Percorrer
os 110 km da Ferrovia Curitiba-Paranaguá é um belo programa
turístico. Em quatro horas, pelo trem convencional, ou em
duas horas e meia, pela Litorina,
o viajante sai do planalto paranaense rumo ao litoral histórico
do Estado, tendo como via a exuberante Serra do Mar.
Pelo trajeto, túneis, pontes e
viadutos impressionam pela ousadia técnica realizada em pleno
século XIX - especialmente a Ponte São João (84 metros de
extensão pendendo sobre um despenhadeiro de 60 metros), e
o Viaduto Carvalho, construído sobre pilares de pedra na encosta
da própria rocha. Pelas janelas do trem, os viajantes podem
observar a imensidão da Mata Atlântica. Nos
feriados de sol, esses cenários atraem mais de mil turistas
brasileiros e estrangeiros por dia.
Eco-esportes e passeios históricos
Muitas atividades podem ser combinadas com a viagem de trem.
"Nós vamos tomar a barca para a Ilha do Mel", conta a paulista
Aldri Otsuka, 23, ao chegar na estação de Paranaguá com suas
amigas. As cidades históricas de Paranaguá e Morretes, com
arquitetura colonial do século XVIII, culinária e artesanato
típicos, merecem ser visitadas. A Ilha do Mel, na baía de
Paranaguá, é um dos melhores pontos turísticos do Paraná.
Para os aventureiros, alguns dos
roteiros mais procurados são o bóia-cross no Rio Nhundiaquara,
as trilhas do Caminho do Itupava, antiga trilha indígena que
atravessa a Serra, e a escalada do Pico Marumbi, com 1.539
metros. "A escalada do Marumbi é ótima", atesta o americano
Baylen Wells, 26 anos, que incluiu o Parque do
Marumbi no seu roteiro de visita à América do Sul.
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