Se você não ama a todos, não ama ninguém

"Certa vez, compareci a um programa popular de televisão em que o apresentador, sem dúvida alguma, praticamente não sabia quem eu era ou em que acreditava.

Estava convencido de que alguém que lecionasse sobre o amor deveria ser algum demente, e estava determinado a fazer da entrevista uma grande piada.

- É verdade que você diz que devemos amar a todos? - perguntou-me, incrédulo.

- É verdade. E diria que é uma afirmação justa - respondi.

- Ora - riu. - Isso não é só uma coisa louca, mas impossível. Eu não amo a todo mundo. E nem quero.

- É um direito seu - disse-lhe. - Mas quem você excluiria? E por quê?

Por mais eloqüente que fosse, ficou sem ter o que dizer.

Estou convencido de que quando entendemos de fato a verdade do amor e aceitamos a vulnerabilidade universal da humanidade, podemos desenvolver uma empatia até mesmo pelas pessoas menos adoráveis.

O amor aponta para a capacidade de nos identificarmos com a imperfeição e reconhecermos as impropriedades, as fraquezas, os medos, e a confusão em nós mesmos e nos outros.

Amar o que nos outros é difícil de amar representa sempre um desafio.

É muito mais fácil descartar as pessoas pelas suas falhas do que nos sentirmos cativados por elas.

Me pergunto por que somos mais propensos a encontrar falhas fatais do que buscarmos as qualidades que as redimem?"

Leo Buscaglia, do livro "Nascido para Amar"

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