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"A
árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que
produz bons frutos não é má, porque se conhece a árvore
pelos seus próprios frutos. Não se colhem figos dos
espinheiros e não se cortam cachos de uva dos abrolhos. O homem
de bem retira boas coisas do bom tesouro do seu coração,
porque a boca fala daquilo que está cheio o seu
coração". -Jesus (Lucas, cap. VI 43-45)
Completou
o curso primário, apenas. Pais: João Cândido Xavier e Maria
João de Deus, desencarnados em 1960 e 1915, respectivamente.
Infância difícil; foi caixeiro de armazém e modesto
funcionário público, aposentado desde 1958. Em
8 de julho de 1927 participa de sua primeira reunião espírita.
Até
1931 recebe muitas poesias e mensagens, várias das quais
saíram a público, estampadas, à revelia do médium, em
jornais e revistas, como de autoria de F. Xavier. Nesse mesmo
ano, vê, pela primeira vez, o Espírito Emmanuel, seu
inseparável mentor espiritual até hoje.
Desde
os 4 anos de idade o menino Chico teve a sua vida assinalada por
singulares manifestações. Seu pai chegou, inclusive, a crer
que o seu verdadeiro filho havia sido trocado por outro...
Aquele seu filho era estranho!... De formação católica, o
garoto orava com extrema devoção, conforme lhe ensinara D.
Maria João de Deus, a querida mãezinha, que o deixaria órfão
aos 5 anos. Dentro de grandes conflitos e extremas dificuldades,
o menino ia crescendo, sempre puro e sempre bom, incapaz de uma
palavra obscena, de um gesto de desobediência. As
"sombras" amigas, porém, não o deixavam...
Conversava com a mãezinha desencarnada, ouvia vozes
confortadoras. Na escola, sentia a presença delas, auxiliando-o
nas tarefas habituais. O certo é que os seus primeiros anos o
marcaram profundamente; ele nunca os esqueceu... A necessidade
de trabalhar desde cedo para auxiliar nas despesas domésticas
foi, em sua vida, conforme ele mesmo o diz, uma bênção
indefinível. Sim, a doença também viera precocemente
fazer-lhe companhia. Primeiro os pulmões, quando trabalhava na
tecelagem; depois os olhos; agora é a angina.
Chico
Xavier iniciou, publicamente, seu mandato mediúnico em 8 de
julho de 1927, em Pedro Leopoldo. Contando 17 anos de idade,
recebeu as primeiras páginas mediúnicas. Em
noite memorável, os Espíritos deram início a um dos trabalhos
mais belos de toda a história da humanidade. Dezessete folhas
de papel foram preenchidas, celeremente, versando sobre os
deveres do espírita-cristão. Depoimento de Chico Xavier: (...)
"Era uma noite quase gelada e os companheiros que se
acomodavam junto à mesa me seguiram os movimentos do braço,
curiosos e comovidos. A sala não era grande, mas, no começo da
primeira transmissão de um comunicado do mais Além, por meu
intermédio, senti-me fora de meu próprio corpo físico, embora
junto dele. No entanto, ao passo que o mensageiro escrevia as
dezessete páginas que nos dedicou, minha visão habitual
experimentou significativa alteração. As paredes que nos
limitavam o espaço desapareceram. O telhado como que se desfez
e, fixando o olhar no alto, podia ver estrelas que tremeluziam
no escuro da noite. Entretanto, relanceando o olhar no ambiente,
notei que toda uma assembléia de entidades amigas me fitavam
com simpatia e bondade, em cuja expressão adivinhava, por
telepatia espontânea, que me encorajavam em silêncio para o
trabalho a ser realizado, sobretudo, animando-me para que nada
receasse quanto ao caminho a percorrer."
O
Espírito Emmanuel, nos primórdios da mediunidade de Chico
Xavier, deu-lhe duas orientações básicas para o trabalho que
deveria desempenhar. Fora de qualquer uma delas, tudo seria
malogrado. Eis
a primeira. - "Está você realmente disposto a trabalhar
na mediunidade com Jesus?" -
Sim, se os bons espíritos não me abandonarem... -respondeu o
médium.
-
Não será você desamparado - disse-lhe Emmanuel - mas para
isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem. -
E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o
compromisso? - tornou o Chico. -
Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos
básicos para o Serviço... Porque
o protetor se calasse, o rapaz perguntou: -
Qual é o primeiro? A
resposta veio firme: -
Disciplina -
Disciplina. -
E o terceiro? -
Disciplina." A
segunda mais importante orientação de Emmanuel para o médium
é assim relembrada: - "Lembro-me de que num dos primeiros
contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu
lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo,
procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec
e, disse mais, que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me
aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de
Jesus e de Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec,
procurando esquecê-lo."
Em
1932 publica a FEB seu primeiro livro, o famoso "Parnaso de
Além-Túmulo"; hoje, as obras que psicografou vão a mais
de 400. Várias delas estão traduzidas e publicadas em
castelhano, esperanto, francês, inglês, japonês, grego, etc.
De moral ilibada, realmente humilde e simples, Chico Xavier
jamais auferiu vantagens, de qualquer espécie, da mediunidade. Sua
vida privada e pública tem sido objeto de toda especulação
possível, na informação falada, escrita e televisionada.
Apodos e críticas ferinas, têm-no colhido de miúdo, sabendo
suportá-los com verdadeiro espírito cristão. Viajou com o
médium Waldo Vieira aos Estados Unidos e à Europa, onde
visitaram a Inglaterra, a França, a Itália, a Espanha e
Portugal, sempre a serviço da Doutrina Espírita. Chico Xavier
é hoje uma figura de projeção nacional e internacional, suas
entrevistas despertam a atenção de milhares de pessoas, mesmo
alheias ao Espiritismo; tem aparecido em programas de TV,
respondendo a perguntas as mais diversas, orientando as
respostas pelos postulados espíritas. Já
recebeu o título de Cidadão Honorário de várias cidades:
São José do Rio Preto, São Bernardo do Campo, Franca,
Campinas, Santos, Catanduva, em São Paulo; Uberlândia,
Araguari e Belo Horizonte, em Minas Gerais; Campos, no Estado do
Rio de Janeiro, etc., etc. Dos
livros que psicografou já se venderam mais de 12 milhões de
exemplares, só dos editados pela FEB, em número de 88.
"Parnaso de Além-Túmulo", a primeira obra publicada
em 1932, provocou (e comprovou) a questão da identificação
das produções mediúnicas, pelo pronunciamento espontâneo dos
críticos, tais como Humberto de Campos, ainda vivo na época,
Agripino Grieco, severo crítico literário, de renome nacional,
Zeferino Brasil, poeta gaúcho, Edmundo Lys, cronista, Garcia
Júnior, etc. Prefaciando
"Parnaso de Além-Túmulo", escreveu Manuel Quintão:
"Romantismo, Condoreirismo, Parnasianismo, Simbolismo, aí
se ostentam em louçanias de sons e de cores, para afirmar não
mais subjetiva, mas objetivamente, a sobrevivência de seus
intérpretes. É ler Casimiro e reviver 'Primaveras'; é recitar
Castro Alves e sentir 'Espumas Flutuantes'; é declamar
Junqueiro e lembrar a 'Morte de D. João'; é frasear Augusto
dos Anjos e evocar 'Eu'." Romances
históricos formam a série Romana, de Emmanuel, composta de:
"Há 2000 Anos...", "50 Anos Depois",
"Ave, Cristo!", "Paulo e Estevão",
provocando a elaboração do "Vocabulário
Histórico-Geográfico dos Romances de Emmanuel", de
Roberto Macedo, estudo elucidativo dos eventos históricos
citados nas obras. "Há 2000 Anos..." é o relato da
encarnação de Emmanuel à época de Jesus. De Humberto de
Campos (Espírito), aparece, em 1938, o profético e discutido
"Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho",
uma história de nossa pátria e dos fatos e ela ligados, em
dimensão espiritual. A
série André Luiz é reveladora, doutrinária e científica;
com obras notáveis e a maioria completa, no tocante à vida
depois da desencarnação, obras anteriores, de Swedenborg, A.
Jackson Davis, Cahagnet, G. Vale Owen e outros. Pertencem a essa
série: "Nosso Lar", "Os Mensageiros",
"Missionários da Luz", "Obreiros da Vida
Eterna", "No Mundo Maior", "Agenda
Cristã", "Libertação", "Entre a Terra e o
Céu", "Nos Domínios da Mediunidade",
"Ação e Reação", "Evolução em dois
Mundos", "Mecanismos da Mediunidade",
"Conduta Espírita", "Sexo e Destino",
"Desobsessão", "E a Vida Continua...". De
parceria com o médium Waldo Vieira, Chico Xavier psicografou 17
obras. A extraordinária capacidade mediúnica de Chico Xavier
está comprovada pela grande quantidade de autores espirituais,
da mais elevada categoria, que por seu intermédio se
manifestam. Vários de seus livros foram adaptados para
encenação no palco e sob a forma de radionovelas e
telenovelas. O dom mediúnico mais conhecido de Francisco Xavier
é o psicográfico. Não é, todavia, o único. Tem ele, e as
exercita constantemente, outras mediunidades, tais como:
psicofonia, vidência, audiência, receitista, e outras. Sua
vida, verdadeiramente apostolar, dedicou-a, o médium, aos
sofredores e necessitados, provindos de longínquos lugares e
também aos afazeres medianeiros, pelos quais não aceita, em
absoluto, qualquer espécie de paga. Os direitos autorais ele os
tem cedido graciosamente a várias Editoras e Casas Espíritas,
desde o primeiro livro. Sua vida e sua obra têm sido objeto de
numerosas entrevistas radiofônicas e televisadas e de
comentários em jornais e revistas, espíritas ou não e em
livros.
"Pergunta
- Em seu primeiro encontro com Emmanuel, ele enfatizou muito a
disciplina. Teria falado algo mais? Resposta - Depois de haver
salientado a disciplina como elemento indispensável a uma boa
tarefa mediúnica, ele me disse: 'Temos algo a realizar.'
Repliquei de minha parte qual seria esse algo e o benfeitor
esclareceu: 'Trinta livros pra começar!' Considerei, então:
como avaliar esta informação se somos uma família sem maiores
recursos, além do nosso próprio trabalho diário e a
publicação de um livro demanda tanto dinheiro!... Já que meu
pai lidava com bilhetes de loteria, eu acrescentei: será que
meu pai vai tirar a sorte grande? Emmanuel respondeu: 'Nada,
nada disso. A maior sorte grande é a do trabalho com a fé viva
na Providência de Deus. Os livros chegarão através de
caminhos inesperados!' Algum
tempo depois, enviando as poesias de "Parnaso de Além-
Túmulo" para um dos diretores da Federação Espírita
Brasileira, tive a grata surpresa de ver o livro aceito e
publicado, em 1932. A este livro seguiram-se outros e, em 1947,
atingimos a marca dos 30 livros. Ficamos muito contentes e
perguntei ao amigo espiritual se a tarefa estava terminada. Ele,
então, considerou, sorrindo: 'Agora, começaremos uma nova
série de trinta volumes!' Em 1958, indaguei-lhe novamente se o
trabalho finalizara. Os 60 livros estavam publicados e eu me
encontrava quase de mudança para a cidade de Uberaba, onde
cheguei a 5 de janeiro de 1959. O grande benfeitor explicou-me,
com paciência: "Você perguntou, em Pedro Leopoldo, se a
nossa tarefa estava completa e quero informar a você que os
mentores da Vida Maior, perante os quais devo também estar
disciplinado, me advertiram que nos cabe chegar ao limite de cem
livros." Fiquei muito admirado e as tarefas prosseguiram.
Quando alcançamos o número de 100 volumes publicados, voltei a
consultá-lo sobre o termo de nossos compromissos. Ele
esclareceu, com bondade: "Você não deve pensar em agir e
trabalhar com tanta pressa. Agora, estou na obrigação de dizer
a você que os mentores da Vida Superior, que nos orientam,
expediram certa instrução que determina seja a sua atual
reencarnação desapropriada, em benefício da divulgação dos
princípios espíritas-cristãos, permanecendo a sua
existência, do ponto de vista físico, à disposição das
entidades espirituais que possam colaborar na execução das
mensagens e livros, enquanto o seu corpo se mostre apto para as
nossas atividades." Muito
desapontado, perguntei: então devo trabalhar na recepção de
mensagens e livros do mundo espiritual até o fim da minha vida
atual? Emmanuel acentuou: "Sim, não temos outra
alternativa!" Naturalmente, impressionado com o que ele
dizia, voltei a interrogar: e se eu não quiser, já que a
Doutrina Espírita ensina que somos portadores do livre
arbítrio para decidir sobre os nossos próprios caminhos?
Emmanuel, então, deu um sorriso de benevolência paternal e me
cientificou: "A instrução a que me refiro é semelhante a
um decreto de desapropriação, quando lançado por autoridade
na Terra. Se você recusar o serviço a que me reporto, segundo
creio, os orientadores dessa obra de nos dedicarmos ao
Cristianismo Redivivo, de certo que eles terão autoridade
bastante para retirar você de seu atual corpo físico!"
Quando eu ouvi sua declaração, silenciei para pensar na
gravidade do assunto, e continuo trabalhando, sem a menor
expectativa de interromper ou dificultar o que passei a chamar
de "Desígnios de Cima." (Fonte:
"O Espírita Mineiro", número 205, abril/junho de
1988.)
"Estes
quarenta anos de mediunidade passaram para o meu coração como
se fossem um sonho bom. Foram quarenta anos de muita alegria, em
cujos caminhos, feitos de minutos e de horas e de dias, só
encontrei benefícios, felicidade, esperanças, otimismo,
encorajamento da parte de todos aqueles que o Senhor me
concedeu, dos familiares, irmãos, amigos e companheiros.
Quarenta anos de felicidade que agradeço a Deus em vossos
corações, porque sinto que Deus me os concedeu nos vossos
corações, que representam outros muitos corações que estão
ausentes de nós. Agora, sinto que Deus me concedeu por vosso
intermédio uma vida tocada de alegrias e bênçãos, como eu
não poderia receber em nenhum outro setor de trabalho na
Humanidade. Beijo-vos, assim, as mãos, os corações. Quanto ao
livro, devo dizer que, certa feita, há muitos anos, procurando
o contato com o Espírito de nosso benfeitor Emmanuel, ao pé de
uma velha represa, na terra que me deu berço na presente
encarnação, muitas vezes chegava ao sítio, pela manhã, antes
do amanhecer. E quando o dia vinha de novo, fosse com sol, fosse
com chuva, lá estava, não muito longe de mim, um pequeno
charco. Esse charco, pouco a pouco se encheu de flores, pela
misericórdia de Deus, naturalmente. E muitas almas boas,
corações queridos, que passavam pelo mesmo caminho em que nós
orávamos, colhiam essas flores e as levavam consigo com
transporte de alegria e encantamento. Enquanto que o charco era
sempre o mesmo charco. Naturalmente, esperando também pela
misericórdia de Deus, para se transformar em terra proveitosa e
mais útil. Creio que nesses momentos, em que ouço as palavras
desses corações maravilhosos, que usaram o verbo para comentar
o aparecimento desses cem livros, agora cento e dois livros,
lembro este quadro que nunca me saiu da memória, para
declarar-vos que me sinto na condição do charco que, pela
misericórdia de Deus, um dia recebeu essas flores que são os
livros e que pertencem muito mais a vós outros do que a mim.
Rogo, assim, a todos os companheiros, que me ajudem através da
oração, para que a luta natural da vida possa drenar a terra
pantanosa que ainda sou, na intimidade do meu coração, para
que eu possa um dia servir a Deus, de conformidade com os
deveres que a Sua infinita misericórdia me traçou. E peço,
então, permissão, em sinal de agradecimento, já que não
tenho palavras para exprimir a minha gratidão. Peço-vos, a
todos, licença para encerrar a minha palavra despretensiosa,
com a oração que Nosso Senhor Jesus Cristo nos legou". (Fonte:
"O Espírita Mineiro", número 137, abril/maio/junho
de 1970.)
Em
1997, Chico Xavier completou 70 anos de incessante atividade
mediúnica, da maior significação espiritual, em prol da
Humanidade, abrangendo seus mais diversos segmentos. Francisco
Cândido Xavier psicografou mais de 400 (quatrocentas) obras
mediúnicas, de centenas de autores espirituais, abarcando os
mais diversos e diferentes assuntos, entre poesias, romances,
contos, crônicas, história geral e do Brasil, ciência,
religião, filosofia, literatura infantil, etc. Fiel ao
princípio Crístico do "dai de graça o que de graça
recebestes", jamais usufruiu dos direitos autorais
provenientes de seu extraordinário dom mediúnico, sempre, ao
contrário, repassando-os, em cartório, à editoras de
divulgação espírita e inúmeras obras assistenciais. Chico
Xavier partiu, mas o testemunho de sua existência permanecerá
como diretriz segura para todos os que esposam os ideais
espíritas e cristãos, sobretudo aos que, voluntariamente, se
vêem comprometidos com a difícil tarefa do intercâmbio
mediúnico. Sua constrangedora humildade e seu desapego,
dificilmente compreendidos até para muitos confrades, foi a
mais notável e marcante exteriorização da grandiosidade de
seu espírito. Se por um lado Chico sempre afirmava receber da
mediunidade com Jesus mais bênçãos do que espinhos, o pleno
cumprimento de sua missão, no entanto, foi uma permanente
aceitação resignada de dolorosos sofrimentos e privações,
desde a mais tenra idade. O médium de Pedro Leopoldo, desde
muito jovem, sempre soube direcionar seus dons, cultivando-os
para que frutificassem plenamente em favor dos aflitos e
sofredores. A verdade é que, depois de Allan Kardec, Chico
Xavier sempre representou a árvore da revelação espírita,
que foi transportada da França para o Brasil. Sua obra
mediúnica sintetiza inestimável legado para as gerações
futuras. Como
dignos missionários do mundo espiritual, Chico e Kardec se
identificam em muitos pontos, sobretudo, na incomum capacidade
de produção literária. Ambos deixaram uma vastíssima obra de
inusitado conteúdo moral-cultural. É notável ainda a absoluta
fidelidade aos compromissos espirituais assumidos bem como ao
perfeito equilíbrio do tríplice aspecto doutrinário do
espiritismo. Outra particularidade entre os dois foi a de jamais
se rebaixarem ao nível de seus opositores e inimigos gratuitos,
mantendo-se sempre muito acima em dignidade e fraternidade.
Fortalecidos na mais pura moral cristã deram seu testemunho de
serviço incondicional à humanidade, acreditando
verdadeiramente na força delicada e transformadora do bem que
os motivava. A
grandeza de Chico, assim como a de Kardec, podem ser avaliadas
claramente no testemunho explícito de suas vidas e suas obras,
porque de boas árvores somente colhe-se bons frutos. Ambos
representam uma extraordinária referência para o
redirecionamento espiritual do homem atormentado dos dias
atuais. Personificam nítida concessão da misericórdia divina
para o aclaramento das cogitações de nossas mentes e
corações.
No triste palco do mundo, nesses últimos tempos, as vozes de Chico e Kardec foram as que ecoaram de forma mais despojada e cristalina o brado revitalizador do cristianismo, "em espírito e verdade", tal como vislumbrara o divino Mestre. |
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MENSAGENS
FRATERNAS |