| Episódio 5: Teste de avaliação - parte II | |||||||
| Este episódio é a continuação do episódio anterior. Após um breve "the best of" do episódio anterior, somos levados a acompanhar novamente Croco. | |||||||
| Rapidamente o sorriso foi substituído por um olhar de espanto, ao ver o Watanabe entrar na sala com uma fonte de mármore. Ligação à ficha da electricidade, à mangueira exterior e novamente sai da sala. Em sintonia com o resto da sala Croco olhava aparvalhado para a pesada fonte. Apenas Yamazaki com um sorriso maquiavélico e a Avó e Avô com um sorriso trocista destoavam do clima geral. Croco recuperou rapidamente do choque e começou a revirar as folhas de teste à procura do pior. Provavelmente este seria uma espécie de trabalho de campo que o Yamazaki tanto prezava (especialmente se envolvia molha para os soldados), e no qual teriam de tirar as medidas à fonte, calcular pressões, diagrama de velocidades e altura do esguicho. Estavam todos tramados! Mas não. Na folha de teste nada se referia à dita fonte. Yamazaki e amigos mantinham o mesmo sorriso. Procurando inspiração para conseguir explicar a presença da fonte, Croco espreita pela janela e fica ainda pior: passo a passo, uma casa-de-banho portátil (das que se utilizam nas obras e afins) caminhava na direcção da porta da sala! Só quando ela parou é que viu emergir o inesgotavel Watanabe de debaixo dela, que prontamente informou o Yamazaki que tudo estava pronto. Pronto para quê!?!? Finalmente Yamazaki decidiu explicar tudo. Perante a desorientação dos soldados (algo que ele adorava quase tanto como ventiladores) ergueu-se do trono e explicou tudo. Croco nunca se tinha sentido tão desorientado como no final da explicação. Era bem feito, pois ele sabia que "por muito mal que as coisas estejam elas podem sempre piorar". De facto, Yamazaki tinha mudado (como Croco tinha teorizado), só que tinha sido para pior. A fonte, as garrafas, o rádio e a casa-de-banho (que ele tinha consiguido de borla e com entrega incluída após massacrar o empreiteiro da obra com Teoria Yamazaki do Escoamento em condutas de PVC) eram acessórios de um plano tão maquiavélico que só mesmo a mente do Yamazaki o poderia ter congeminado (suplantando mesmo o proprio Maquiavel). Era tudo muito simples. Toda a gente sabe que, por muito aflito que um soldado esteja, ele só pode ir à casinha se entregar o teste. Ora, apelando a essa ancestral Lei do Reino de Yamazaki (publicação integral para breve), Yamazaki decidiu que, vingando-se da risota geral causada pela publicação das suas trapalhadas, todos os alunos estariam mais tramados que nunca. Assim, dali a 15 minutos Yamazaki obrigaria todos os soldados a beber a sua respectiva garrafa até à ultima gota. Depois a fonte seria ligada juntamente com o rádio, que tinha um CD com musicas para quem faz retenção de fluidos. O objectivo era fazer a bexiga dos soldados funcionar e obrigá-los a desistir. Melhor ainda, e esta é uma ideia de génio, à porta estaria o Watanabe com a casa-de-banho, cobrando 3€ por utilização (o dinheiro reverteria na íntegra para financiar o LBVA). Quem saísse da sala apertado logo pagaria para se aliviar, e quem não quisesse utilizar a casinha veria imediatamente um clister pronto a utilizar, mudando logo de ideias. Isto é demais para o Croco. Entrega o teste e alista-se para mais um ano... |
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