaria. 3.- �rvore da fam�lia das hipocrat�ceas (Hippocratea coriacea) de sementes oleosas.

MARMELO. Fruto do marmeleiro. � amarelo muito arom�tico e de carne �spera, que cont�m v�rias pevides mucilaginosas. � origin�rio da �sia Menor; come-se assado ou em conserva, e as sementes servem para fazer bandolina.

ROM� (FRUTO). Fruto da rom�zeira, de figura arredondada, com um di�metro de cerca de 10 cm e terminada por tubo curto e com dentinhos, que s�o o resto dos s� palas do c�lice, a sua casca � de cor amarelada avermelhada, delgada e flex�vel, cobrindo os seus imensos gr�os encarnados, sumarentos, alguns deles doces, outros agridoces, e cada um deles com uma pepita esbranqui�ada e algo amarga. � comest�vel e muito apreciada, refrescante, e emprega-se na medicina contra as enfermidades da garganta.

CARNEIRO (ANIMAL). Mam�fero ruminante de 70 a 80 cm de altura, frente convexa, cornos ocos, angulosos e enrolados em espiral, l� espessa branca, negra ou acastanhada, e casco fendido. � um animal dom�stico muito apreciado pela sua carne e pela sua l�.

TOURO (MAM�FERO). Mam�fero ruminante da fam�lia dos bov�deos, com cerca de dois metros e meio de comprimento desde o focinho at� ao in�cio da cauda, e cerca de metro e meio de altura at� � cruz; cabe�a larga, achatada � frente, armada de dois cornos; cacha�o grosso e robusto, pele dura com pelo curto, cuja colora��o � muito variada, e cauda longa, crespa at� ao remate. � fero, principalmente quando o irritam, mas ap�s a castra��o domestica-se e serve para os trabalhos do campo. Vive na Pen�nsula Ib�rica, onde a sua cria��o para a lide � objecto de grandes cuidados, e ainda em alguns pa�ses hispano-americanos.

CABRA. Mam�fero ruminante artiod�ctilo. Tem o corpo esbelto, as pernas vigorosas e n�o muito altas, o pesco�o recolhido, a cabe�a curta e a cauda muito curta e sem pelo na face inferior. Em ambos os sexos apresenta cornos virados para cima e para atr�s. O pelo varia muito em termos de colora��o, mas � quase sempre escuro. A Cabra domesticada existe em todo o mundo e a selvagem, um pouco maior que a anterior, nas estepes da �sia e da �frica e em algumas regi�es montanhosas da Europa.

BURRO. Mam�fero sol�pedo mais pequeno que o cavalo, de longas orelhas, not�vel pela sua paci�ncia, for�a e longevidade. � um excelente animal de carga, dado que caminha sem trope�ar por dif�ceis e escarpados que sejam os terrenos.

CAVALO. Mam�fero sol�pedo tipo da fam�lia dos equ�deos. � herb�voro, caracterizado por ter um s� dedo e uma s� �ngula em cada p�. � grande e nobre, com um fino instinto, membros fortes, cabe�a prolongada, olhos grandes e m�veis e fossas nasais muito abertas. O pesco�o � forte e musculoso. O tronco arredondado, o pelo suave, curto e compacto, muito longo no cauda e o pesco�o. No estado selvagem � menos bonito do que quando domesticado; a sua cabe�a � maior das suas proemin�ncias dos ossos mais pronunciadas e apesar das poucas defesas que disp�e, raras vezes sucumbe em luta com feras. Domestica-se facilmente e � muito �til.

PORCO. Mam�fero paquiderme, domesticado, que tem cabe�a grande, orelhas ca�das, bei�uda quase cil�ndrica com a qual remexe a terra e as imund�cies, muito largo, com cerdas fortes e ralas; patas curtas, p�s com quatro dedos, os do meio envoltos pela unha e rudimentares os dos lados, e cauda curta e delgada. Cria-se e alimenta-se para aproveitar a sua carne e gordura, abundantes e muito saborosas.

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