Porque
De volta aos poemas
inertes
Me mergulho em palavras
falsas
Em sentimentos profundos
irreais
Em vontades loucas
ociosas
Alegria, felicidade
tédio
Falta do que fazer
ocupado
Um poema, porque o escrevo
não sei
Tédio, ócio, vontades
pensamentos
Porque me perco em palavras
e sentimentos
Em ilusões se o mundo
é tão fútil
Não serei eu também
assim?
Não seria tão mais fácil
este caminho
Não sei porque escrevo
Nem porque existo
Nem se isso me incomoda
Tédio
Calor
Que nos faz deprimidos em nossa plena alegria.
-|- Paulo -|-