ORIGEM DA FAMÍLIA

Nogueira
Meireles

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Nogueira

           Sobrenome de origem toponímica, tomado da propriedade da família.

Da árvore nogueira (Anuário Genealógico Latino, IV, 25)

Descende esta família de D. Mendo Paes Nogueira, sobrinho de D. Mendo Nogueira, cavaleiro da Ordem dos Templários, em 1089.

Seu solar é a torre de Nogueira, na ribeira do rio Minho.

O morgado dos Nogueiras era dos viscondes de Vilanova de Cerveira (Anuário Genealógico Latino, I, 71).

Partindo de uma das hipóteses, a de que a Quinta da Nogueira originou e baptizou a Aldeia da Nogueira, mais tarde, Vila Nogueira, é necessário compreender a evolução da quinta para refazer a história da povoação.

Em 1348, Lourenço Diniz Nogueira, Senhor do Morgado de São Lourenço, da cidade de Lisboa, irmão do Mestre João das Leis, mordomo e chanceler de D. Pedro I, fez testamento em Azeitão, na sua quinta, que “ia da rua do Hospício à rua do Açougue”. No testamento, refere que é da família dos Nogueiras de Lisboa e que já possuía a quinta em 1297.

Se a parte da antiga colónia agrícola que pertenceu à família Nogueira, tomou o nome do proprietário, é natural que a referida quinta corresponda a essa fracção e se denomine Quinta da Nogueira.

A Quinta surge, em determinada altura, na posse de D. Constança Manuel, não se sabendo como adquiriu a sua propriedade. A Princesa D. Constança Manuel, esposa de D. Pedro I, o Justiceiro, e mãe do Rei D. Manuel I, foi para a sua quinta em Aldeia de Nogueira, onde ia carpindo as mágoas do seu noivado pouco auspicioso. No entanto, a sua presença beneficiou a localidade, tornando-a num “lugar de eleição da melhor nobreza do reino, decerto atraída por uma parte da corte, nada menos do que o herdeiro da coroa e sua casa que iam, de preferência, veranear naqueles sítios pitorescos”.

Tendo falecido em Santarém, a 13 de Novembro de 1345, D. Constança Manuel deixou determinado, em seu testamento, algumas capelas de missas por sua alma, a que vinculou os seus bens de Azeitão.

Após o falecimento de D. Constança Manuel, o provedor dessas capelas de missas, Antão Garcia, solicitou ao rei D. Pedro I, que coutasse a propriedade, ao que este prontamente acedeu. A 7 de Outubro de 1364, D. Pedro I, em carta enviada aos Juizes de Sesimbra, ordena que “a dita quinta seja coutada... e os seus caseiros sejam quites e isentos de servir em hostes nem fossado, nem em galés, nem em frota nenhuma nem vão velar no logo de Sesimbra nem em outros lugares e sejam isentos da dita servidão...”.

Três anos mais tarde, em 1367, D. Pedro integra, na quinta, uma propriedade circunvizinha pertencente a João Martins, pelo motivo deste ter falecido sem deixar descendência.

Ainda mais tarde, já no reinado de D. Fernando, a quinta passou a constituir o “prazo da Quinta da Nogueira”, sendo os seus primeiros administradores, os padres do Convento de São Francisco de Santarém e, a partir de 1517, as religiosas do Real Convento de Santa Clara, da mesma cidade.

 

Meireles

História

Os cognomes, apelidos, sobrenomes ou nomes de família já eram utilizados na antigüidade, dizem os especialistas que o primeiro povo conhecido a se utilizar de sobrenomes foram os chineses.

Entre as historias mais  famosas distingue-se a do imperador Fushi que decretou o uso de sobrenomes (ou nomes de familia) no ano 2850 a.C.

Os romanos possuíam um sistema próprio de distinguir uma pessoa de outra pelo nome e por outros apostos a ele, pela historia desse povo, julga-se que este sistema tenha surgido em épocas remotas e que já fosse de uso comum logo após o inicio da expansão do poderio de Roma, os romanos possuíam um sistema pelo qual identificavam no nome do indivíduo qual seu clã de origem, foi uma forma de se identificar um grupo familiar em especifico, porem, com a queda do Império Romano em 476 d.C. este sistema virtualmente deixou de existir, caindo em desuso.

Na idade média (476-1453) passou, pois, a vigorar tão somente o nome de batismo para designar, distinguir e caracterizar as pessoas. Fala-se em nome de batismo porque, na época da queda do Império Romano Ocidental, a península itálica já era praticamente toda cristã. Por outro lado, os povos invasores foram cristianizados em massa no período que se segue à desagregação do Império. O cristianismo se tornou um elemento aglutinador que aproximou todos estes povos.

O estabelecimento de vários povos estrangeiros introduziu uma grande variedade de nomes e palavras que paulatinamente foram sendo latinizadas, salienta-se que os povos estrangeiros não possuíam a tradição da sobrenominização das pessoas, fato este que influiu sistematicamente no abandono de tal costume.

O aporte de grande acervo de novos nomes, trazidos pelos povos invasores, principalmente germânicos, o abandono da sistemática latina de individualizar pessoas, a influencia do cristianismo que difundia os nomes de seus mártires e santos criaram uma confusão generalizada. Os nomes se repetiam com freqüência o que tornava difícil distinguir um indivíduo de outro.

Surgiu então a necessidade de se estabelecer uma modalidade para se distinguir um cidadão do outro, para tal finalidade foram criadas  algumas formulas que auxiliavam em tal distinção.

Na verdade, não foram estabelecidas normas baixadas pôr autoridades, mas  sim o surgimento de um modo espontâneo na pena do escrivão, no convívio social e na linguagem popular que inventava formas para distinguir os dez ou vinte Johannes (João) que viviam na mesma comunidade.

Os primeiros registros do uso de sobrenomes familiares como hoje os conhecemos foram encontrados por volta do século VIII, ou seja após o ano 701 d.C.

Na Inglaterra por exemplo, só passaram a ser usados depois de sua conquista pelos normandos, no ano de 1066. Foi só no inicio do renascimento que os cognomes voltaram a ter aceitação geral.

No ano de 1563, o Concílio de Trento concretizou a adoção de sobrenomes, ao estabelecer nas igrejas os registros batismais, que exigiam, além do nome de batismo, que teria de ser um nome cristão, de santo ou santa, um sobrenome, ou nome de família.

 

Origens

        

Sobrenome de origem toponímica, tirado da propriedade da família. Cortesão tirou da baixa latinidade majorellus, com dúvida.

Formas antigas: Mayareles, Maioreles. Guérios, com dúvida, deriva de Meira (Antenor Nascentes, II, 197).

O sobrenome familiar Meireles foi classificado como sendo um toponímico, palavra derivada do grego, composto de "tópos" (lugar) + "nomos", nome: designação dos nomes próprios de lugares ou acidentes geográficos.

Nestes casos, topônimos nada tem a ver, diretamente, com apelidos da família mas, sim com o estudo da origem dos nomes de acidentes geográficos que, pôr sua vez foram adotados como sobrenome em muitas famílias.

Os sobrenome englobados sob o titulo de toponímico são geralmente mais fáceis de serem reconhecidos do que os demais, pelo fato de se reportarem a um determinado local, a um espaço físico, a um ponto de referencia especifico, situado no tempo e no espaço.

Grande parte dos toponímicos se originou diretamente  da denominação de uma cidade, de um povoado ou de uma região, normalmente o uso como sobrenome familiar repete o próprio nome da localidade ou faz uso do gentílico.

Ao mesmo tempo devemos salientar que muitas outras famílias, nascidas nestas localidades, também adotaram-na como sobrenome familiar, desta forma nunca pode-se afirmar que duas pessoas que se utilizem do mesmo toponímico como sobrenome sejam parentes sem antes fazer uma averiguação detalhada em suas arvores genealógicas.

Sobrenome português, classificado como sendo um toponímico, ou seja, de origem geográfica, Meireles seria um morador de Meira, nome de uma localidade provavelmente espanhola. Acredita-se que a família Meireles foi iniciada através da família Meira a qual vem de Pedro de Novaes ( o velho ), rico homem de el-rei D.Sancho II. (Mansur Guerios)

Esta família tem seu solar na quinta de Meireles. O primeiro que teve este sobrenome foi Nuno Anes de Meireles, filho de D. João de Chacim, que viveu no tempo de D. Fernando I, fal. em 1383, rei de Portugal(Antenor Nascentes, II, 64).

 

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