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"A
fé nos confere consolação, mas, nos reveste de
responsabilidade a que não podemos fugir." |
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O pensamento é algo muito maior que uma simples manifestação do cérebro humano. É ainda, uma intuição do Divino Amor que carregamos impresso na alma. Bem direcionado e, sobretudo revestido de religioso respeito pela grande Obra Divina, o pensamento é capaz de transcender tudo que já conhecemos sobre suas ações. Através da prece, o pensamento educado pelo evangelho de Jesus, estabelece as mais belas permutas de energias regeneradoras, do espírito e do corpo físico. A
Espiritualidade nos lembra que a prece deve ser o ato primordial
de todo ser humano. A prece é um ato de adoração. Orar a Deus
é pensar nele; é aproximar-se dele; é pôr-se em
comunicação com ele. A
três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar,
pedir, agradecer. O Pai Nosso, oração ensinada por Jesus
(Mateus, 6:9-13) contém os três pontos considerados
acima. A
prece se reveste de importância capital em qualquer situação.
Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que
acorrem a sustenta-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe
idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral
necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto,
se deste se afastou. Em
qualquer situação, a prece não deve traduzir-se como
movimento mecânico de lábios, nem disco de fácil repetição
no aparelho da mente. É vibração, energia, poder. A criatura
que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de
inexprimível significação. Semelhante estado psíquico
descortina forças ignoradas, revela
a nossa origem divina e coloca-nos em contato com as
fontes superiores. Dentro dessa realização, o Espírito, em
qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder.
A oração é divina voz do Espírito no grande
silêncio. Nem sempre se caracteriza por sons articulados na
conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder
espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e
idéias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando
concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe
cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca.Orar é sentir. O
sentimento é intraduzível. Não há palavra que o defina com
absoluta precisão. O mais rico vocabulário do mundo é pobre
para traduzir a grandeza de um sentimento. Não há fórmula que
o contenha, não há molde que o guarde, não há modelo que o
plasme. Orar é irradiar para Deus, firmando desse modo nossa
comunhão com Ele. Há
quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio
de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, inútil
se torna expor-lhas. E acrescentam os que assim pensam
que, achando-se tudo no Universo encadeado por leis eternas,
não podem as nossas súplicas mudar os decretos de Deus. Sem
dúvida alguma, há leis naturais e imutáveis que não podem
ser ab-rogadas ao capricho de cada um; mas, daí a crer-se que
todas as circunstâncias da vida estão submetidas à
fatalidade, vai grande distância. Percebe-se
a eficácia e a ação da prece nos efeitos ou resultados
obtidos. Os raios divinos, expedidos pela oração
santificadora, convertem-se em fatores adiantados de
cooperação eficiente e definitiva na cura do corpo, na
renovação da alma e iluminação da consciência. Toda prece
elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda
criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio do
sentimento, transforma-se, gradativamente, em foco irradiante de
energias da Divindade. |
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MENSAGENS
FRATERNAS |