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Ficha Geral Nome: Dom Quixote, ballet em três atos baseado na obra homônima de Miguel de Cervantes Estréia: 26 de Dezembro de 1869, no Teatro Bolshoi pelo Ballet Imperial Coreografia: Marius Petipa e Alexander Gorsky Figurinos: Vadim Rindim Cenários: Vadim Rindim Iluminação: Natasha Katz Música: Ludwig Minkus Bailarinos da estréia: Anna Sobeshenskaya (Kitri), Sergei Sokolov (Basilio)
Comentário Transformar um clássico da literatura em um balé é muito difícil. Mas os elementos que Miguel de Cervantes apresentou em "Don Quixote" dão oportunidade para prolongar os espetáculo. É um conto de heroísmo, romance e ilusão, o que nos leva a achá-lo um grande balé mesmo sem nunca antes termos assistido. A característica fundamental do espetáculo são os traços hispânicos, com seus animados cavaleiros e espevitadas signoritas, que vão totalmente ao contrário da política de seu país de origem, a União Soviética. A Revolução de 1917 fez surgir Nicholas Sergeyev, que foi à Rússia. Ele só levou o essencial: comida, roupas e a coreografia de balés clássicos. Após alguns anos, Sergeyev fez as platéias orientais assistirem a versão completa de "Dom Quixote" pela primeira vez. Não era o que esperavam. Os ares e o fogo espanhol atraíram Marius Petipa a coreografar este balé. E desde então ele tem atráido a qualquer bailarino. Comumente, esse tipo de dança não é para as pessoas que gostam de posar enquanto dançam, pois tem um ritmo mais solto e descontraído. Petipa importou o estilo espanhol e é ele que o mantém de pé até hoje. A maior parte do fogo deste ballet está concentrado no principal pas-de-deux. Os bailarinos dançam e mostram a sensualidade, uma característica rara no mundo do balé, e assim pode-se medir a capacidade de um grande ator. A versão para
o balé de "Dom Quixote" não prova apenas a genialidade de Cervantes,
mas sim de Marius Petipa, que provou que se pode fazer coeografias
lindíssimas e maravilhosas saindo um pouco dos padrões.
História
Prólogo:
Levado pela visão de Dulcinéia, Dom Quixote começa sua aventura ao
lado de seu fiel escudeiro Sancho Panza. Ato III: O casamento. A vila celebra o matrimônio. Dom Quixote congratula o casal, dá um caloroso adeus e continua suas aventuras.
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