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| Trancri��es das Aulas | |||||||||||||||
| Medita��o | |||||||||||||||
| ��������������������������������������������������������������������������������������������� Transcri��o do Lp, gravado em 1965 por | |||||||||||||||
| HUBERTO ROHDEN | |||||||||||||||
| PARTE� 1 | |||||||||||||||
| Meus amigos | |||||||||||||||
| ����������� Vamos sair agora das 3 dimens�es dos ru�dos tradicionais e vamos entrar na zero dimens�o do grande sil�ncio. Do sil�ncio din�mico da plenitude. A voz do sil�ncio nos fala: o ru�do � dos homens, o sil�ncio � de Deus. Quanto mais silencioso o homem se torna, mais se aproxima de Deus; e o sil�ncio absoluto que parece ser aus�ncia e vacuidade � presen�a, � plenitude. � a fonte das grandes revela��es, das inef�veis inspira��es. � nas profundezas do sil�ncio din�mico que o homem descobre a verdade. A verdade libertadora sobre si mesmo, sobre Deus, sobre o universo. | |||||||||||||||
| Universo- um em diversos, uma s� causa real e muitos efeitos realizados. | |||||||||||||||
| ����������� E quando o homem atinge esse uno e esse �nico do centro, come�a ele a compreender os diversos e os m�ltiplos de todas as periferias. � no abismo do sil�ncio creador que o homem descobre o segredo da harmonia consigo mesmo, da harmonia com os seus semelhantes e da harmonia com a pr�pria Divindade. Descobre o Deus, do mundo no mundo de Deus. Unidade sem diversidade � monotonia, diversidade sem unidade � caos. Mas unidade na diversidade � harmonia, � o uni-verso, a harmonia c�smica. | |||||||||||||||
| ����������� Meus amigos, neste momento solene e sagrado, vamos submergir no oceano do grande sil�ncio, n�o do inconsciente, mas, do pleniconsciente. Depois de fecharmos as portas a todos os ru�dos do ego f�sico, mental e emocional, a todos os sentimentos, pensamentos e desejos, abramos de par em par, as portas da consci�ncia espiritual, entremos agora no terceiro c�u, no vasto nirvana da realidade suprema. | |||||||||||||||
| ����������� Eclipsou-se o mundo objetivo das apar�ncias ef�meras, despertou o mundo subjetivo da verdade eterna. Para al�m de tempo e espa�o, entra o homem no eterno e no infinito. E ali percebe ele, ditos indiz�veis, algo que l�bios humanos n�o podem dizer, que nem o pensamento pode analisar, os ditos indiz�veis da verdade libertadora. | |||||||||||||||
| ����������� E a alma come�a o seu misterioso solil�quio com o infinito, o eterno. E o solil�quio se transforma aos poucos em col�quio. O monologo passa a ser di�logo, porque a alma sente a presen�a de algu�m, a onipresen�a da Divindade, a iman�ncia do infinito em todos os finitos, o esp�rito do Deus do mundo que habita em todos os mundos de Deus. O vasto deserto do sil�ncio se transforma num o�sis transbordante de vida, beleza e beatitude. | |||||||||||||||
| E a alma habita feliz neste �den, e sabe por intui��o imediata o que pensamento algum lhe poderia revelar atrav�s dos meandros das an�lises intelectuais. O homem sabe finalmente por intui��o imediata e direta o que � Deus, sabe o que � ele mesmo, sabe o que � o universo. E este saber esperiencial � beatitude, � vida eterna, � imortalidade. | |||||||||||||||
| E quando o homem� regressa desse long�nquo nirvana da verdade para o prop�nquo sansara das apar�ncias de cada dia, leva ele consigo um reflexo dessa luz, um eco dessa voz, uma vibra��o dessa for�a que ele viveu nas profundezas do terceiro c�u. E em contato o infinito, com o eterno, volta ele, a tomar contato com todos os finitos e tempor�rios; e a sua vida di�ria se transforma aos poucos pela leveza e luminosidade desses mundos que ele contemplou, no grande al�m de fora que � tamb�m o seu grande al�m de dentro. E ele diz a si mesmo: ?Eu e o Pai somos um. O Pai est� em mim e eu estou no Pai. O infinito vive em mim e eu vivo no infinito. No meu intimo ser eu sou o que Deus �, por isso no meu externo agir, quero tamb�m agir assim como Deus age.? | |||||||||||||||
| Finalmente ele descobriu o que quer dizer ?o reino dos c�us est� dentro de v�s.? E a experi�ncia dessa paternidade �nica de Deus se manifesta na viv�ncia da fraternidade universal dos homens. A grande vertical da m�stica do primeiro mandamento se concretiza na vasta horizontal da �tica do segundo mandamento: ''Amar�s o Senhor teu Deus de todo o teu cora��o, com toda a tua alma, com toda a tua mente e com todas as tuas for�as- e amar�s ao teu pr�ximo como a ti mesmo.'' | |||||||||||||||
| E ele nunca mais pergunta a si mesmo, quem � o meu pr�ximo, porque todas as creaturas, mesmo as mais distantes se tornaram pr�ximas, desde que todas as dist�ncias da ignor�ncia foram eliminadas pela proximidade da sapi�ncia. Tempo e espa�o deixaram de existir em face da iman�ncia de Deus, do Deus do mundo em todos os mundos de Deus. Ele sabe que todas as creaturas s�o os seus pr�ximos. | |||||||||||||||
| E quando o homem descobre o reino de Deus dentro de si mesmo, aqui� e agora, n�o espera mais a inaugura��o do reino de Deus para depois da morte, em algum futuro ignoto, em alguma dist�ncia long�nqua. O seu c�u come�a aqui e agora pela autodetermina��o do seu livre arb�treo, e n�o pelo alo-determinismo de algum fator externo. Nascer, viver e morrer, n�o resolvem o problema central da exist�ncia humana, porque s�o coisas que apenas nos acontecem, por obra e merc� de circunst�ncias externas. Nascemos, gra�as a nossos progenitores, vivemos merc� dos alimentos que assimilamos, e morreremos em virtude de um acidente, de uma doen�a ou da velhice. | |||||||||||||||
| Nada disto nos redime porque nada disto � obra nossa. � algo alheio a n�s, s�o alo- determinismos de fatores externos. Meu � somente o que eu mesmo produzo: a autodetermina��o do meu eu espiritual, do meu livre arb�treo. Meu, sou somente eu, aquilo que eu sou interna e eternamente. Nascer, viver e morrer n�o me redimem da irreden��o de mim mesmo. O que me redime � um viver diferente, uma viv�ncia� mais intensa. A experi�ncia central da verdade sobre mim mesmo, o meu grande Eu sou, o renascimento pelo esp�rito, como dizia o Divino Mestre. | |||||||||||||||
| Se eu intensificar devidamente a minha viv�ncia experiencial, e se esta experi�ncia da verdade sobre mim mesmo atingir o seu cl�max, ent�o ser�o abolidos o morrer e o nascer. E s� o viver, o grande e indestrut�vel viver, a vida eterna, a integra��o da minha vida individual na vida universal � que continuar�o a existir. Nem o conformismo com as mis�rias da vida presente, nem o escapismo para um c�u, para uma zona long�nqua, para al�m da morte, nada disto resolver� o problema central da exist�ncia humana. Somente o transformismo, a total transforma��o de todas as minhas materialidades pelo poder da espiritualidade � que resolver� o problema da minha vida. | |||||||||||||||
| ''O reino dos c�us'', disse o divino Mestre, � semelhante a um fermento que algu�m tomou e ocultou em 3 medidas de farinha at� ficar tudo levedado. O fermento da experi�ncia divina deve levedar, transformar todas as massas da minha exist�ncia humana, aqui e agora, e continuar para sempre. Nada de justaposi��o, nada de substitui��o, somente a total permea��o, e pela interpenetra��o � que resolve o problema. O reino do Cristo, escreve Frederic Sandersno seu livro In The Power of The Infinite: | |||||||||||||||
| �''O reino do Cristo n�o jaz em alguma regi�o long�nqua; o reino de Deus n�o � condicionado por tempo e espa�o. Muitos pensam que a vida terrestre com o seu sofrimento e as suas ang�stias, seja um est�gio preliminar para a vida eterna e que o homem deva suportar as mis�rias desta vida at� que soe a hora da liberta��o. | |||||||||||||||
| �Entretanto o reino dos c�us ficar� distante enquanto n�s o considerarmos distante. E, contudo � agora mesmo que vivemos no reino de Deus, e n�o h� nenhum outro mundo. Somente o nosso consciente obscurecido � que nos torna cegos para as gl�rias do mundo espiritual, no qual vivemos.O homem, que tem a permanente consci�ncia da presen�a de Deus, vive agora mesmo na harmonia do seu reino, numa atitude interna inating�vel pelas vicissitudes dos fen�menos externos. | |||||||||||||||
| N�o podemos descrever� a um surdo as belezas da m�sica, nem podemos dar a um cego id�ia das cores- e da mesma forma n�o podemos fazer compreender as gl�rias do reino do Cristo a um incr�dulo que n�o as tenha experimentado pessoalmente. Da cadeia e do alcance dos seus pr�prios pensamentos tece o homem dia a dia o seu c�u e o seu inferno. | |||||||||||||||
| C�u e inferno n�o s�o estados futuros que nos esperem depois da morte. A morte n�o modifica em nada o estado do homem; e os chamados mortos n�o est�o mais perto de Deus do que os vivos.A morte n�o representa a transi��o para um estado perfeito e definitivo. A disposi��o do esp�rito de um defunto continua a ser a mesma ap�s morte que foi durante a vida terrestre. | |||||||||||||||
| A revela��o do reino de Deus se d� diariamente nas almas capazes de receb�-la; e cada pensamento espiritual acelera o advento universal do reino de Deus sobre a face da terra.? | |||||||||||||||
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| Meus amigos, no meio deste grande e solene sil�ncio, deste sil�ncio din�mico da presen�a de Deus, em que nos achamos, vamos submergir profundamente, neste misterioso mundo da verdade; at� que ele nos penetre totalmente e transforme todas as nossas atividades pelo poder da verdade libertadora. | |||||||||||||||
| ''Conhecereis a verdade'', disse o grande Mestre da humanidade, e ''a verdade vos libertar�.'' | |||||||||||||||
| Neste momento solene e sagrado, des�a sobre mim e sobre cada um de n�s, Senhor, a tua grande paz e permane�a conosco eternamente. E, se algum de n�s ou dos nossos aqui presentes ou ausentes, ainda estiver sem paz, perturbado nas energias da sua alma, da sua mente ou do seu corpo, invocamos a luz branca do Cristo eterno e universal; para que rearmonize todas as nossas desarmonias espirituais, mentais e corporais. E d� a cada um de n�s perfeita santidade, sapi�ncia e sanidade, para que atrav�s de cada um de n�s seja proclamado o reino de Deus sobre a face da terra. | |||||||||||||||
| PARTE� 2�� PARA MEDITAR | |||||||||||||||
| Assim seja | |||||||||||||||
| ����������� Vamos dizer umas poucas palavras sobre um assunto de imensa import�ncia em nossos dias: a medita��o. | |||||||||||||||
| Meus amigos! | |||||||||||||||
| ����������� A palavra n�o � exata, mas ela � a mais usada e a mais conhecida. Devia ser antes contempla��o. Quando o homem entra em medita��o, ou melhor, em contempla��o, ultrapassa ele a zona da sua consci�ncia habitual, do seu ego consciente, e entra na zona ignota do seu eu supraconsciente, pleniconsciente. Para al�m de toda concentra��o mental e para al�m mesmo da medita��o espiritual come�a este mundo misterioso da contempla��o intuitiva que os orientais chamam samadi e que n�s costumamos chamar �xtase. Esta palavra �xtase ? palavra grega composta de ek- stasis, quer dizer literalmente, posi��o fora de si, isto �, uma atitude fora do ego habitual consciente. Uma invas�o do mundo espiritual supraconsciente. | |||||||||||||||
| ����������� Quando o homem medita deve ao menos no princ�pio, impor sil�ncio, tanto �s sensa��es do corpo, como aos pensamentos do intelecto. Medita��o n�o � leitura espiritual, n�o � estudo, n�o � an�lise de textos sacros. Meditar � focalizar a consci�ncia espiritual em Deus. Colocar a alma bem dentro da luz divina e deix�-la im�vel, no meio dessa irradia��o, como uma planta colocada em plena luz solar, com as m�ozinhas das verdes folhas erguidas ao c�u, em silenciosa prece ao astro ben�fico que tudo opera na planta: vida, beleza, alegria,contanto que esta seja devidamente receptiva e heliantr�pica. | |||||||||||||||
| ����������� De fato, a alma do orante � antes objeto que sujeito, pois n�o � ela propriamente que faz aquilo que est� acontecendo. � Deus que o faz nela, por ela, para ela. Basta que a alma do orante seja receptiva para as maravilhas divinas que nela s�o produzidas, durante essa intensa e silenciosa diatermia celeste, essa gloriosa passividade din�mica. | |||||||||||||||
| LUGAR E TEMPO:� | |||||||||||||||
| � necess�rio que o homem escolha, para medita��o,ou contempla��o, tempo e lugar apropriados. Seria erro funesto, por exemplo, querer dedicar a essa ocupa��o important�ssima a pior meia-hora das 24 horas do dia; talvez o per�odo depois dos trabalhos profissionais, quando corpo, a mente e a alma est�o derreados de fadiga e suspiram por um pouco de repouso. � necess�rio reservar para comunh�o com Deus a melhor meia-hora ou mesmo uma hora do dia, quando todas as faculdades do homem estejam em perfeita calma e equil�brio; porquanto a medita��o bem feita n�o � algum doce e indolente devaneio, semi-son�mbulo, mas �, pelo menos no princ�pio, um trabalho pesado, que reclama todas as energias do nosso ser. | |||||||||||||||
| ����������� � Nem conv�m meditar num lugar onde se possa ser facilmente perturbado. Quem n�o encontrar em casa um cantinho sossegado e n�o-devass�vel, far� bem em procur�-lo fora de casa, em plena natureza, ou ent�o na doce penumbra de alguma igreja aberta, onde � sombra duma coluna, encontrar� facilmente o ambiente desejado e seguro contra incurs�es ind�bitas. | |||||||||||||||
| �H� nas 24 horas do dia, dois per�odos especialmente favor�veis � medita��o: um de manh� e outro � noite.A treva ou a semiluz s�o, geralmente prop�cias � medita��o. Luz ligeiramente azulada ou esverdeada � prefer�vel a outras tonalidades. | |||||||||||||||
| ATITUDE CORP�REA: | |||||||||||||||
| ����������� Devido � �ntima correla��o que vigora entre corpo e alma, � de suma conveni�ncia que, enquanto a alma se entrega � medita��o, o corpo mantenha uma atitude compat�vel com essa atividade espiritual. A melhor posi��o do corpo, durante a medita��o, � a de sentado naturalmente, se poss�vel em cadeira de assento duro e encosto vertical. A espinha dorsal assume atitude ereta, normal; as pernas, n�o cruzadas, ficam em posi��o espont�nea, formando �ngulo reto na jun��o com o corpo e nos joelhos; as m�os, de palmas para cima, pousam naturalmente no rega�o ou sobre as coxas, junto ao corpo; os olhos conservam-se ligeiramente fechados - tudo isto, que aos inexperientes talvez pare�a arbitr�rio ou artificial, � perfeitamente natural e espont�neo para quem, de fato, se acha imerso em profunda comunh�o com Deus. | |||||||||||||||
| PARTE 3�� ���������������� LOCUTORES DA HUMANIDADE | |||||||||||||||
| ����������� Duas palavrinhas para os nossos amigos escritores, que eu chamo os locutores da humanidade: | |||||||||||||||
| Amigo, para seres escritor, n�o basta saber gram�tica e sintaxe. | |||||||||||||||
| N�o basta saber forjar belas frases e burilar cad�ncias r�tmicas. | |||||||||||||||
| Nem basta possuir talento e erudi��o. | |||||||||||||||
| ����������� Se quiseres escrever para os homens, e n�o para as tra�as, � necess�rio que tua alma seja uma antena ultrasens�vel que apanhe as mais ligeiras ondas que percorram o universo humano. | |||||||||||||||
| ����������� � necess�rio saber cristalizar em id�ias conscientes a inconsciente atmosfera das almas que te cercam. | |||||||||||||||
| ����������� � necess�rio dizer ao leitor o que ele j� entresabia nas penumbras do ego, mas n�o sabia trazer � luz meridiana do conhecimento v�gil. | |||||||||||||||
| O escritor faz nascer o que j� era concebido e andava em gesta��o. | |||||||||||||||
| O escritor � o interprete consciente da subconsci�ncia universal. | |||||||||||||||
| � o locutor da humanidade. | |||||||||||||||
| Repleto de elementos funestos e elementos ben�ficos est� o vasto subsolo da humana natureza. | |||||||||||||||
| Centelhas de luz- e abismos de trevas.. | |||||||||||||||
| Para�sos de amor- e geenas de �dio... | |||||||||||||||
| L�rios de pureza- e pantanais de lux�ria... | |||||||||||||||
| Encantos de Beatriz� - e sedu��es de Circe... | |||||||||||||||
| C�nticos de j�bilo ? e gemidos de dor... | |||||||||||||||
| De tudo isto est� saturada a zona noturna do ego humano. | |||||||||||||||
| E tu, pela varinha m�gica da pena, evocas das inc�nscias profundezas os anjos da luz ? ou ent�o os dem�nios das trevas... | |||||||||||||||
| E os soltas no mundo, ao meio dos homens ? para ressurrei��o de muitos, ou ent�o para ru�na de muitos... | |||||||||||||||
| No foco do teu esp�rito, � escritor, convergem os raios m�ltiplos que andavam dispersos pelo mundo das almas... | |||||||||||||||
| E deste foco, onde inconscientes entraram, irradiam conscientes, para o meio dos mortais... | |||||||||||||||
| S� ser�o lidos os teus livros, se derem resposta expl�cita � interroga��o t�cita dos esp�ritos. | |||||||||||||||
| Se responderem as eternas ang�stias do cora��o humano... | |||||||||||||||
| Se ferirem problemas de que sangram e agonizam os melhores dos homens... | |||||||||||||||
| Se disseres o que milhares dizer queriam, mas dizer n�o podiam... | |||||||||||||||
| Interpretaste a subconsci�ncia universal? ser�s lido e relido!... | |||||||||||||||
| Mas, se quiseres ser para os mortais um anjo redentor, e n�o um anjo exterminador, evoca das profundezas os elementos ben�ficos, apela para as grandes id�ias, para os eternos ideais! | |||||||||||||||
| Suscita do sono para a vig�lia as energias construtoras que dormem, profundas e vastas, no seio da humanidade! | |||||||||||||||
| Faze da tua pena um facho de luz que de divina claridade inunde as trevas da terra... | |||||||||||||||
| S� um Prometeu para os homens. | |||||||||||||||
| Locutor da humanidade... | |||||||||||||||
| PARTE 4��������������� ��� VENHO A TI, SENHOR... | |||||||||||||||
| Venho a Ti, como exausto viajor que se aproxima do termo de longa jornada. | |||||||||||||||
| Venho a Ti, Senhor, como sequioso peregrino do deserto que avista um verde o�sis de �gua refrigerante. | |||||||||||||||
| Venho a Ti, Senhor, como o enfermo que anela pela fonte de sa�de e vigor. | |||||||||||||||
| Venho a Ti,� grande An�nimo de mil nomes, estendendo os bra�os da minha indig�ncia aos tesouros da tua opul�ncia. | |||||||||||||||
| Ap�s a longa noite invernal que uma vida sem amor me trouxe, �s tu a exultante primavera de um amor profundo, vasto e universal. | |||||||||||||||
| D�-me f�, meu Deus, eu te suplico, uma f� t�o ardente e poderosa que com a abund�ncia da tua plenitude encha a pobreza da minha vacuidade. | |||||||||||||||
| D�-me alegria, meu Deus, uma alegria t�o vasta e profunda que suavize todas as amarguras que sempre encontro no fundo das minhas ta�as. | |||||||||||||||
| D�-me tua gra�a, Senhor, a gra�a suprema de guardar inalter�vel serenidade no meio de louvores e de vitup�rios. | |||||||||||||||
| D�-me o teu pr�prio Ser, � Deus, porque sem o c�u do teu divino Tu, me � intoler�vel o inferno do meu humano ego. | |||||||||||||||
| De Ti, Senhor, eu vim, em Ti estou, para Ti vou- � este o alfa e o �mega da minha vida. | |||||||||||||||
| Fizeste-me para Ti, Senhor, e inquieto est� o meu cora��o at� enquanto descanso em Ti. | |||||||||||||||
| Por Iris Helena Gomes | |||||||||||||||