Meu deserto vivo
Exaustivo deserto era minha vida espiritual...
Ap�s o �xodo do Egito de minha fartura material
Definhava de fome a minha alma torturada...
Para onde quer que eu volvesse meus olhos famintos,
�ridos saaras se alargavam em derredor
A perder de vista,
Em parte alguma um verde o�sis
Prometia refrig�rio ao lasso viajor
Em parte alguma o fluido cristalino duma fonte
Acenava al�vio a l�ngua ressequida,
Umidade aos l�bios gretados de ardor
Desde que o globo fulvo do sol matutino
Emergia de imenso areal
At� que sua esfera sangu�nea submergia
Nas trevas noturnas
Gemia minha alma errante:
�Quando terminar� essa jornada?
Quando despontar� no horizonte a Terra da Promiss�o?�
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