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Liderado
a pulso forte, com diretriz segura, robustecia-se o movimento
espírita na região e esse fato incomodava sobremaneira o clero
católico, passando este, inicialmente de forma velada e logo
após, declaradamente, a desenvolver uma campanha difamatória
envolvendo o digno missionário e a doutrina de libertação,
que foi galhardamente defendida por Eurípedes, através das
colunas do jornal "Alavanca", discorrendo
principalmente sobre o tema: "Deus não é Jesus e Jesus
não é Deus", com argumentação abalizada e
incontestável, determinando fragorosa derrota dos seus
opositores que, diante de um gigante que não conhecia
esmorecimento na luta, mandaram vir de Campinas, Estado de S.
Paulo, o reverendo Feliciano Yague, famoso por suas pregações
e conhecimentos, convencidos de que com suas argumentações e
convicções infringiriam o golpe derradeiro no Espiritismo. Foi
assim que o referido padre desafiou Eurípedes para uma
polêmica em praça pública, aceita e combinada em termos que
foi respeitada pelo conhecido apóstolo do bem. No
dia marcado o padre iniciou suas observações, insultando o
Espiritismo e os espíritas, "doutrina do demônio e seus
adeptos, loucos passíveis das penas eternas", numa
demonstração de falso zelo religioso, dando assim testemunho
público do ódio, mostrando sua alma repleta de intolerância e
de sectarismo. A
multidão que se mantinha respeitosa e confiante na réplica do
defensor do Espiritismo, antevia a derrota dos ofensores, pela
própria fragilidade dos seus argumentos vazios e
inconsistentes. O
missionário sublime, aguardou
serenamente sua oportunidade, iniciando sua parte com uma prece
sincera, humilde e bela, implorando paz e tranqüilidade para
uns e luz para outros, tornando o ambiente propício para
inspiração e assistência do plano maior e em seguida iniciou
a defesa dos princípios nos quais se alicerçavam seus
ensinamentos. Com
delicadeza, com lógica, dando vazão à sua inteligência,
descortinou os desvirtuamentos doutrinários apregoados pelo
Reverendo, reduzindo-o à insignificância dos seus parcos
conhecimentos, corroborado
pela manifestação alegre e ruidosa da multidão que desde o
princípio confiou naquele que facilmente demonstrava a lógica
dos ensinos apregoados pelo Espiritismo. Ao
terminar a famosa polêmica e reconhecendo o estado de alma do
Reverendo, Eurípedes aproximou-se dele e abraçou-o fraterna e
sinceramente, como sinceros eram seus pensamentos e suas
atitudes. Barsanulfo
seguiu com dedicação as máximas de Jesus Cristo até o
último instante de sua vida terrena, por ocasião da pavorosa
epidemia de gripe que assolou o mundo em 1918, ceifando vidas,
espalhando lágrimas e aflição, redobrando o trabalho do
grande missionário, que a previra muito antes de invadir o
continente americano, sempre falando na gravidade da situação
que ela acarretaria. Manifestada
em nosso continente, veio encontrá-lo à cabeceira de seus
enfermos, auxiliando centenas de famílias pobres. Havia chegado
ao término de sua missão terrena. Esgotado pelo esforço
despendido, desencarnou no dia 1o. de novembro de 1918, às 18
horas, rodeado de parentes, amigos e discípulos. Sacramento em peso, em verdadeira romaria, acompanhou-lhe o corpo material até a sepultura, sentindo que ele ressurgia para uma vida mais elevada e mais sublime. |
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MENSAGENS
FRATERNAS |