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Meu Amigo de Tela
Tem uma voz
diferente... não combina com o tamanho do corpo
que pressupõe um vozeirão. Ainda assim, soa doce e
masculina!
Tem um não sei o quê, que as
vezes me põe em dúvida. Será que este amigo
distante lê meus pensamentos ou conhece detalhes
da minha vida? Seria ele mediúnico? Ou apenas um
"espião" tipo pau mandado? Não creio...
parece-me íntegro demais para prestar-se a
isso.
Por que nunca fala de si? Por que
sempre se faz entender pelos textos que manda,
quase todos no mesmo diapasão dos meus sentimentos
e pensamentos?
Ele me desperta impressões
várias e incompatíveis entre si, que vão desde o
predador traquejado ... um padre, ou porque não
dizer, um amigo com a melhor das
intenções.
Parece-me reservado, isto tenho
como líquido e certo.
E como a mente voa,
surpreendo-me as vezes perguntado: Seria ele
feliz? Separa real do virtual? Ou
embrenhou-se de tal sorte no virtual que
separou-se judicialmente do real? E se o fez,
quais os motivos que o teriam levado a
isto? Que fantasias vive? O que busca? O que
quer de mim?
Seria um cidadão politicamente
correto ou - como todo o internauta que se preza -
seria um sujeito a bater meio fora do bumbo e a
marchar ao ritmo de um repique que só ele
ouve? Sei não...sei não!
Talvez seja
apenas um homem...apenas um homem!
Mas
instintivamente, eu o chamo carinhosamente de
"Major" sem ao menos saber, se ele veste camisa
polo, pele de lobo, farda ou batina - talvez todas
- e gosto de recebê-lo em minha tela.
- Fátima Irene Pinto -
(Repasse com os devidos
créditos)
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