Considerada a maior pedagoga do ensino de ballet
do s�culo XX, nasceu em 1879, filha de um funcion�rio do
Teatro Maryinsky e esteve em contato com o ballet
desde cedo e embora durante os primeiros anos seu
aprendizado tenha sido dif�cil, logrou se formar em 1897
na Escola Imperial de Ballet, onde permaneceu
no corpo de baile durante anos e apenas em 1915 foi
promovida a ballerina, podendo realizar solos.
Deveria ter tido aulas com Enrico Cecchetti, mas a
administra��o resolveu trocar seu professor, por isso,
nos primeiros est�gios de seu estudos teve aulas com
Christian Johansson e Lev Ivanov. Apesar de possuir
t�cnica perfeita, Vaganova n�o era uma mulher
considerada bonita e n�o tinha belas linhas ao dan�ar,
tendo, inclusive, uma cabe�a grande e, por isso, foi
colocada � sombra de bailarinas como Anna Pavlova e
Tamara Karsavina, que faziam sucesso na �poca e tinham
grande carisma, al�m de contar com contatos nos altos
escal�es.
N�o obstante, foi conhecida como a rainha das varia��es em sua �poca (a varia��o que dan�ou no ballet La Bayadere � conhecido como Varia��o de Vaganova), por seus saltos e baterias, mas apenas em 1915, um ano antes de sua aposentadoria foi escalada para interpretar grandes pap�is como Odette/Odile e Giselle, sendo cruelmente criticada em sua performance, n�o por sua t�cnica, pois essa era reconhecidamente perfeita, mas por ser julgada como tendo �capacidade nula de representar um papel�. Assim, sua carreira como bailarina foi curta, pois ela decidiu se aposentar para se dedicar ao ensino da dan�a cl�ssica e de 1917 at� sua morte se dedicou a desenvolver um m�todo de ensino que viria a se popularizar na R�ssia, na Europa e na Am�rica do Norte e que seria o respons�vel pelas prodigiosas habilidades de bailarinos que encantaram o mundo. Como professora, suas primeiras experi�ncias foram na Escola de Ballet Russo, mas em 1920 foi convidada para ensinar na Escola do Ballet Imperial e por sua grande habilidade logo ganhou o respeito de seus colegas, chegando a assumir o posto de diretora art�stica do Maryinsky. Durante essa �poca supervisionou v�rias remontagens dos ballets de Petipa, adaptando-os ao gosto do p�blico da �poca ao mesmo tempo em que buscou estimular o desenvolvimento de um novo repert�rio, equilibrando o cl�ssico e o moderno. Como core�grafa foi reconhecida por sua grande vis�o e capacidade anal�tica, n�o s� percebendo falhas e mostras de mau gosto como sugerindo solu��es. Como professora era conhecida por ser gentil e encorajadora, mas ao mesmo tempo exigir precis�o, trabalho duro e concentra��o.
Vaganova teve influencia de professores franceses com
quem estudou que prezavam a eleg�ncia e suavidade dos
movimentos, assim como da t�cnica italiana, que
influenciava o ballet sovi�tico na �poca e
prezava o virtuosismo, a resist�ncia e a for�a dos p�s,
mas n�o tinha graciosidade. Com sua ofusca��o por outras
bailarinas contempor�neas (Petipa achava-a horr�vel),
Vaganova tornou-se muito cr�tica consigo mesma e com o
m�todo de ensino do ballet e se p�s a tentar
melhorar as t�cnicas existentes. Da francesa aproveitou
a graciosidade dos movimentos e da italiana utilizou a
for�a, a resist�ncia e as aulas bem planejadas, tudo
isso aliada ao esp�rito e poesia das dan�as russa,
criando, assim, um estilo �nico que viria a ser
conhecido como M�todo Vaganova. A codifica��o desse
m�todo foi publicada em 1934 sob o t�tulo de �Princ�pios
b�sicos do ballet cl�ssico�.
Sua primeira pupila de sucesso, Marina Semyonova, teve
estr�ia (em 1925) vista como um marco na hist�ria do
ballet sovi�tico, �um ressurgimento da dan�a cl�ssica em
toda sua gl�ria e beleza�. Alexei Yermolaev, Galina
Ulanova, Vakhtang Chabukiani, Natalya Dudinskaya,
Konstantin Sergeyev e Irina Kolpakova foram os pupilos
mais ilustres de Vaganova e se tornaram o orgulho da
dan�a sovi�tica.
Com a tradu��o de seu
livro para o ingl�s em 1937, Agripina Vaganova se tornou
conhecida no ocidente, figurando entre os grandes
pedagogos do ballet.
Agripina Vaganova morreu em 5 de Novembro de 1951, mas
continua a influenciar o ballet at� os dias de
hoje. Em sua homenagem, a escola de ballet de
S�o Petersburgo foi renomeada para Academia Vaganova em
1957.
