| Episódio 2: Visita de estudo | |||||||||
| Neste episódio Yamazaki, em vésperas de Natal, relê no seu diário o dia da última visita de estudo. Agradecimentos ao ex-soldado de exército que me mandou esta história inventada por ele. | |||||||||
| Querido diário: Hoje fui visitar mais uma barragem. Assim que partimos da porta do IUBI fiquei logo de bom humor: estávamos ainda a passar pela BP e já um soldado telefonava a perguntar onde estava o autocarro. O pobrezinho pensava que íamos esperar um minuto por ele! Tão ingénuo! A seguir ao almoço fomos directamente para a ribeira e, devido a restrições do caminho, tivémos de deixar o autocarro e caminhar cerca de 2km. Mal pus um pé fora do autocarro o meu humor voltou a subir de novo: principiou a chover, o que indicava que o melhor ainda estava para vir. Após uma breve excursão a pé chegámos à mini-hídrica. O senhor da EDP abriu-nos a porta e entrámos. A central era de 2MW, conduta forçada, turbina radial. Fantástico! Imediatamente ordenei à Avó para retirar as medidas da conduta, estátor, etc... Infelizmente o senhor da EDP esteve sempre connosco, senão teria mandado o Watanabe voltar a subir até à barragem para descer pelo cano, afim de retirar o diâmetro interno da conduta à entrada, bem como o ângulo das pás do estátor, saindo depois pela ribeira de forma a poder calcular a sua velocidade de impacto na água e melhor estimar o rendimento. O senhor da EDP disse que mais abaixo, no estuário da ribeira, havia vestígios de uma antiga turbina afogada. Decidi ir até lá e foi a melhor decisão do dia: eu fui no carro com o Watanabe e a Avó, ao passo que os soldados foram a pé por um caminho cheio de ervas molhadas, e a chover! Quando chegaram lá abaixo pareciam pintos! ApApós vermos o exterior da casa (não entrámos nem deu para ver mais nada), voltámos para trás. Mais molha, desta vez a subir 4 km! Posso dizer que foi um dia em cheio: o exército apanhou todo uma molha (à descida e á subida), eu nem uma gota (o Watanabe conseguiu gerir o meu saco numa mão e o chapéu sobre a minha cabeça na outra eficazmente), tirei umas boas fotos e ainda consegui evitar que tanto eu, como Watanabe e a Avó pagássemos a viagem. Apenas tenho de reclamar daquele carro mais rijo e balanceante que eu sei lá o quê. Nota para memória futura: para o ano mandar o Watanabe fazer uma liteira de madeira debruada a tinta dourada. Deve ser mais confortável ir aos ombros dos guerreiros mais bravos do exército que noutra tremideira daquelas. |
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| Yamazaki | |||||||||