| Assim dizia Huberto Rohden
Sobre o dinheiro: Tem aquela par�bola do rico avarento...que foi sepultado no inferno. Toda campanha contra a gan�ncia, no Evangelho... porque Jesus considera o apego desmedido aos bens materiais, �s riquezas e ao dinheiro, como o maior impedimento de auto-realiza��o. Porque quem faz dos bens materiais da vida o n�mero um da natureza humana, o ponto principal que eles devem realizar, ele n�o se pode realizar. Porque ele pode realizar o dinheiro, mas, realizando o dinheiro ele n�o se realiza a si. Ele tamb�m pode servir-se do dinheiro para se realizar; mas, ele n�o pode considerar o dinheiro como um fim. Pode considerar o dinheiro como um meio que lhe d� oportunidade para sua auto-realiza��o, mas neste caso nunca � abuso, nunca � excesso, sempre � apenas o necess�rio para a vida. Isto vai atrav�s de todo o Evangelho. No G�nesis n�o encontramos nenhuma campanha contra a riqueza, contra o luxo. Encontramos a campanha somente contra a lux�ria. Todas estas tr�s coisas s�o boas e podem ser usadas. Podemos usar a intelig�ncia, podemos usar as emo��es e podemos usar os bens materiais. O uso � permitido, mas quem substitui o centro por umas das tr�s periferias, n�o est� no uso, est� no abuso. Sobre os males da intelig�ncia unilateral: Futuramente talvez deva aparecer um grande profeta, al�m de Mois�s e Jesus que deva mostrar os males da intelig�ncia unilateral. Eu j� disse que talvez seja tempo que apare�a algu�m. Porque os males causados pela intelig�ncia unilateral eu chamo lixo. S�o as tr�s palavras: lux�ria, luxo e lixo. Por que lixo? Porque a nossa intelig�ncia ultimamente fez gigantescas descobertas, nas leis da natureza. Nos �ltimos 100 anos n�s avan�amos mais na intelig�ncia do que em todos os tempos passados. Basta mencionar tr�s pontos da intelig�ncia como cinema, r�dio e televis�o. S�o tr�s grandiosas descobertas da intelig�ncia humana. Estas tr�s coisas podem ser boas, se s�o usadas decentemente. Mas, se s�o abusadas, ent�o, falsificam completamente a natureza humana. Infelizmente, n�s n�o temos programas decentes para cinema, para r�dio e televis�o. 90% s�o contra a nossa auto-realiza��o. 90% dos programas do cinema, muito mais de 90%. � muito modesto dizer 90%. Talvez eu deva dizer 99% de tudo que o cinema apresenta e tudo que r�dio e televis�o apresentam s�o contr�rios a nossa auto-realiza��o. Porque eles se limitam � intelig�ncia, depois entram aqui na lux�ria, depois entram aqui na gan�ncia. Sobre �tica e moral: Na filosofia n�s devemos manter a n�tida distin��o entre �tica e moral. A �tica � sempre a conseq��ncia espont�nea, infal�vel da m�stica. Quem n�o passou pela m�stica n�o entrou na �tica, porque a moralidade n�o precisa passar pela m�stica. N�s podemos ser morais sem nenhuma experi�ncia de Deus. Eu posso ser altru�sta, n�o fazer mal a ningu�m, n�o roubar ningu�m, n�o difamar ningu�m por motivos simplesmente humanos. N�o precisa nenhum Deus para moralidade. Para ser moral eu n�o preciso de Deus. O maior ateu pode ser moral, e muitos s�o. H� muitos que negam ou duvidam de Deus. Os agn�sticos duvidam e os ateus negam. Muitos agn�sticos s�o profundamente morais, muito altru�stas, muito filantr�picos, muito beneficentes, mas, n�o est�o na �tica. Eles est�o na moralidade. A moralidade � uma fabrica��o puramente humana, do ego. O nosso ego fabrica moralidade e faz bem porque � melhor moralidade do que imoralidade. Sobre pr�mio e castigo: As religi�es ensinam moralidade, mas a religi�es n�o ensinam �tica. �tica seria... eu sou bom independentemente de qualquer pr�mio, de qualquer castigo, antes ou depois da morte. Mas, as religi�es dizem: �n�o, depois da morte voc� vai ser premiado se for bom, ou voc� vai ser castigado se for mau nesta vida�. Isto � moral. Isto � moralidade, porque tudo que n�s fazemos com esperan�a de pr�mio ou com medo de castigo seja antes ou depois da morte, nada disto � �tico. Nada disto � perfeito. Pr�mio e castigo sup�em ego�smos. E qualquer pr�mio que venha de fora de n�s sup�e que eu seja ego�sta. O ego�sta quer ser premiado e n�o quer ser castigado. Quer dizer que tudo que n�s fazemos com esperan�a de pr�mio ou com receio de castigo � ego�smo. B�rgson, o grande fil�sofo franc�s, (nos �ltimos tempos, ele esteve em Princeton, pouco antes do meu tempo, durante a guerra de Hitler) diz em um de seu livro �As duas fontes da moral e da religi�o�: �as igrejas todas condenam o ego�smo terrestre, mas, as igrejas recomendam todas o ego�smo celeste�. O que � que ele chama o ego�smo celeste? Voc� deve ser bom para entrar no c�u. Isto � esperan�a de pr�mio. Voc� n�o deve ser mau para n�o cair no inferno. Isto tamb�m � ego�smo. Quem age por esperan�a de pr�mio ou medo de castigo antes ou depois da morte, age por um secreto ego�smo. Os governos geralmente n�o premiam os bons, mas castigam os maus. Isto � costume no mundo inteiro. Pode ser bom como quiser, n�o vai ter nenhum pr�mio por parte do governo. Mas, se ele � mau vai ser multado, vai para a cadeia. Quer dizer, eles s� agem por motivo de castigo na zona civil. (trechos extra�dos da grava��o da aula 19 do Curso Nova Humanidade) |
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